4.set.2015

AS CRIANÇAS E A TELEVISÃO

crianca e TV

Imagem daqui!

Hoje em dia as crianças passam horas e horas utilizando todo o tipo de tecnologia: computador, celular, tablets, videogames e etc. Muitas vezes os adultos se surpreendem com a habilidade que elas demonstram ao lidar com todos esses aparelhos eletrônicos. Porém, o foco do tema de hoje será a “boa e velha” televisão!

Mesmo com todos os avanços tecnológicos, a maioria das famílias não abandona o hábito de assistir a programas de televisão. E, na maioria das vezes, as crianças acabam adquirindo esse costume. Não cabe aqui dizer se deixar as crianças assistirem à tv é “certo ou errado” e sim pensar que, como todo excesso, pode causar prejuízos.

Ao passar muitas horas frente à televisão, a criança pode perder muitas oportunidades de brincar, criar, pensar e ainda interagir com seus familiares, de quem geralmente passam o dia longe. A televisão é uma forma de entretenimento, porém deixa a criança em uma posição totalmente passiva, não precisando imaginar e muito menos criar algo em cima do que ela está assistindo, pois o conteúdo já “chega pronto”, inclusive sendo, muitas vezes, inadequado para a sua faixa etária.

O tempo excessivo de uso também faz com que as crianças sejam inundadas de conteúdos que não estimulam sua capacidade de julgamento crítico, muito pelo contrário, as tornam consumidores em potencial que acabam reproduzindo o comportamento que é incentivado nas propagandas, que atualmente têm nos pequenos o verdadeiro público alvo. Além disso, ficar horas na frente da TV as impede de sair de casa e realizar atividades ao ar livre, fazer exercícios e ter uma vida mais saudável. Até mesmo a concentração pode ser prejudicada quando se passa muito tempo assistindo à televisão.

Não se pode negar que “a boa e velha televisão” acaba sendo uma saída muito utilizada pelos pais para manter a criança ocupada, sentindo-se praticamente na presença de alguém. Porém existem outras alternativas que podem propiciar maior interação e trocas entre os pais e seus filhos, assim como experiências mais profundas e verdadeiras na vida dos pequenos. A mensagem que se busca passar a partir dessa reflexão não é a de que o uso da televisão é totalmente proibido e “ponto final”, ele pode sim existir, mas deve acontecer ocasionalmente e nunca com o objetivo de substituir alguém ou para que a criança simplesmente “para de incomodar”.

O ideal é que os pais, mesmo cansados, passem mais tempo com seus filhos realmente desfrutando desse tempo com eles. Caso se assista a algum programa na TV, que ele propicie um diálogo, alguma construção a respeito do que foi visto, logicamente sempre preservando a criança de conteúdos inadequados para sua idade. Para as crianças pequenas, é preferível que, quando expostas à televisão, que seja para ver um vídeo ou um DVD com desenhos que ajudem na sua criatividade e imaginação.

O importante é que os pais tenham em mente que a televisão nunca vai substituir o cuidado que os pequenos precisam receber. Muitas crianças insistem fortemente para ver diversos programas na TV, mesmo quando os pais tentam restringir esse tempo. Porém, são em momentos como esse que a criança deve poder contar com a ajuda do adulto, pois ela ainda não é capaz de mensurar os malefícios que esses excessos podem lhe trazer. Cabe nesse momento aos pais colocar o limite (que não significa falta de afeto) necessário para propiciar um desenvolvimento saudável aos seus filhos.

Manoela Yustas Mallmann

Psicóloga Clínica

CRP 07/20863

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência

Contato: (51) 9559-2905

e-mail: [email protected]

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