23.jan.2015

Criança pode ter Diabetes?

Olá Mamães, estou um pouco em falta no seupediatra.com (coisas de mãe), mas em breve teremos novidades por lá. Então aproveita para curtir a página no facebook AQUI e ser uma das primeiras a ficar sabendo!

O assunto hoje é “doce”: Criança pode ter diabetes?

Às vezes a gente vê muita gente mais velha falando que está com o “açúcar alto no sangue”, e pensa que a doença não pode acontecer nos pequenos. Vamos entender um pouco mais esse assunto?

O que é a Diabetes?

Diabetes é o aumento da glicose no sangue (“açúcar”). A glicose é a energia que move todas as células, precisamos dela para funcionar e para isso ela precisa entrar na célula para levar energia. A “chave” que ela usa para entrar nas células se chama insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas.

A Diabetes acontece quando a glicose não consegue entrar na célula e por isso ela fica no sangue. Isso pode acontecer por dois motivos: (1) porque o pâncreas da pessoa não consegue produzir insulina suficiente, que é a chamada Diabetes Mellitus tipo I; (2) porque a insulina não consegue agir direito porque tem outras coisas atrapalhando sua ação, que pode acontecer na obesidade, é a Diabetes Mellitus tipo II.

Qual a idade mais frequente?

A Diabetes tipo I costuma aparecer ao redor dos 5-7 anos, ou na adolescência e vai acontecer por uma predisposição genética.

Já a Diabetes tipo II, que antes era uma doença mais de adultos, está aumentando sua frequência na infância e adolescência por conta do sedentarismo, má alimentação e da obesidade.

Quais os sintomas que devem fazer você ficar alerta?

A Diabetes Tipo I, surge de uma maneira mais rápida. Você deve ficar alerta se seu filho começa a ter muita sede, urinar muito, emagrecer ou não ganhar peso ainda que coma bem, aumento da fome, mal estar e cansaço. Outros sintomas podem ser sonolência, fraqueza, câimbras, formigamentos, tonturas e vômitos. O médico deve ser procurado sem demora.

A Diabetes Tipo II está associada a fatores como obesidade, e pode não apresentar sintomas no início. Então, se seu filho está acima do peso, no acompanhamento com o Pediatra ele vai fazer os exames de rotina. Se estiver tudo normal, o ideal é tomar medidas para prevenir a Diabetes, ter uma alimentação mais saudável, e fazer atividades físicas para prevenir a obesidade.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito com o exame de sangue. Pode ser a dosagem da glicemia (glicose no sangue) em jejum, ou se valor for muito alto, pode ser diagnosticado mesmo sem fazer o jejum. Mas geralmente é necessário mais de um exame para fazer o diagnóstico.

No caso da diabetes tipo II, pode precisar fazer a Curva Glicêmica (aquele exame que você deve ter feito quando estava grávida, em que você toma um líquido e vai medindo a glicose no sangue em diferentes momentos).

Como é o tratamento da diabetes infantil?

Na Diabetes tipo I, como a pessoa não produz insulina suficiente, o tratamento é feito com a reposição de insulina, que é administrada por meio uma injeção subcutânea. Atualmente, existem vários tipos de insulinas que são combinadas para ter um melhor controle da doença, e para que a criança possa ter uma vida mais próxima do normal. Ainda assim, precisa associar a uma dieta equilibrada e orientada por uma nutricionista.

Na Diabetes tipo II, a pessoa produz insulina, ela só não está funcionando direito porque a gordura atrapalha. Então o tratamento é feito com a dieta, orientada pelo médico e nutricionista, atividades físicas e controle do peso. Podem ser usados medicamentos para tentar facilitar a ação da insulina se for preciso.

Que médico você deve procurar?

Leve seu filho às consultas de rotina com Seu Pediatra. Se for necessário ele solicitará os exames e poderá encaminhar à um endocrinologista pediátrico e uma equipe com Nutricionista, educador físico e psicólogo.

Caso ele apresente sintomas agudos, como vómitos, aumento do xixi e desidratação procure o pronto-atendimento para ser avaliado rapidamente.

Ficou alguma dúvida? Passa lá no SeuPediatra.com para conversar um pouco mais.

Beijos,

Dra. Fernanda Freire

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