7.jan.2015

Convivendo com os avós: entenda a importância para o desenvolvimento infantil desta relação

Olá mamães, tudo bem? As nossas férias estão sendo maravilhosas. Nós não temos casa na praia, fazem anos que não tiramos férias. No ano passado o Guto tirou uns dias quando o Caê nasceu e outros quando tive apendicite. Sei o quanto pode ser difícil conviver com os pais depois de já termos a nossa casa, pois temos as nossas “manias”. Mas nesses dias me dei conta de como é importante essa convivência com os avós para o desenvolvimento infantil.  Leiam o ótimo post da Luiza Cantarelli Coradini, Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência, uma das colunistas do Blog na área de psicologia. 

avos_convivencia

“Nesta época do ano, especialmente pelas festas de Natal e Ano Novo, o convívio com outros membros da família, que não apenas os pais e irmãos aumenta, o que é bom para as crianças, pois possibilita muitas trocas. Uma dessas relações que merece destaque é a dos avós com os netos. Quem não lembrará de ir na casa dos avós e ter podido comer chocolate a mais sem ser julgado? Ou de ter aprontado alguma e o vô fingir que não percebeu? É por essas e outras situações que a relação dos avós com os netos é uma das mais naturais e envolve tanta cumplicidade.

Sabemos que a vida familiar com filhos muda e muito a rotina da casa e os avós podem proporcionar uma assistência, fornecendo apoio, conselhos e tempo para cuidar dos netos, já os pais têm com quem dividir a tarefa de cuidados. Essa convivência é enriquecedora para ambos: a criança, por exemplo, aprende a conviver em um ambiente diferente com pessoas diferentes e os avós ao estarem na companhia dos netos, podem renovar-se e sentirem-se mais jovens.

Assim como outros papéis assumidos, tornar-se avô representa uma oportunidade de crescimento e mudança, e para as crianças significa também, conviver com as suas raízes familiares, já que muitos dos valores e das memórias da família são transmitidos pelos avós.

Muitos avós hoje são fonte de importantes cuidados para os pequenos, alguns buscam os netos na escola, outros cuidam à noite para que os pais possam sair ou ainda, tem os que ficam meio turno com as crianças, para que a mãe possa trabalhar. Provavelmente, o “vô” e a “vó” verão essas tarefas, além do simples cuidado, porque fornecerão também empenho e estabilidade, e a criança poderá encontrar outro nível de apoio e cuidado. Além disso, os netos tem nos avós, alguém que é seu confidente e amigo.

Outro importante ponto da convivência com os avós, é que, tanto para os bebês, quanto para as crianças menores, os avós podem representar uma ponte com o mundo externo. Quando uma criança visita seus avós, ela pode descobrir que o tempo que passa fora de casa, pode ser seguro e agradável.

Sabe-se que jovens que passam um tempo com seus avós, tendem a se adaptar a outras formas de fazer as coisas e a entender um ritmo que não é o mesmo que o deles, e com isso aprendem valores como respeito e cuidado com os mais velhos. Crianças maiores conseguem entender que seus pais são filhos de outras pessoas, vendo como os relacionamentos mudam com o passar do tempo e desenvolvem com isso, um melhor conhecimento de si mesmas.

Mas, claro, é preciso ter bem estabelecido o papel de cada um. Pai é pai, mãe é mãe e avós, são avós. De nada adianta delegar aos avós toda a responsabilidade de cuidar e educar os filhos, a menos que isto seja devidamente combinado ou necessário por determinada razão. Em geral, os avós tem suas vidas e os de hoje então, estão super ativos! Ou então, muitos por questões de saúde, necessitam de cuidados. Os relacionamentos funcionam melhor quando sentimos seus benefícios, as dificuldades que surgirem, poderão ser resolvidas com diálogo. Seja qual for o papel desempenhado pelo vovô ou pela vovó, se este lhe fizer sentido, provavelmente os netos terão muita sorte na convivência com essas pessoas que guardam grande e rica experiência.”

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência  

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