A decisão de ser "apenas" mãe

Lembro-me como se fosse ontem, minha mãe saindo para trabalhar, eu chorando e esperneando desesperadamente, pois a queria o dia inteiro comigo. Ela trabalhava fora e eu não me conformava. São coisas que só entendemos quando nos tornamos mães e temos outros compromissos além da maternidade. Assim eu cresci, com vontade e sonho de ser mãe e me dedicar 100% ao(s) meu(s) filho(s), pelo menos enquantuo eles fossem pequenos!

Tornei-me daquelas donas de casa esforçadas, já que nem todas as tarefas eram fáceis para mim. Sempre trabalhei fora, AMO ter independência, me sentir útil, ser valorizada e reconhecida. Mesmo cansada, sempre fazia questão de cozinhar, testar receitas novas….essas coisas de recém-casada. E quando engravidei, a vontade de ficar em casa o dia inteiro com meu filho foi maior do que querer  voltar ao meu trabalho – já que eu não tinha o emprego da minha vida, sabem?

Queria curtir cada dia do meu filho, cada descoberta sua, cada novidade, educar, acompanhar o crescimento, brincar, aprender, ensinar… Ter a certeza de que não queria voltar para aquele trabalho me ajudou muito a tomar a decisão de ficar em casa e, nela, cuidar do filho, do marido.
Então Antônio nasceu e eu percebi que ficar em casa é muito mais complexo e intenso do que pensei que seria.  Dedicar-me ao filho e ao lar é um ato de amor e entrega maior do que imaginava. Na maior parte do tempo é maravilhoso, eu AMO!!!, mesmo com o cansaço físico e mental. Mas há momentos em que questiono a minha escolha. Assim como a mãe que trabalha fora se questiona sobre ficar em casa com filhos. É natural do ser humano se questionar e graças a esses questionamentos aprendemos – e crescemos.
A escolha é muito pessoal, e tem que ser respeitada por todos com quem convivemos. O que importa realmente é mãe e filho estarem felizes.  Não adianta a mãe escolher ficar em casa por causa do filho e viver reclamando que gostaria de estar trabalhando fora. Nem a mãe trabalhar fora o dia todo e reclamar que sente falta do filho.
Fazer escolhas não é fácil, mas tenho uma receita para que dê certo. Pegue uma pitada de coragem, mais um pouco de força para os dias difíceis que virão, muito bom humor e jogo de cintura para levar na esportiva as opiniões alheias, um punhado de criatividade para que os momentos juntos sejam divertidos e de qualidade. E, lógico, acrescente todo amor que houver!
Só saberemos que fizemos a escolha certa quando deitarmos a cabeça no travesseiro, depois de um dia cansativo, e pudermos sentir paz.  Sentir aquele cansaço misturado com alegria.
O que é bom para mim, pode não ser bom para você! Concentre-se na SUA alegria e corra atrás dos seus sonhos. Sempre existe uma solução para nossos problemas. Não se esconda atrás das desculpas. Procure um equilíbrio possível, AGARRE a oportunidade, pois equilíbrio é TUDO. Sou a mãe equilibrista! Acredito e luto por um equilíbrio possível entre os sonhos e a realidade.
E vocês, como se viram com essas questões, mamis?
Beijos 
maedeguri
  • Rose

    Eu também fiz essa escolha de ser “apenas” mãe, e não foi fácil! Por incrível que pareça, fui julgada por ser jovem, bonita e inteligente, e todos diziam que era um “desperdício” eu não trabalhar fora! Aquilo me entristecia muito, já que eu não achava um desperdício querer cuidar pessoalmente dos meus filhos! Hoje eles têm 8, 4 e 3 anos e estou ne preparando para tentar voltar ao mercado. Não foi fácil enxugar o orçamento, ficar longe da vida profissional e ouvir as críticas! Mas agora me si to mais a vontade para procurar
    um trabalho flexível, no qual eu possa conciliar meus horários. Mas vou voltar para o mercado com a sensação de que estive presente nos momentos que eu considerava importante para eles! Desejo sorte para todas, independente da escolha! Beijos

