24.jun.2015

Como está a autoestima do seu filho?

auto estima do seu filho

A autoestima certamente foi, é ou será um assunto discutido em algum momento, seja a nossa própria ou então, a dos nossos filhos. Sabe aquela história de “o segredo é não correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim para que elas venham até você”. Esta linda frase do poeta Mário Quintana pode nos fazer pensar no por que algumas pessoas conseguem “cuidar de seu jardim” e outras não. Será que não teria relação com a autoestima de cada um de nós?

A autoestima é um conceito individual que se constrói através das diferentes experiências vividas desde a infância, sendo o ambiente familiar um dos fatores de maior influência. Isto é, desde que somos bebês, as pessoas significativas com as quais convivemos têm papel importante na formação e na regulação da nossa autoestima. Tudo aquilo que escutamos, a forma como as mensagens nos foram transmitidas e o que associamos ao nosso valor pessoal refletem na construção da autoestima.

Afinal, o que é? O que ela representa? Representa o quanto eu gosto de mim, como me relaciono comigo mesmo e, então, como eu me relaciono com o mundo. Ou seja, é um somatório de como é a opinião sobre si mesmo (auto-conceito), qual o sentimento de si mesmo (amor próprio) e qual a segurança e o valor que se dá para si mesmo (auto-confiança) nas interações com outras pessoas e com o mundo. Parece complexo? Sim, e é mesmo! A autoestima é mais do que um sentimento, sendo também, os pensamentos e comportamentos que temos relacionados a nós mesmos. Por isso, que o seu desenvolvimento precisa ser sólido em todos os momentos da vida de seu filho, já que mesmo uma boa autoestima poderá ser abalada frente às exigências que sociedade demanda e a que vivemos então, pede isso o tempo todo, que sejamos “perfeitos”, bem sucedidos e ainda com um corpo impecável! É… todas essas mensagens são também passadas para as crianças.

À medida que a criança cresce a sua personalidade vai se formando e o que a família pensa dela, é fundamental durante esse processo. Mas, e como se faz? Talvez, da forma mais simples que a gente possa imaginar… Sabe quando o bebê começa a andar? Quando consegue comer sozinho? Quando demonstra respeito por algum animal ou empatia pelo coleguinha? São em situações como estas que os pais podem reforçar aquilo que é positivo, aquilo que o filho tem de melhor ou ajudá-lo com aquilo que ele ainda não sabe lidar. A autoestima se constrói quando a criança percebe o afeto, os elogios e a atenção dispensados a ela, quando passa por experiências de fracassos e sucessos e de que forma lida com isso e a forma como os adultos irão lhe ajudar ou não a lidar com tais situações. Outra forma de desenvolver uma boa autoestima é, por exemplo, permitindo que seu filho tome decisões em determinadas situações (ex: escolher a cor do tênis que vai ganhar).

De forma geral, as crianças precisam da aceitação dos adultos para que desenvolvam uma autoestima positiva. Faz parte do processo o fato de elas procurarem afeto, aprovação e reconhecimento nas pessoas de sua família e nas da escola. Assim como, é importante que os pequenos se sintam amados e apoiados a fim de edificarem a autoestima de forma elevada, já que mais facilmente poderão enfrentar os desafios, irão se disponibilizar para realizar tarefas e melhor poderão tolerar as frustrações. E ATENÇÃO, os elogios aos filhos são importantes, mas não esqueçam papais e mamães, a autoestima é construída pelo elogio realista! Elogie quando realmente houver um motivo que o justifique.

Estamos vendo a importância da construção de uma boa autoestima, mas e quando isso não acontece? Sabe-se que uma baixa autoestima pode levar a criança a sentir-se pouco valorizada e a partir disso, viver comparando-se com os demais, sentindo-se inferior aos amigos. Julgando-se, por exemplo, burra, incapaz de se sair bem em algum esporte, não querendo mais ir para a escola, demonstrando tristeza e/ou medo ou mostrando desrespeito com os outros. Nessas horas, críticas, rejeição e julgamentos apenas servem para intensificar tal sensação. Mas, como ajudar? Um bom passo é tentar não rotular a criança, evitando comparações com as demais ou apelidos que estejam ligados a sua dificuldade, bem como, poder mostrar aceitação de seus pensamentos e sentimentos, mantendo os limites de forma não opressora. E claro, é fundamental não humilhar ou ridicularizar a criança pelas suas dificuldades ou por algo errado que fez, podemos desaprovar o seu comportamento, não a criança. Caso as intervenções e os esforços não estejam “dando conta”, buscar a ajuda de um profissional torna-se necessário para que assim, a criança possa ser ajudada a tempo e se torne um adulto seguro.

Essas são determinadas maneiras de promover uma boa autoestima e de lidar com a baixa estima dos pequenos. Poder ter tempo de qualidade, escutar os filhos, cooperar, atribuir-lhes responsabilidades, manter atitudes sem críticas destrutivas são algumas delas. Lembrando sempre que gestos simples e que estão ao alcance de todas as mães, como sorrisos, abraços e o toque são bem-vindos. Nos sentirmos amados faz bem para nossa estima!

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819
Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência

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