29.ago.2011

Das expectativas sobre a maternidade – Por Jacque

Bom dia,
Para começarmos muito bem a semana, tenho uma convidada muito especial, conheci o blog dela faz pouco tempo, mas super me identifiquei com ela, e com seu bom humor. O papo de comadres é com a Jacque,do blog ” Agente especial mamãe “, ela é apaixonada por fotografia, é esposa, e desempenha sua maior missão, ser mãe do Bryan, e nas horas vagas ainda é treinante 007 do segundo filho. Ela fala das suas expectativas sobre a maternidade com muita emoção, e sinceridade! Super obrigada, Jacque, te admiro muito como mãe, e mulher, e adoro seu alto astral, adorei te receber para um cafézinho aqui no blog! Quem quiser conhecer o blog da Jacque vai amar, clica aqui!
Fiquem a vontade, e sejam bem vindas a compartilhar sobre suas expectativas da maternidade conosco.
A maternidade tem sido como imaginaram ?


“O filho que eu imaginei chegaria de parto normal.Como em um filme, as cenas passavam lentamente sobre a minha mente:a bolsa estourando na 38° semana de gravidez, eu indo para a maternidade feliz da vida, com um misto de medo e expectativa de conhecer o rostinho do princípe que imaginei por longos 9 meses.Eu chegaria no hospital com 5 cm de dilatação, estaria maquiada, linda, de banho tomado e meu marido estaria ao meu lado segurando minha mão.O parto seria tranquilo, eu tomaria uma anestesia epidural, e mal sentiria as dores cruciantes que a minha mãe tanto falava.Após algumas horas e muita força o bebê sairia facilmente e sem a necessidade de episiotomia. Meu marido me diria palavras lindas e cortaria o cordão umbilical todo orgulhoso.

Logo após o parto eu o amamentaria no meu seio, muito facilmente,pois havia lido vários livros e me preparado para aquele momento e assim seriam por 6 meses exclusivamente. Ele teria longas hora de sono e só acordaria para mamar a cada 3 horas. Ele pegaria o peito com maestria, e eu não teria dores ou qualquer outro problema. 

A adaptação com o bebê em casa seria tranquila e prazerosa.Eu iria curtir cada minuto com meu filho, ele seria muito calminho e dificilmente choraria.O banho seria uma tarefa fácil, bem como as constantes trocar de fralda.

Após os 6 meses a introdução de comidinhas sólidas seria um verdadeiro sucesso, e meu filho comeria todos os legumes e frutinhas oferecidos.A transição da sopinha para comida com pedaços seria facilmente aceita pelo meu filho.Com o passar dos meses a adaptação seria ainda mais tranquila, ele não acordaria mais a noite para mamar, e eu teria mais horas de descanso.
O filho que imaginei, mamaria até os 2 anos ou mais, e largaria o peito com a mesma facilidade que pegou:sem traumas.
O filho que eu imaginei não teria cólicas, não choraria a toa, não passaria mal, não cairia da cama,não se machucaria, não faria birra, não me desobedeceria.
O filho que eu imaginei não existe!! 
Enquanto eu imaginava e criava expectativas em mil coisas, vivia paralelamente a minha realidade: Eu tive que fazer cesárea com 40 semanas,pois não tive dilatação suficiente,meu marido não pode assistir ao parto e cortar o cordão umbilical e eu não pude amamentar logo após o parto. O filho da minha vida real não pegou o seio de primeira, e eu amamentava em meio a lágrimas de dor.A recuperação e adaptação foram completamente diferentes dos meus sonhos e devaneios.Eu sentia muita dor na região do corte, e sofria com o baby-blues. Eu chorava embaixo do chuveiro, me achando incapaz de cuidar do meu filho.Eu não tinha prática nas trocas de fralda, na hora de dar banho ou na amamentação, e tive que complementar o peito com leite artificial.O meu filho não dormia a noite toda, e nem esvaziava os seios como o livro ensinava, o meu filho mamava a cada 5 minutos e se irritava quando o mamilo escapulia de sua pequena boca.Eu chorava porque não conseguia dormir de madrugada e me sentia culpada por ter que deixar meu filho na sala com meu marido,enquanto tentava descansar para recarregar as energias.Eu não me sentia completa e realizada como muitas mulheres diziam que se sentiam após a chegada de seu primeiro filho, eu sentia falta da minha vida de antes, das madrugadas assistindo filmes e séries com o marido, sem preocupação com a hora de acordar e das noites com as amigas da faculdade.
O meu filho sofria com cólicas desde o primeiro dia de vida.Ele chorava tanto, que o seu choro ficava ecoando pelo meu ouvido por dias. Eu ouvia seu choro mesmo quando ele não estava chorando.Eu pedia pro tempo voar, para que tudo aquilo fosse mais fácil e se possível do jeito que eu tinha imaginado.
O meu filho desmamou com 4 meses, e eu sofri muito, e por vezes me culpei.O meu filho não aceitou todo tipo de comidinha, e a transição da sopinha para comidinha com pedaços não foi tão fácil quanto eu imaginei. O meu filho caiu da cama, prendeu o dedo na porta, ralou o joelho na rua, e levou um choque colocando o dedo na tomada.O meu filho não fica quietinho no sofá assistindo TV enquanto eu realizo alguma tarefa.O meu filho faz birra, me desobedece e constantemente mexe em tudo que é proibido por mim.
Quando me dei conta que o filho que eu idealizava não existia, passei a curtir o meu filho de verdade.A realidade nem sempre é do jeito que idealizamos,e ela pode ser melhor quando as pessoas não criam expectativas sobre os acontecimentos. Com meu filho aprendi a aceitar todas as mudanças que vem junto no “pacote da maternidade”.Aprendi que cada filho é único e exclusivo, e por esse motivo a rotina e adaptação são diferentes.Quando parei de idealizar o filho perfeito, aceitei cada particularidade que torna meu filho único e tão especial para mim.
Cada mulher vive a maternidade de um jeito, e o jeito que eu vivo hoje com meu filho, é muito melhor do que eu poderia imaginar!! “

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