5.nov.2014

A Chegada do Irmãozinho(a)!

a chegada do irmaozinho

O planejamento do segundo filho pode não ser nada fácil, mesmo que se tenha muito desejo de engravidar novamente e de dar um irmãozinho (a) para o primogênito. Preocupações diversas surgem na cabeça das mamães e dos papais, dentre elas, a preocupação de que, se vão conseguir amar o segundo filho assim como amam o primeiro. E no que se refere ao filho, tal preocupação é muito semelhante! A criança também pensa se será amada da mesma forma pelos pais, como sentia antes do irmão chegar.

Vamos entender porque isso acontece. Primeiro, porque a chegada de mais um membro na família acarreta mudanças para todos os outros membros, além de ser um momento especial para a mãe, que precisará cuidar de um outro filho com o receio de estar “deixando de lado” o filho mais velho. Já, o primogênito, deixará de ser filho único e vai precisar entender que terá que compartilhar os cuidados e a atenção da mãe.

Ou seja, antes a família e o mundo eram só da criança e as atenções eram todas voltadas para ela, que a partir de um determinado momento de sua vida, terá que ser dividido com uma nova pessoa – seu irmão (a). Por isso, que a sensação de estar excluído pode ser comum nesse momento, e isso, em geral, causa uma contradição dentro da criança, que acaba associando a chegada do bebê com a perda do seu lugar de “rei da casa” e ao mesmo tempo deseja se aproximar e gostar do irmão.

Bom, aí não tem jeito! O ciúme pode bater na sua casa! E para ajudar seu filho a compreender essa nova fase da família é preciso atenção e muita paciência. Existem casos em que o irmão mais velho regride muito dos comportamentos já aprendidos e então, por exemplo, pede para mamar no peito de novo; se já retirou a fralda, começa a apresentar “escapes”; quer voltar a usar a chupeta; ficam desobedientes e alguns ficam irritados e agressivos com os pais e até mesmo, com o irmão mais novo.

A forma como o ciúme será demonstrado varia de criança para criança, como os exemplos nos mostram. Essa regressão pode fazer parte da conduta de seu filho mais velho e na maioria dos casos, tem como objetivo chamar a atenção dos pais e de quem costuma conviver com a criança (tios, avós, priminhos). Nessa hora, é importante que os pais saibam que o ciúme é uma reação emocional normal, e que precisa ser contornado com muita conversa e compreensão.  É preciso mostrar para a criança que ela é e continua sendo importante para os pais.

Mas, a chegada do irmãozinho não precisa ser somente uma experiência desagradável, ela também traz pontos positivos. Essa situação tende a criar limites para o irmão mais velho e colaborar no desenvolvimento de sua independência. E, para que o ciúme não se torne um sofrimento, a vinda do irmão (a) TEM DE SER ESCLARECIDA DESDE O COMEÇAO DA GRAVIDEZ. Falar para o seu filho que um nenê vai chegar e que ele precisa de um espaço para dormir, precisa se alimentar no peito da mãe e de cuidados e atenção, assim como ele também precisa, facilita o entendimento da criança.

E lembrando, é aconselhado evitar grandes mudanças à medida que o nascimento do irmão se aproxima, caso esteja pensando em ensinar seu filho a não usar mais a fralda ou a dormir sozinho no quarto, faça isso com tempo e anteriormente a vinda do irmão, para não sobrecarregar os pequenos com muitas tarefas.

Algumas dicas podem ser úteis, são elas:

  • Compartilhe com seu filho a chegada de mais um membro na família e as mudanças que isso acarretará
  • Peça que seu filho ajude a escolher o enxoval, que participe de um ultrassom, etc. É uma forma de a criança participar desse momento
  • Incentivar o cuidado com o irmão pedindo, por exemplo, para seu filho ajudar na troca da fralda ou auxiliar na hora do banho
  • Tentar reservar um tempinho para brincar ou contar uma história para seu filho mais velho também é preciso
  • E claro, respeite o seu tempo! Muitas vezes, as mães se sentem tristes por não conseguir dar a atenção que gostaria aos filhos e elaborar essa mudança é preciso, para que possa curtir os filhos sem culpa.

E assim, à medida que a criança se sentir segura e valorizada, irá também se sentir integrada no novo ambiente familiar e o ciúme diminuirá, bem como a aceitação do irmãozinho mais novo será natural. Caso note que não está dando conta de toda esta situação, procure ajuda especializada! Não tenha precisa ter vergonha e busque auxílio. Do contrário, o diálogo é sempre a melhor maneira de fazer a criança demonstrar e entender as suas próprias emoções.

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência em formação Email: [email protected], pergunte sobre o desconto para leitoras do Blog.

 

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