  • Angela Korchaque

    Francine, estava lendo o blog da Ang quando me deparei com o seu comentário e entendo seu ponto de vista, mas vai chegar uma época da sua vida, que vc olha para trás e percebe que não volta mais, não foi você que ensinou seu filho a ler ou a escrever, e tantas outras coisas, e quando você ouvir do seu filho: “Lembra mãe de tal coisa? ah, vc estava trabalhando né, não viu o que eu fiz”. Ai vai doer no seu coração, mas é aquilo que vc disse né cada família tem as suas particulariedades, infelismente na maioria dos casos, as mães pensam sempre em ter mais e mais e deixam os filhos de lado pensando que coisas materias podem substituir a presença maravilhosa da mãe, (tomara que não seja seu caso). Mas que Deus te de forças e saúde o suficientes para você trabalhar e dar atenção ao seu filho, seu marido não sei, só imagino que não deve ser mole não.

    • Leca

      Então, Angela, mas todos os filhos, de todas as mães, acabam indo para a escola, por volta dos 3 anos. A lei agora é para que não passe de 4 anos. Então, ninguém fica o tempo todo com o filho. Também vai acontecer alguma coisa com seu filho na hora que ele estiver na escola e você não vai ver. Normal! Não podemos colocá-los em uma redoma, ainda bem, né? A professora o ensina a ler e a escrever e você dá um reforço em casa. Até a mamãe que trabalha fora consegue. Sugiro que assista o filme “Procurando Nemo”. Há uma ótima mensagem passada neste. Há um diálogo mais ou menos assim, entre Marlin, o pai do Nemo, e a peixinha Dory:
      Marlin: “- Eu prometi para o Nemo que não deixaria nada acontecer com ele.”
      Dory: “- Coisa estranha de se prometer. Pois se você não deixar nada acontecer com ele, nada irá acontecer com ele. Não será legal para o Nemo”.

  • Heloiza Prim Wegner

    è,não é fácil ser mãe…e só mãe…sei bem!
    Quando o Murilo nasceu eu decidi que seria só a mãe do murilo e a esposa do Maureci….até quase o primeiro ano de vida do meu filho eu era só a mãe…..
    Mas,com o salário que meu marido ganhava na época ficou muito complicado….tinha dias que não tinha dinheiro nem para o pão!Acredite se quiser….
    porém a ajuda da minha família e família do meu marido não faltou…
    Então no mês antes do aniversário de um ano do Muri começei a trabalhar de diarista na casa da minha avó,já era um dinheiro a mais que entrava e o muri podia ficar comigo!
    Então,este ano antes do muri fazer tres anos eu peguei outra casa para trabalhar e o Muri então fica com a minha mãe.
    Bem que eu queria ficar o dia todo com ele,mas por questões financeiras mesmo,não dá….porém tenho dois dias na semana livres para o meu Murilo e isso já é muito bom!
    Acredito que se você puder ficar em casa,fique por que vale a pena!

  • Heloiza Prim Wegner

    É,não é fácil ser mãe…e só mãe…sei bem!

    Quando o Murilo nasceu eu decidi que seria só a mãe do murilo e a esposa do Maureci….até quase o primeiro ano de vida do meu filho eu era só a mãe…..

    Mas,com o salário que meu marido ganhava na época ficou muito complicado….tinha dias que não tinha dinheiro nem para o pão!Acredite se quiser….

    porém a ajuda da minha família e família do meu marido não faltou…

    Então no mês antes do aniversário de um ano do Muri começei a trabalhar de diarista na casa da minha avó,já era um dinheiro a mais que entrava e o muri podia ficar comigo!

    Então,este ano antes do muri fazer tres anos eu peguei outra casa para trabalhar e o Muri então fica com a minha mãe.

    Bem que eu queria ficar o dia todo com ele,mas por questões financeiras mesmo,não dá….porém tenho dois dias na semana livres para o meu Murilo e isso já é muito bom!

