14.dez.2012

A decisão de ser "apenas" mãe

Lembro-me como se fosse ontem, minha mãe saindo para trabalhar, eu chorando e esperneando desesperadamente, pois a queria o dia inteiro comigo. Ela trabalhava fora e eu não me conformava. São coisas que só entendemos quando nos tornamos mães e temos outros compromissos além da maternidade. Assim eu cresci, com vontade e sonho de ser mãe e me dedicar 100% ao(s) meu(s) filho(s), pelo menos enquantuo eles fossem pequenos!

Tornei-me daquelas donas de casa esforçadas, já que nem todas as tarefas eram fáceis para mim. Sempre trabalhei fora, AMO ter independência, me sentir útil, ser valorizada e reconhecida. Mesmo cansada, sempre fazia questão de cozinhar, testar receitas novas….essas coisas de recém-casada. E quando engravidei, a vontade de ficar em casa o dia inteiro com meu filho foi maior do que querer  voltar ao meu trabalho – já que eu não tinha o emprego da minha vida, sabem?

Queria curtir cada dia do meu filho, cada descoberta sua, cada novidade, educar, acompanhar o crescimento, brincar, aprender, ensinar… Ter a certeza de que não queria voltar para aquele trabalho me ajudou muito a tomar a decisão de ficar em casa e, nela, cuidar do filho, do marido.
Então Antônio nasceu e eu percebi que ficar em casa é muito mais complexo e intenso do que pensei que seria.  Dedicar-me ao filho e ao lar é um ato de amor e entrega maior do que imaginava. Na maior parte do tempo é maravilhoso, eu AMO!!!, mesmo com o cansaço físico e mental. Mas há momentos em que questiono a minha escolha. Assim como a mãe que trabalha fora se questiona sobre ficar em casa com filhos. É natural do ser humano se questionar e graças a esses questionamentos aprendemos – e crescemos.
A escolha é muito pessoal, e tem que ser respeitada por todos com quem convivemos. O que importa realmente é mãe e filho estarem felizes.  Não adianta a mãe escolher ficar em casa por causa do filho e viver reclamando que gostaria de estar trabalhando fora. Nem a mãe trabalhar fora o dia todo e reclamar que sente falta do filho.
Fazer escolhas não é fácil, mas tenho uma receita para que dê certo. Pegue uma pitada de coragem, mais um pouco de força para os dias difíceis que virão, muito bom humor e jogo de cintura para levar na esportiva as opiniões alheias, um punhado de criatividade para que os momentos juntos sejam divertidos e de qualidade. E, lógico, acrescente todo amor que houver!
Só saberemos que fizemos a escolha certa quando deitarmos a cabeça no travesseiro, depois de um dia cansativo, e pudermos sentir paz.  Sentir aquele cansaço misturado com alegria.
O que é bom para mim, pode não ser bom para você! Concentre-se na SUA alegria e corra atrás dos seus sonhos. Sempre existe uma solução para nossos problemas. Não se esconda atrás das desculpas. Procure um equilíbrio possível, AGARRE a oportunidade, pois equilíbrio é TUDO. Sou a mãe equilibrista! Acredito e luto por um equilíbrio possível entre os sonhos e a realidade.
E vocês, como se viram com essas questões, mamis?
Beijos 
maedeguri

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