23.nov.2015

O dia em que contei ao meu filho que fui adotada!

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Gurias,  na semana passada compartilhei aqui no blog com vocês um pouco mais sobre minha história de adoção. Esse post foi muito especial, mexeu comigo, e fez nascer em mim uma VONTADE ENORME DE ESCREVER UM LIVRO! Um livro especial, cheio de amor, para as mães falarem com os filhos sobre ADOÇÃO, sobre os filhos do coração!  É uma maneira de falar, claro, porque os filhos são do corpo todo, FILHO É FILHO, a diferença está apenas na forma como chegaram à família! 

Confesso que já tinha pensado mil vezes sobre quando eu contaria ao Antônio que eu fui gerada no coração da minha mãe, que fui adotada. Conversando com a Lu, autora do Blog Gravidez Invisível, ela me falou que eu já poderia contar, que ele vai entender, que as crianças entendem muito mais do que depois de adultos e que ele tem que poder confiar em mim, afinal essa é minha história e ele tem que saber, não temos motivos para termos segredos. 

Desde o dia que decidi que VOU ESCREVER O LIVRO (e até já rabisquei muuuuuito no papel) eu resolvi contar a minha história para o Antônio. Me preparei, esperei um momento que pudesse conversar tranquilamente com ele. Contei para ele sobre adoção, que nasci no coração da vovó, e depois que contei a história toda, ele disse: 

 Mamãe, eu também queria ter nascido no seu coração!

Chorei! Abracei! Beijei! Falei que ele nasceu do meu coração também! E tive certeza que a forma que contamos as coisas, fazem toda a diferença na vida das pessoas! Uma maneira positiva, muda todo o contexto! E é isso que quero fazer escrevendo o livro, que a ADOÇÃO seja vista com MAIS AMOR e com um olhar POSITIVO! As crianças são PURO AMOR, nós que complicamos! Está mais do que na hora de desmistificar a ADOÇÃO! Não é questão de fazer o bem ao outro, a adoção é apenas mais uma maneira, cheia de amor, de se ter filhos e uma família! 

Suzana Schettini escreveu: “A adoção é apenas uma outra forma de se chegar à família. Na verdade, todas as crianças precisam ser adotadas para se tornarem filhos, porque a filiação somente acontece através dos vínculos afetivos, ou seja, pela adoção. Assim sendo, todos os filhos precisam ser adotivos, mesmo os biológicos, ou não serão filhos de fato. Os pais que não adotam as suas crianças afetivamente, são apenas genitores”.

P.S Vocês ainda me ouvirão falar muito nesse livro, estou cheia de ideias, amor, já tenho a ilustradora (liiiinda), no começo do ano que vem estarei com ele pronto, se Deus quiser! 

Beijos

Angi

 

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  • Luciana Morais Vicco

    Lindo amei Angi, é muito interessante contextualizar de forma simples e com amor assuntos que pode sim ser mais delicado, o que não tem nada a ver com complicado…Linda a sua abordagem, a sua forma de lidar, encarar e viver esse ponto da sua vida.

  • Andie Novaes

    Que lindo seu filhote!! 🙂

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