25.set.2015

De 1 a 6, olha nós aqui outra vez

Gurias, hoje é dia de visita de amiga, a Alessandra Rauter, amiga que a maternidade me presenteou, escreve o Blog Porto Materno, hoje compartilha conosco um pouco sobre sua vida, além disso ela é mãe do alemão mais gato de Porto Alegre! 😀 Conheçam o Blog dela AQUI e curtam a fan page AQUI, em breve teremos encontros e projetos juntas! Amiga, tu és sempre muito bem vinda por aqui! <3  beijos Angi

“A vida tem um pouco de matemática, que eu até gosto, e aqui conto minha história de adição, e de tudo que somei na vida.

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A gente sempre começa sendo 1, mesmo tendo pai, mãe, irmãos, você pertence a um grupo, a uma família, mas por muito tempo vai se desenvolvendo como indivíduo, gostos, desgostos, personalidade, temperamento e por ai vai.

Eu, como 1, sempre fui muito metida a dona do próprio nariz, pé no chão, mas asas no mundo. Claro que sempre tive muito incentivo para ser autônoma, para me sentir segura de que era capaz e sempre gostei deste gostinho. Fiz algumas viagens sozinha, com aquele frio na barriga, mas sem vontade nenhuma de voltar atrás, e gostava dessa liberdade. Namorados? Nunca fui boa em conciliar esses dois lados, aventureira e romântica.

Mas aí surgiu um namorado mais sério, uma paixão, uma vontade de desacelerar e começar a vida de outro jeito. Em 6 meses noivamos, em 9 casamos. E ai começa minha história a 2 com muito amor, aprendizado e uns perrengues também.

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Quando a gente casa começa a pressão da sociedade: E os filhos?

Ah, eu hein, muito cedo pra pensar nisso, casei nova gente, relaxa. Mas aí tivemos uma hóspede lá em casa por 2 semanas, a gatinha Pinta, que cuidamos enquanto minha cunhada viajava. Ahh bateu uma vontade nos dois de cuidar de alguém, e resolvemos partir para adoção. Encontramos 2 gatinhos irmãos, que deviam ter menos de 1 mês, vira-latas e cheios de pulga, mas tão fofos. Fredy e Igor, nossos primeiros filhos. Agora éramos 4!!!

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O Marcos (meu marido) falava pra todo mundo que era pra me testar como mãe. E vocês não vão acreditar, consegui perder os 2 dentro de casa no primeiro dia. Que desespero, PERDI MEUS FILHOS!!! Que mãe sou EU???? Achei eles atrás da geladeira mais ou menos 1 hora depois. Ai que alívio.

Mas aí depois de uns 3 anos de casamento, com os gatinhos grandes, começou a bater a vontade de ser mãe de gente, e eu lancei a campanha “Queremos um bebê” lá em casa. O marido levou um tempo para aderir ao movimento, heheh, ele sempre quis ter filhos, mas achava que não era a hora. Depois de muita conversa, ok, os dois estavam no barco. Rumo a 5!

Fernando chegou trazendo muita alegria e amor, o Marcos se animou tanto que não parava de dizer que queria 6 filhos. Cruuuuzes, comigo não. Mas era óbvio e certo pra mim que não teria filho único, queria ter pelo menos 2, queria que eles tivessem experiência de ter irmãos. Eu gosto tanto dos meus e da infância que tive com eles, pra mim particularmente, 1 só era sinônimo de uma experiência e uma amor a menos na vida.

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Na teoria estava tudo certo, quando o Fernando estivesse perto dos 3 anos, pensaríamos em encomendar o 2º ( ou 4º se contar o Fredy e o Igor), eu voltaria ao mercado de trabalho, me estabilizaria e pronto, viria mais um.

Mas a história de nós 6, veio assim, num susto, de repente, numa Segunda-feira à tarde, num teste gravidez que era só pra descargo de consciência porque a menstruação estava uns 3 dias atrasada. Fiquei em choque. A teoria ficou longe da prática. Em que momento eu não tinha prestado atenção na aula?  Fernando tinha completado 1 ano dias atrás, eu não me sentia preparada pra começar tudo de novo ainda.

Tem coisas que a gente deixa nas mãos do destino e de Deus, 6 é um número bonito, agora meu número da sorte. Meus dois filhos, serão irmãos com idades próximas, vão poder compartilhar tanta coisa juntos. Vão se estapear também, puxar o cabelo um do outro, correr pela casa, gritar, implicar, dizer repetidas vezes “mãe olha ele”, “mãe, foi ele que começou”.

Mas vão se amar, vão brincar juntos e estar lá um pelo outro até o fim da vida. Porque maior missão do que colocar um filho no mundo, amá-lo, educa-lo, é proporcionar que ele aprenda a amar incondicionalmente, compreender, e apoiar quem está perto (independente se é irmão, primo, pai e etc). Ensinar que fazer feliz um ao outro, faz parte da própria felicidade.

Viva a fraternidade! Viva meus dois filhos (digo, 4 hehehe)!”

Alessandra Rauter

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