    Acredito que se você puder ficar em casa,fique por que vale a pena!

  • Heloiza Prim Wegner

    h,a propósito,antes eu trabalhava como auxiliar de educadora em jardins de infância,mas para poder ter dois dias na semana com ele agora sou diarista!
    E vale a pena!Muito a pena!

  • Leca

    Angi, gostei muito de como expôs suas ideias, sem criticar quem escolhe uma ou outra opção. Pois há pessoas que têm preconceito com as mamães que não trabalham fora e há outras que falam horrores das mammys que trabalham. Cada família tem uma realidade. Eu já tinha um emprego legal, que gostava, sempre trabalhei na área em que me formei. Então, apesar de não ser fácil, tomei a decisão de não parar. Acabo tendo gastos adicionais com empregada para ter a casa limpa, comida pronta, para poder me dedicar aos filhos no pouquinho de tempo que me sobra, mas o faço como muitíssimo prazer. Quando entro com o carro na garagem, os dois ficam na janela me dando tchau. E me abraçam quando subo as escadas da garagem. O final de semana também é todo deles. E, graças a Deus, não posso reclamar da empresa, sempre me libera para levar os pimpolhos ao médico, quando necessário, e às vezes para ficar em casa, quando precisam de observação, para saber a evolução da doença e tal. E para partiicipar de reunião de pais na escola. Além disso, aqui tem um lactário, onde podia tirar o leite, o que me possibilitou continuar amamentando até quandos meus filhos quiseram. Mamãe que trabalha fora também vê os primeiros passinhos, que dos meus filhos foram durante minhas férias. Também vê os dentinhos nascendo, até porque a manisfestação “mais forte é durante a noite”, … Enfim, as dores e as delícias de ser mãe… todas passam por isso.

  • FurtadoMarques

    Toda escolha tem sua consequência e nem todos tem a condição de ficar em casa, por isso agradeço a Deus pois eu pude, junto do meu marido optar por ficar com meu pequeno. No meu caso, não tinha família por perto para me ajudar e meu trabalho era bom, mas coloquei na balança e decidi que o melhor era cuidar do meu filho, como sempre sonhei. Não é fácil decidir ficar em casa, a gente se acostuma a trabalhar e ajudar nas finanças, mas podemos ajudar cuidando do filho e da casa, existem muitas formas de cooperar com o maridão que agora tem que trabalhar mais um pouco né, rsrsrs. Paga-se um preço, mas o maior prêmio é acompanhar cada acontecimento e até chorar ao ver o primeiro dentinho, ou vê-lo ficar de pé sem segurar em nada…acho que é mais fácil viver cada dia e agradecer a Deus por me sustentar nos dias mais difíceis e principalmente, agradecer ao marido maravilhoso que me apoia sempre. Enfim mamis, cada uma tem que ter a certeza de que a escolha feita é a melhor e acalmar o coração, e dependendo da escolha, ignorar os comentários e palpites que virão, porque cada um sabe o que é melhor pra si. Beijos pra vcs!!!

  • Clésia Santana

    Também fiz essa escolha, a de dedicar-me a algo que é de suma importância, a vida de minha filhota. Quando ela tinha 01 ano e 02 meses comecei a trabalhar numa creche e ela ia comigo… depois, consegui outro emprego e ela passou a ficar na creche em tempo integral, mas, a coisa se tornou complicada para mim… eu não estava acompanhando o desenvolvimento do ser que Deus designou a mim: para amar, cuidar, educar… Esse processo durou 09 meses, e para mim, não valeu a pena, pois minha filha adoecia bastante, coisa que antes, não acontecia, e coisa que não voltou a acontecer desde a minha volta aos cuidados dela…
    Eu até considero que a mulher possa ou deva ter uma atividade ou trabalho fora de casa, mas, que seja de meio período.

    Mas, o melhor mesmo é ser Mãe e Esposa em tempo integral, e digo mais, isso hoje em dia é um luxo. E eu, atualmente curto esse luxo. Deus nos abençoe!