5.mar.2013

Desenvolvimento da fala em crianças { Fala, Fono! }


Cada criança tem seu tempo, é muito importante que os pais e cuidadores saibam disso e respeitem esse tempo. Claro que é importante estimular, e também existe uma época em que as primeiras palavrinhas já devem ser pronunciadas, mesmo que de forma incorreta.

A criança inicia o processo de comunicação e linguagem logo ao nascer, através do choro.  Essa é a forma que ela tem de se comunicar e avisar de suas necessidades. Com o passar do tempo, o bebê começa a produzir sons, que são os balbucios (gá, nhá, dá), que muitas pessoas gostam de chamar de “bebenês. O bebê vai experimentando essas novas possibilidades, testando seus “gritos”, risadinhas,  colocando a língua para fora, a fim de conhecer as estruturas que futuramente darão auxilio a uma fala mais elaborada.

Os pais devem conversar com seus filhos desde o início da gravidez. A comunicação e o vínculo são muito importantes para que a criança se sinta segura para futuramente apresentar uma fala correta. Jamais deve-se falar como um bebê com uma criança.

Quando o assunto é a fala do bebê muitos pais tem duvidas e inseguranças, assunto que nos deixa de cabelos em pé, né? Pois mesmo que respeitemos esse tempo do nosso filho, sempre tem uma amiga, vizinha, parente, comparando os filhos deles com os nossos. O filho da vizinha falou com 10 meses e o nosso aos 2 anos só fala mamãe e papai, é normal? 

Mas, até quando meu filho pode não falar nada?

É esperado que até o final dos 2 anos, a criança já possua um vocabulário simples, com palavras familiares, como mamãe, papai, vovó, au-au, miau. Isso não quer dizer que seu filho deva pronunciar essas palavras corretamente, ou unidas em forma de frases.

 

Existe “preguiça” para falar?

Algumas crianças podem ser chamadas de preguiçosas, por não falarem, ou utilizarem outros meios de comunicação, como apontar o dedo, resmungar, e logo a família entende e faz o que a criança quer. Por exemplo se quer água, e só sabe dizer “a”, aponta o dedo para a água, resmunga e logo tem sua água fresquinha, a criança não sente necessidade de se comunicar de uma forma inteligível, utilizando a linguagem doméstica.

Os pais ou cuidadores, devem oferecer à criança essa necessidade de se comunicar da forma correta, pronunciando a palavra, no caso água, pausadamente e de forma bem articulada, para que a criança tenha o modelo e entenda que é preciso dizer o que quer, para ter o que deseja.
Não é correto mostrar à criança que você entendeu a palavra dita de forma errada. Peça para ela repetir, diga que não entendeu.
Bico e mamadeira atrapalham no desenvolvimento da fala?
Sim. Os hábitos de utilizar chupeta e mamadeira fazem com que as estruturas da face adquiram uma posição que não é natural, atrapalhando o desenvolvimento da língua, bochechas, dentes, fazendo com que, normalmente a criança tenha uma mordida aberta, onde pode-se ver um “buraquinho” entre os dentes, que é justamente do tamanho da chupeta ou mamadeira, que ocupam este espaço.
É importante que a retirada destes hábitos seja feita de modo natural, explicando para a criança que ela já está grande, responsável, que agora deve cuidar de sus dentinhos e não precisa mais chupar seu bico ou tomar a mamadeira antes de dormir, pois esta, além de interferir na posição das estruturas orais, auxilia no desenvolvimento de cáries.
Quando devo procurar um(a) fonoaudiólogo(a)?
Quando a criança apresenta sinais de atraso no desenvolvimento, mesmo com os estímulos domésticos, é importante que os pais busquem um fonoaudiólogo para avaliar se existe alguma dificuldade que impeça o desenvolvimento da fala e linguagem, bem como da audição, pois se a criança não escuta bem, não conseguirá se comunicar de forma efetiva.
Em casos de trocas de fonemas, como /R/ por /L/, é indicado que a criança seja avaliada após os 4 ou 5 anos, pois este é o tempo que a criança tem para começar a adquirir e pronunciar estes sons. A letra /R/ normalmente é a última a ser adquirida.
Outra dica importante aos pais que levam seus filhos em tratamentos com fonoaudiólogo, é que disponham de um tempo diário para a realização dos exercícios propostos, a fim de obter melhores resultados.

Mamis, o assunto vai render, todas as semanas teremos textos de Fonoaudióloga aqui no Blog Mãe de Guri. Caso você tenha alguma duvida, deixe nos comentários que respondemos assim que possível!


Abraços
Taís Alves Batschauer
Fonoaudióloga – CRFª 9309/RS. 
Porto Alegre

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