28.out.2012

A história especial do Lucas { Sobre o diagnóstico do autismo}

Oi mamis,
Tudo bem? Uma leitora sugeriu falarmos sobre crianças especiais, pois informação é tudo para o disgnóstico precoce. Então vamos falar sobre crianças especiais, com relatos de mães e com post escrito por profissionais. Serão sempre 2, ou mais posts sobre um assunto.
Esse relato a seguir é da Tassia, mãe do Lucas, ela conta sobre sua história.
Se tiverem dúvidas, deixem nos comentários, que vou passar ao profissional para responder.
beijos
Angi

“Meu filho lucas sempre foi muito sorridente e até os 9 meses balbuciava muitas coisas, como da-da, cantava músicas e repetindo o final da palavra, uma graça! Após esse período ele começou a ter fixação por ventiladores de teto, rodas de carrinho, mas eu achava que era seu jeito de brincar. 
Quando ele começou a andar e brincar no chão, percebemos que tinha algo diferente. Com 1 ano e 2 meses ele separava os objetos por cor e modelos sem pestanejar. Era incrível! Empilhava latas e fazia coisas impressionantes para sua idade, sem ninguém ensiná-lo. Na creche ele brincava sozinho, isolado em um canto com os carrinhos de cabeça para baixo, girando suas rodas sem parar. 
Mais uma vez achei que ele era super inteligente. Mas o tempo foi passando e ele não falava absolutamente nada, nem balbuciava mais. 
Minha irmã percebeu uma diferença em seu comportamento e pesquisou a respeito, me disse que Lucas poderia ser especial. Fiquei com raiva e triste com ela por pensar isso.  Mas logo comecei a pesquisar a respeito do comportamento dele, e minha irmã tinha razão. Através de vídeos na internet vi crianças na mesma idade do meu filho, enfileirando peças como ele fazia durante muito tempo. 
Chorei sem parar, porque não sabia o que fazer dali para frente.
Mas com apoio da minha mãe e da minha irmã desde o começo, encontrei um conforto para aprender sobre o autismo, pois não sabia nada sobre o assunto.
Com 1 ano e 9 meses começamos a levá-lo a uma fonoaudióloga e logo começamos a fazer acompanhamento com neurologista. 
Hoje no Brasil o autismo pode ser diagnosticado aos 2 anos de idade, porém nem todos os médicos fazem o diagnóstico. Depois de consultar mais de 3 neurologistas diferentes, aos 2 anos e 6 meses Lucas  foi diagnosticado autista.
Uma das maiores dificuldade é encontrar um local ou instituição que faça a terapia correta. Procurei locais filantrópicos, mas fiquei chocada com o descaso do estado com esses locais, sem estrutura nenhuma.
O autista precisa ter estimulo de profissionais preparados para terem progressos. 
Sofro muito preconceito com ele nas ruas, pois acham que ele é mal educado, pois quando se irrita se joga no chão, grita e esperneia, como se tivesse muita dor. As pessoas olham feio e cochicham. É desagradável, mas já me acostumei. Esse comportamento é um dos esteriótipos do autista, porem com tratamento adequado pode ser minimizado ao longo do tempo. 
Ele não olha nos olhos, não sabe e não gosta de beijar, chora e ri sem motivo, não sabe demonstrar nem expressar seus sentimentos. O autista possui muita dificuldade de se relacionar com as pessoas e possui alguns comportamentos, como se jogar no chão, gritar quando escuta algo muito alto, pois possui hiper sensibilidade sensorial, então fica perturbado.
Descobri que existem vários graus de autismo. O do meu filho é um grau leve, e com diagnóstico precoce pode vir a ter uma vida e comportamento normal. Quanto antes o disgnóstico for feito, melhor para seu desenvolvimento.
O Autismo não tem cura. Mas seus esteriótipos podem ser amenizados com a terapia e tratamento adequado. 
Hoje noto vários progressos, meu filho sabe nos abraçar, mesmo não sabendo seu real significado, nem se afasta de outras crianças. Convive bem em festas de aniversário, que até então chorava e gritava na hora do parabéns,pelas palmas e gritos. E não treme mais quando escuta o barulho do liquidificador. Todas as conquistas por menores que possam parecer são festejadas na minha casa. 
Para algumas mães ver o filho mandar beijos é fofo, mas para nós familiares e mãe de autista é uma vitória!
Autismo é o nome de uma dificuldade. Qual é a sua? 
Esse é o slogan da instituição Ama – bem viver com autismo, onde Lucas faz terapia 2 horas por dia, 3 vezes na semana.
E somos muito gratas a eles por sua evolução e desenvolvimento ao longo do tratamento.”

Tassia e Lucas!

 

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