15.ago.2013

O Antônio e sua adaptação na escola!

escola

Ser mãe em tempo integral foi uma experiência maravilhosa, mas depois dos 2 anos do Antônio, decidimos que estava na hora dele ir para a escolinha.

Eu precisava de um tempo para trabalhar e, principalmente, um tempo para eu mesma! A escola foi a nossa opção, já que permite que a criança vivencie experiências novas, aprenda brincando, por meio de interação com outras crianças e adultos e desenvolva capacidades novas.

A escola é um novo território para as crianças, onde elas precisam se adaptar a novas rotinas, horários, regras, professores/cuidadores e amigos. Para que essa mudança e, principalmente, a ruptura de mais um cordão materno (a presença da mãe 24 horas) seja tranquila, é muito importante que estejamos seguras, confiantes e felizes!

A nossa experiência com a escolinha em Fortaleza não foi das melhores. Talvez eu não estivesse tão certa de que estava na hora do Antônio ir para a escola…

Eu sofria com o vazio que ficava na casa quando ele não estava e tinha dificuldades em me concentrar no trabalho. Me sentia culpada por “ter um tempo para mim” e achava mil defeitos nas condutas da escola, embora meu marido e eu a tivéssemos escolhido depois de muita pesquisa e excelentes referências.

O Antônio gostava da escola e dos amiguinhos, mas teve dificuldades na adaptação com alimentação e certas rotinas (tipo banho frio, apesar do calor de Fortaleza), ficou resfriado e chorou algumas vezes. Suspendi o que fazia mal a ele e procurei ajudá-lo a se adaptar ao que era essencial.

Passada a adaptação, surgiu na escola uma situação que nos desagradou muito e preferimos ficar com o Antônio em casa até a volta para o Sul. Então, quando nos mudamos para Porto Alegre, fiquei super receosa para escolher a escola e acabei optando por aquela em que o meu sobrinho estudou por 4 anos, pois ele sempre gostou muito. Mesmo agora não estudando mais lá, sempre quer visitar, sinal de que foi muito bem cuidado!

Quando estamos seguros com a escolha, tem tudo para ser uma experiência maravilhosa! Algumas mães me falaram que esta adaptação/readaptação seria difícil, porque o Antônio já estava com quase 3 anos e não aceitaria tão fácil a mudança. Inclusive me falavam que quanto mais cedo se coloca na escolinha, melhor, porque eles não entendem. Mas eu penso diferente. Acho que cada mãe sabe seu tempo, sua hora. Para nós, aos quase 3 anos foi tão fácil! Ele entende as coisas – que vai para a escola aprender e brincar com os amigos e logo estarei lá para buscá-lo. E deu tão certo que às vezes é sábado e ele quer ir para a escola!

Como facilitar esse processo de adaptação ou readaptação? Hoje compartilho algumas dicas que funcionaram comigo:

– PARTICIPE DA ADAPTAÇÃO: Fique na escola durante todo o processo de adaptação. A primeira foi mais longa, durou uns 10 dias e teve algumas palestras para os pais. Isso foi fundamental! Já a segunda vez foi super tranquila e, em uns 4 dias já me dispensaram. Temos que estar por perto em caso de choro, para dar colo e passar segurança.

– CULPA NÃO: Independente do motivo de seu filho estar na escolinha não se culpe. Se tens que voltar ao trabalho, ótimo! Se precisas de um tempo para ti e achas que está na hora de ele conviver com outras crianças e aprender, ótimo!

– FALAR A VERDADE: Explique para a criança que vocês vão trabalhar e que depois voltarão para buscá-la. Mesmo que seu bebê seja novinho, fale, ele entenderá.

– CHORO FAZ PARTE: Seja o nosso choro ou o deles. No caso do filho, tente diferenciar choro de manha do choro por algum motivo real. Nenhuma mãe gosta de ver o filho chorando, mas saiba que faz parte e logo ele estará adaptado à escolinha.

– OBJETOS DE SEGURANÇA: Nos primeiros dias é bom levar um objeto que deixe a criança mais segura: uma fraldinha (cheiro), o bico (chupeta), um bichinho/ boneca/carrinho. Deixe na mochila que a professora poderá dar para ele em caso de choro.

– MUITA PACIÊNCIA: Cada criança tem seu tempo de adaptação, algumas não vão chorar, outras poderão chorar por um tempo… mas no final tudo dará certo!

E vocês, como foi a adaptação por aí? Querem nos passar alguma dica para essa hora tão importante?

Beijos, Angi

naturamamaebebe

maedeguri

 

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