18.jun.2013

A chegada


“Um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta a casa para encontrá-lo.” Essa frase, que li certa vez navegando na Internet, traduz meus sentimentos nas últimas mudanças…
Como casei e tive filho antes das minhas colegas de escola e faculdade, que são minhas melhores amigas em Porto Alegre, minha rotina passou a ser muito diferente da delas. Já não podíamos nos encontrar tanto, os programas e as prioridades já não eram mais as mesmas e eu sofria muito com isto.
Quando mudamos para Fortaleza, achamos que não tínhamos nada a perder; era bom ter a família por perto, mas mesmo morando na mesma cidade, não nos víamos com freqüência. Com as amigas acontecia a mesma coisa, nenhuma tinha tempo para a outra; a vida de adulto é assim, né? Nos mudamos por causa do trabalho do meu marido, novas oportunidades profissionais, em busca de uma nova vida. Eu queria fugir…fugir do frio, das intromissões familiares e até de mim mesma…..
Poder conhecer tanta coisa diferente e fazer novas amizades parecia muito estimulante. Conhecer minhas amigas do Blog, que moravam do outro lado do País, também me enchia de expectativa.
Tivemos um ano um ano maravilhoso, mas chegou a hora de voltar para Porto Alegre.
Sinceramente… estou feliz em voltar, tenho certeza que será um novo recomeço… A verdade é que, quando voltamos para “casa”, tudo tem a mesma cara, o mesmo gosto, o mesmo cheiro, ficamos procurando o que mudou nesse tempo todo e percebemos que quem mudou fomos nós.
Em relação aos parentes e amigos, aceitei melhor as dificuldades de cada um e escolhi conviver com elas e não esperar nada além. E é tão bom não esperar, porque quando conseguimos nos ver sem cobranças, conseguimos curtir e aproveitar o tempo juntos com muito mais qualidade.
As mudanças têm sido positivas, o guri se adaptou super rápido na escolinha, e quer ir inclusive aos sábados: pega a mochila e pede para ir a escola. E outra
novidade suuuper positiva: como está fazendo frio, ele tem até dormido mais, e eu também, né?
O que sinto é que agora quero fazer meu ninho por aqui, mesmo gostando de mudar, mesmo me adaptando fácil, mesmo quando as mudanças são para evoluirmos profissionalmente. Quero poder fazer planos a médio/longo prazo, e criar raízes. E quero isso por mim, por nossa família, mas principalmente pelo Antônio, pois acho que é fundamental ele ter primos, tios e avós por perto. Nesse primeiro mês que estamos aqui ele tem se mostrado muito mais feliz e sociável. Tem sido bom demais!



Beijos
Angi

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