25.jan.2017

Crosta láctea ou dermatite seborreica no bebê

Seu bebê tem aquelas casquinhas na cabeça ou no rosto? Essa descamação ou até crostas podem ser sinal da dermatite seborreica do lactente. Veja qual a causa e medidas que ajudam no tratamento.

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 Oi Gurias, tudo bem? A Dra. Fernanda do Blog Seu Pediatra escreveu sobre a crosta láctea. A Dra. Fernanda Freire é pediatra e alergista em São Paulo, fica a dica para as mães de São Paulo, se vocês quiserem ver mais informações sobre o consultório, acesse AQUI, eu super indico!

Essa semana, vamos falar de um quadro bastante frequente na primeira fase da vida do bebê e que acaba incomodando bastante as mães até na questão estética por ser em região mais visível: a dermatite seborreica do lactente, também conhecida como crosta láctea. 

A crosta láctea é uma doença crônica da pele, porém benigna e auto-limitada quando aparece no bebê, ou seja, não traz consequências para a saúde do bebê e vai melhorando gradualmente. No entanto, é preciso ter um pouco de paciência, pois os quadros costumam ser recorrentes, tem fases de melhora e piora. 

A dermatite seborreica pode atingir os bebês de maneiras diferentes, uns irão apresentar mais sintomas e sinais que acabam incomodando mais os pais enquanto outros terão sinais mais leves que irão melhorar com algumas medidas simples e mesmo com o tempo. Em qualquer caso, deve sempre ser avaliado pela pediatra e quando necessário encaminhado à especialistas, alergistas ou dermatologistas pediátricos. 

Quais os sinais da Dermatite seborreica infantil? 

Os sinais são escamas, crostas ou caspas brancas meio amareladas, nas áreas mais gordurosas da cabeça do bebê. Atingem, portanto, o couro cabeludo e em alguns casos aparecem também no rosto, sobrancelhas, pálpebras, orelhas e pode inclusive afetar outras partes do corpo. 

Qual a causa da crosta láctea? Afeta os bebês de que idade?

A dermatite seborreica pode se iniciar nos primeiros dias de vida mas é mais frequente entre 4 e 6 semanas de vida (1-2 meses) e pode aparecer até 1 ano.

A causa exata é desconhecida, não é uma alergia,  acredita-se que ela aconteça por um aumento da secreção de gordura pelas glândulas sebáceas, pelo resultado dos hormônios maternos que passam para o bebê durante a gestação e amamentação. Esse estímulo vai diminuindo com o tempo e a dermatite desaparece. Também é possível que esteja relacionado com um fungo (Malassezia furfur), fatores imunológicos e nutricionais.

O calor, a umidade, roupas sintéticas que retêm o calor e a gordura, favorecem o aparecimento da dermatite.

Como é feito o diagnóstico da crosta láctea? 

O diagnóstico da dermatite seborreica do lactente é feito apenas pelo exame físico e pela história que o médico avalia. Não são necessários exames. Apenas em casos específicos em que se suspeita de outra doença, algum exame pode ser solicitado.

Como é o tratamento da dermatite seborreica infantil? 

Normalmente, o tratamento da crosta láctea se baseia na remoção dessas casquinhas ou crostas com produtos usados durante o banho. Podem ser óleos ou shampoos para bebês que irão amolecer essas crostas e facilitar sua remoção. Além disso, como o fungo pode ser a causa da doença, ou mesmo um fator de piora dos sintomas, o pediatra poderá prescrever shampoo ou cremes para tratar esse fungo.

É importante saber que os períodos de piora fazem parte do quadro, e o médico irá orientar algumas coisas para aliviar esses momentos, mas o tratamento não cura de uma vez.

Pomadas que contenham corticoide NUNCA devem ser usadas sem prescrição médica. São medicamentos que são absorvidos e existem uma variedade imensa de cremes e pomadas com potências diferentes. O bebê por ter a pele mais fina tem maior absorção desses medicamentos, principalmente no couro cabeludo e na face. CUIDADO!! O que funcionou para seu vizinho pode fazer mal para seu bebê. Siga as orientações do seu médico. 

Medidas gerais que você pode adotar e que ajudam são:

– Mantenha a cabeça do bebê sempre seca pois a umidade aumenta as lesões. 

– No banho massageie a cabeça com o shampoo ou o óleo até amolecer as crostas para que elas se soltem mais facilmente. Nunca remova as crostas com as unhas, pois podem infeccionar.

– Dê preferência por roupas de tecidos naturais, e evite o excesso de roupas para evitar o aquecimento. 

Espero que as dicas sejam úteis e ajudem vocês, nos vemos no próximo tema, ou passa lá no site para ver outros assuntos. 

Beijos,

Dra. Fernanda Freire – Alergista e Pediatra em São Paulo

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