" SUPERMÃES " – { Sobre ser Mãe Solteira }

É com muita alegria que voltamos com o especial SUPERMÃES onde compartilho histórias e alguns segredos  de muitas super mães. A partir desse mês, teremos uma SUPERMÃE por mês(PROMETO), hoje quem reestreia esse especial é uma leitora, a Andrea. Ela tem 30 anos, é publicitária e mãe do Thomas que fará dois anos dia 4 de março. Andrea é de Curitiba, mas mora em Bournemouth, litoral da Inglaterra, desde 2007. Ela é mãe solteira por opção, desde que Thomas nasceu, mas tem uma relação muito boa com o pai dele, que é presente na criação do Thomas.
A história é linda e inspiradora, para quem já passou por essa situação ver que o final pode ser muito feliz! Muito obrigada Andrea pela história, e muito mais amor para vocês! 
Beijos
Angi
Andrea e Thomas!
“Quando fui convidada pela Angi para contar minha história aqui no blog, comecei a divagar sobre as razões que me fazem ser uma “super mãe”. Em um ato muito raro, resolvi deixar a modéstia de lado e sim vestir essa capa de SUPER MÃE. Acredito que a grande maioria das mulheres assim que tem seus filhos se tornam ainda mais especiais porque é ali naquele momento que começa a verdadeira responsabilidade da vida – criar uma outra vidinha que depende totalmente da gente.
Essa responsabilidade se torna ainda maior quando somos mães solteiras. Algumas mulheres se tornam mães solteiras por escolha (meu caso), outras pelos tropeços da vida, mas independente da razão, a situação é a mesma: criar um filho sem ter o tal “super companheiro” do lado. É difícil. Muito difícil.
Meu sonho sempre foi ter o meu filho e ponto. Estava namorando há um tempo quando engravidei, acabei ficando com o pai do meu filho até o dia que ele nasceu, mas nesse mesmo dia eu percebi, pelas atitudes dele, que dali pra frente seria apenas nós dois: eu e meu filho. Poucas semanas após o nascimento do Thomas pedi pro pai dele ir embora e ele foi.
Apesar de estar emocionalmente confusa, a partir dali surgia uma nova mulher, ainda mais guerreira, ainda mais forte, com muito mais amor pra dar, muito mais tempo e paciência pra oferecer. Nos primeiros dias de vida do meu filho eu disse pra ele: “Olha só, vai ser só nós dois, ok? Nós seremos sempre um time de dois! Você me ajuda que eu consigo ajudar você”. E foi o que aconteceu. Coloquei ele numa rotina que até hoje, com dois anos, ele segue fielmente. Logo na sexta semana de vida ele já dormia a noite inteirinha e isso dura até hoje (Graças a Deus!), foi crescendo super saudável, não ficava doente, sempre muito sorridente, esperto, comendo de tudo, um anjo. É assim até hoje – claro que agora, nos “terríveis dois anos”, é preciso muita disciplina, mas a rotina continua a mesma. Se eu pudesse dar uma dica para qualquer mãe, especialmente aquelas que não tem uma ajuda constante, seria essa: coloque seu filho numa rotina, por ele e por você. É extremamente importante para a criança porque ela já sabe o que está  por vir durante o dia, ela consegue se programar (mesmo que seja inconsciente) e isso me ajudou muito. Desde que coloquei ele nessa rotina, eu tenho a noite inteirinha livre so pra mim! Depois de nove meses de licenca maternidade, voltei para meu trabalho (meio período) e aí veio mais pressão: é o filho e toda sua logística de escolinha, trabalho, cuidar da casa, fazer comida, fazer mercado… e a tal da “super mãe” acaba ficando por último. Mas eu duvido que qualquer mulher que tem uma criaturinha deliciosa pra criar em casa, mudaria as prioridades. Amo ter bastante tempo para meu filho (e ainda meu “descanso” quando vou pro trabalho). Amo ter meu filho só pra mim e podermos brincar de carrinho, chutar bola, correr no parque, dar comidinha pros patinhos, brincar de trenzinho, cantar e dançar, ler historinhas, deixa-ló adormecer agarradinho nos meus braços. Todinho meu.
Emocionalmente não é facil ter que organizar tudo sozinha, levar o filho pra tomar vacina ou consulta no médico sozinha, organizar o andamento da casa sozinha, não ter a oportunidade de incluir o pai da criança em momentos importantes da vida dela…o cansaço bate, você nao tem o direito de ficar doente porque seu filho depende exclusivamente de você. Por outro lado, cria-se um laço de companheirismo entre mães e filhos que supera qualquer ausência paterna. E também pelo lado positivo, todas as primeiras vezes do Thomas foram comigo – primeira vez na piscina, primeira viagem de avião, primeiras palavras, primeiros passos, primeiras comidinhas, primeiros beijos e abraços… e cá entre nós, tem coisa melhor do que um abraço bem apertado do filho?
Dei para meu filho o que sempre sonhei: um lar com MUITO, mas MUITO amor, carinho e dedicação. Dei um pai carinhoso e extremamete presente na vida dele. Dei quatro avós que são enlouquecidos de amor por ele e quatro exemplos incríveis de vida pra ele. Dei tios e primos super divertidos que ele ama de paixão. Dei educação através de escolinhas muito boas onde ele está se desenvolvendo cada vez mais.
Sinto, de verdade, muito orgulho da mãe que eu me tornei porque hoje eu vejo pelas atitudes do meu filho, que o que eu tenho feito, sozinha, tem sido o correto. Entre erros e acertos, tenho certeza que acertei mais.  E eh isso que eu desejo a todas as mães, especialmente aquelas que estão passando pelo o que eu passei no início, aquela maré de emoções passa… o tempo resolve as pendências e o amor pelo nosso filho é o que nos faz seguir adiante e superar tudo. Entre alguns tropeços e muita força de vontade e paciência, a vida segue e o amor por eles cresce na mesma velocidade em que essas criaturas maravilhosas crescem. Vamos aproveitar a mãozinha pequenininha, o pezinho gostoso, as gargalhadas que contagiam, a bagunça que diverte, o abraço que cura, o sorriso que alegra e o olhar que te dá a maior certeza que o verdadeiro amor existe e, no meu caso, esse amor se chama Thomas.”