9.jan.2013

Cresça, independente do que aconteça!

Eu sou mãe super protetora. Tenho meus valores e princípios e passo diariamente para o Antônio, através das minhas atitudes, das palavras, nos gestos, o que acredito ser bom para sermos boas pessoas. Eu simplesmente sou assim, não consigo ser racional sempre, e quando alguém trata ele mal, eu quero pular em cima!

Antônio, tem 2 anos e 6 meses, sabemos que crianças não tem capacidade de discernir atitudes, elas tem reações, as vezes boas, as vezes más e nós pais, temos que estar atentos para que ele se torne uma pessoa boa, brinque com todos, compartilhe brinquedos, seja carinhoso…

 Quando nos mudamos para Fortaleza, tivemos que fazer novas amizades. Nem sempre é fácil, porque criança tem seu grupo e nem sempre é receptiva com quem é novo. E no nosso prédio tem uma turminha formada, mas a maioria das crianças são um pouco mais velhas que o Antônio. Ele adora brincar com todas as crianças, mais velhas, mais novas, e não foi muito bem recebido por aqui. A maioria das crianças descem para brincar com as babás ou sozinhas, e não tem nenhum dos pais para colocar “ordem”, entendem? Então elas fazem o que querem, tratam uns aos outros como querem, e eu, não gosto mesmo!

No começo ele foi super excluído do grupo, ninguém queria brincar com ele, e eu escutava um ou outro falando, o Antônio não. Ele nem percebia, inocente. E ainda insistia, mesmo quando as crianças eram grossas.

Eu entendo que eles têm um grupo, que as crianças mais velhas não gostam de brincar com nenês, procurava não me meter e deixar as crianças se entenderem. Algumas vezes eu conversava, incentivando-os a brincarem juntos. Mas nem sempre me escutavam…então comecei a não querer mais  descer com ele, pois não admito certas atitudes. Então passei para o marido a “bola” de brincar com ele lá embaixo, porque não quero criá-lo numa bolha…não estava conseguindo lidar com a situação. A minha vontade era de falar pro Antônio que as crianças são chatas e blá, blá, blá., atitude super madura, né?

Com o marido as coisas melhoraram um pouco, pois ele é homem e todos brincam de bola, de bicicleta, acho que os meninos se sentiram mais a vontade. Mas mesmo assim, algumas vezes as crianças eram bem rudes. O engraçado é que quando a turminha não esta completa, quando o líder (o mais briguento) não está, eles se dão bem… Eu sei que essa situação acontecerá várias vezes na vida, acredito que ele tem que aprender a lidar com isso.

Até que esses dias eu estava com ele lá embaixo, e tinha um desses guris da turminha e o menino queria brincar e Antônio não quis, ficou brincando com a amiga. Ele dizia não e não brincava… eu até incentivei a brincar , mas ele não queria mesmo. Confesso que no fundo eu morri de orgulho, pois está crescendo e está formando seu grupo de amigos também. Parece que aprendeu uma grande lição, não precisamos ser amigos de todos, principalmente de quem só nos procura por interesse ou quando está só…

Como mãe não quero vê-lo triste por não participar das brincadeiras, e agora ele tem a turminha dele, além de muuuuitos amigos na escolinha. Ao mesmo tempo acredito que se os pais estivessem juntos nessas horas de desavenças poderia resolver tudo, é responsabilidade dos pais ou responsáveis(babá, avós…). E eu não gosto de ficar dando lição de moral para os filhos dos outros!

Situação chata e difícil, né? Já aconteceu com vocês e como vocês reagiram?

Beijos, Angi

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