5.ago.2014

Como saber se seu filho precisa de ajuda?

psicologia_infantil

Muitas vezes, a parte mais difícil para buscar ajuda para o seu filho pode ser justamente dar o primeiro passo! Existem muitos pré-conceitos em relação a psicoterapia de crianças, o que acaba dificultando a chegada dos pequenos pacientes aos consultórios e instituições de psicologia. Todas as famílias passam por dificuldades! Pais, mães, filhos: ninguém é perfeito (ainda bem, afinal a vida seria bem chata se todos fossem iguais!!!)

Procurar ajuda muitas vezes é algo encarado pelos pais como um fracasso, o que torna muito difícil admitir as dificuldades que possam estar acontecendo. O que os pais devem se conscientizar é de que o espaço terapêutico é um ambiente de ajuda e acolhimento, sem julgamentos.

Porém, como saber quando se deve dar o primeiro passo? A famosa história de que “cada caso é um caso”, está certíssima! Por que? Porque cada família é diferente uma da outra, não existem filhos e nem pais iguais uns aos outros. Além disso, ninguém conhece melhor os filhos do que seus pais ou responsáveis. Uma situação que seja muito difícil para uma criança, pode não ser para outra. Por isso é preciso muito cuidado, nunca esquecendo de pensar na criança dentro da sua família e do contexto social no qual ela está inserida.

Não existe um manual que diga como uma criança deve ou não deve ser, porém existem pontos importantes do desenvolvimento que, quando apresentam dificuldades, podem ser um indicativo de que a criança precisa de ajuda. Dividindo a primeira infância em duas fases, para melhor entendimento, seguem alguns exemplos de dificuldades em pontos importantes que devem ser foco de atenção dos pais:

0 – 3 anos

Desmame: pode ser difícil para a criança a aceitação de novos alimentos;

Alimentação: podem comer em excesso ou recusar alimentos;

Largar as fraldas: esse processo é muito importante, porém requer paciência dos pais, pois cada criança tem o seu tempo para que isso aconteça de forma definitiva;

Sono: ficar atento a alterações significativas, como sono em excesso ou muita dificuldade para dormir, além do medo que muitas vezes está associado à dificuldade de dormir;

Agressividade: quando a criança mostra-se muito irritada, podendo mostrar-se fora do controle por motivos pequenos, além de poder apresentar agressão física ;

Alergias ou doenças respiratórias, como a asma: algumas doenças podem ter também causas emocionais, porém sempre devem ter acompanhamento de pediatra;

Dificuldades na fala: quando existe uma dificuldade visível e considerável de fala, porém lembrando que o tempo de cada criança deve ser respeitado para que esta capacidade se desenvolva;

Ingresso na creche: quando a criança não consegue adaptar-se à creche e sua rotina;

3 – 6 anos

Timidez: se ocorre de forma excessiva;

Extroversão: da mesma forma que a timidez, também pode ocorrer de forma excessiva;

Agressividade: o mesmo que de 0 – 3 anos;

Socialização: dificuldade em se relacionar com outras crianças ou pessoas fora da família;

Aprendizagem: problemas na aprendizagem, principalmente na leitura e escrita;

Enurese/Encoprese: quando o xixi ou o cocô “escapam” na cama durante a noite ou ao longo do dia.

Além disso, os pais devem ficar atentos às reações das crianças frente a conflitos familiares, separações, mudanças, perda de entes queridos, enfim, situações delicadas que podem ocorrer na vida de todas as famílias.

É sempre importante lembrar que a psicoterapia realizada na infância pode ser uma forma de prevenção muito eficaz, que pode ajudar a criança a viver do melhor jeito possível situações futuras na adolescência e idade adulta.

Manoela Yustas Mallmann

Psicóloga Clínica

CRP 07/20863

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência em formação

Contato: (51) 9559-2905

e-mail: [email protected]

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