27.jan.2016

Avós, netos e os limites desta relação!

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Avós, netos e os limites dessa relação! Imagem daqui.

Certamente já ouvimos a frase que “avó é para estragar, e mãe para educar”, fato é, que cada vez mais os avós têm mais espaço na educação das crianças. A vida familiar após os filhos muda e muito a rotina da casa e os avós podem proporcionar assistência, fornecendo apoio, conselhos e tempo para cuidar dos netos, já os pais têm com quem dividir a tarefa de cuidados.

Muitos avós hoje são fonte de importantes cuidados para os pequenos, alguns buscam os netos na escola, outros cuidam à noite para que os pais possam sair ou ainda, tem os que ficam meio turno com as crianças, para que a mãe possa trabalhar. Essa convivência é enriquecedora para ambos: a criança, por exemplo, aprende a conviver em um ambiente diferente com pessoas diferentes e os avós ao estarem na companhia dos netos, podem renovar-se e sentirem-se mais jovens. Mas, afinal, qual a definição de avós? Os significados variam, sendo considerados “os pais da mãe e do pai” ou “parte essencial do que se entende por família extensa”. Eles podem ser de sangue, de adoção ou de coração, porém um dos significados mais lembrados é que avós são referência de afeto e amor.

Assim como outros papéis assumidos, tornar-se avô representa uma oportunidade de crescimento e mudança, e para as crianças significa também, conviver com as suas raízes familiares, já que muitos dos valores e das memórias da família são transmitidos pelos avós. Até esse ponto, tudo bem… Porém, essa relação pode vir a ser um problema! É que, em alguns casos os limites não ficam claros e o que se torna um problema é justamente quando os avós, na melhor das intenções, acabam intrometendo-se na educação dos netos, mudando, por exemplo, a rotina alimentar que as crianças têm em casa ou não respeitando os horários de comer e dormir.

MAS QUE FIQUE CLARO: vez ou outra “quebrar” a rotina estabelecida pelos pais, não é em si o problema. O que se torna confuso para todos é com que frequência isso acontece, sobretudo, quando os avós questionam as ordens e regras da casa dos pais.

Ou seja, para que essa bela relação não se torne um tormento futuro, É NECESSÁRIO IMPOR LIMITES desde o começo! E isso significa delimitar os papéis e as funções de cada um. O mais importante é manter o respeito e saber que os avós não são os responsáveis pela criação, eles estão ali para auxiliar e até mesmo orientar os pais, caso estes não saibam como agir, o que é diferente de “fazer pelos pais” ou de desautorizá-los na frente dos filhos”.

Avô e avó precisam aprender a reconhecer nos seus filhos a capacidade de criar e educar uma criança, mesmo que “tropecem” em suas condutas.

Por isso, dúvidas como “cuidar significa educar?” ou “a quem cabe o papel de educar?” poderão surgir tanto para os pais, quanto para os avós e a resposta é que os limites e normas são de responsabilidade dos pais. Os pais precisam dizer que são eles os pais, assim a criança entenderá, por que, muitas crianças com dificuldades escolares, emocionais e de aceitação de limites são fruto dessa confusão de “quem manda em casa”.

Já, os avós necessitam também entender que “sufocar” os netos, não é boa ideia, nem depositar suas vidas nas vidas deles. Isto é, os netos não vieram para complementar a vida dos avós. Eles fazem parte dela, mas são seres independentes.

Para evitar discussões algumas definições são importantes, tais como:

– avós não são responsáveis pela educação dos netos; os pais sim;

– quem deverá dizer o que “é certo e errado” é pai e mãe. Os avós ajudam nesse processo;

– cuidar para que os avós não se excedam e corram o risco de desautorizar os pais.

E mesmo que os conflitos apareçam o que, não é raro, devido as diferenças individuais, o jeito mesmo é os pais imporem limites através de uma conversa franca com os avós, gerando harmonia na relação. E isso se conquista com respeito e com papéis bem definidos, assim toda convivência será prazerosa e enriquecedora.

Abraço

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819
Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência

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