19.nov.2014

Brincar é coisa séria!

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O ato de brincar e jogar, quase que invariavelmente nos leva até a infância, afinal, criança brinca! E é isso mesmo, as crianças brincam de faz de conta e inventam. São super-heróis, fadas, bruxas, professoras, médicas e assim, assumem diferentes papéis e não por acaso. A brincadeira para elas não é somente um passatempo, mas um recurso para enfrentarem os desafios do mundo.

Nos dias de hoje, mesmo sabendo da importância do brincar e o quanto isso é comum, observamos, muitas vezes, os pequenos com uma “agenda lotada” por diferentes compromissos e atividades, nas quais é difícil encontrar espaço e tempo para que eles possam, apenas, brincar. Mas, por que mesmo o brincar é considerado importante para o desenvolvimento infantil?

Através do brincar a criança pode desenvolver sua parte cognitiva, afetivo-social e motora. Além, de poder criar situações imaginárias, a desenvolverem a criatividade e a autonomia, ajudando na construção da confiança e na elaboração de desafios e experiências da vida real. Ao propor um mundo simbólico, o brinquedo permite, por exemplo, uma incorporação da cultura e do meio social – quando as crianças brincam de ser um bebê ou uma mãe, fazem uso da imaginação e, ao mesmo tempo, seguem regras e comportamentos esperados dentro de suas culturas.

Por isso que brincar com outras crianças ensina a criança sobre a cultura que ela vive e é diferente de brincar somente com adultos. O brinquedo entre coleguinhas e amiguinhos é mais criativo e envolve mais negociações – a criança aprenderá a dividir e a compartilhar seus brinquedos, por exemplo. Nas brincadeiras de grupo, aprenderão além de negociar e compartilhar, a capacidade de enfrentar desafios e de lidarem com a frustração, aprimorando suas relações sociais.

Além disso, o brincar possibilita que a criança explore, reviva e elabore conflitos e situações que são, para ela, sofridas de enfrentar, quando se é muito pequeno é difícil falar sobre as coisas, então brincando a criança demonstra seus sentimentos e reproduz seu cotidiano. É bom lembrar que dependendo da idade, a criança terá necessidades diferentes, as muito pequenas apresentam maior dificuldade de compartilhar os seus brinquedos, já as maiores preferem jogos de grupo e competições.

O brincar ainda constitui-se como importante canal de comunicação com o mundo adulto, por isso, que em psicoterapia com crianças o tratamento passa também pelo brincar e assim o adulto poderá entender qual a compreensão da própria criança sobre as situações vividas e então, ajudá-la no que for preciso. E, cuidado: criança que não brinca, merece nossa atenção! E o brinquedo não precisa ser caro, mas sim seguro e criativo, possibilitando o uso, a transformação, o colorir, o desmontar e montar de novo, por isso que sucatas normalmente agradam.

É importante também que os adultos resgatem sua capacidade de brincar, tornando-se, assim, mais disponíveis para as crianças enquanto parceiros e incentivadores de brincadeiras. E ai, vamos brincar?

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência em formação Email: [email protected], pergunte sobre o desconto para leitoras do Blog.

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