20.nov.2017

Dicas da fonoaudiologia sobre a Introdução Alimentar Complementar!

Oi pessoal, hoje tenho uma convidada, a Milene R.C.Martini, que é fonoaudióloga Especialista em Educação Permanente em Saúde, atua na prevenção, habilitação e reabilitação da comunicação, distúrbios de deglutição e alimentação. Ela também trabalha com consultora em amamentação e no atendimento clinico de crianças e adolescentes com e sem necessidades especiais, principalmente com autismo. A Milene é uma super profissional, ela atende na CEDIJ, no Mãe de Deus Center, levei o Caetano para uma consulta, pois ele tem dificuldade para falar algumas palavras e amei. Hoje ela vai falar sobre os cuidados que os pais tem que ter na introdução alimentar. Obrigada Milene e seja sempre bem vinda!

Beijo Angi

bebe_introducaoalimentar

Imagem daqui

“Oi mamães e papais, seu bebê completou 6 meses e vocês estão ansiosos para a fase das papinhas?  Hoje vou falar dos fatores que colaboram para que a transição alimentar complementar a partir do sexto mês de vida do seu bebê seja um sucesso!

  • Como o sabor e a consistência do leite materno não são sempre iguais, mudam conforme a alimentação da mãe, o leite materno é um facilitador para que a criança aceite novos alimentos;
  • Habilidades como a de levar as próprias mãos e/ou brinquedos a boca, por exemplo;
  • Conseguir sentar ou fazer com o mínimo apoio possível, ereta e com os pés apoiados durante a apresentação aos alimentos;
  • Inicialmente, o foco não é a quantidade de alimentos que o seu bebê irá ingerir, mas sim que veja, conheça, manipule, sinta o cheiro, e brinque muito antes de comer propriamente;
  • Preferência aos alimentos amassados aos liquidificados;
  • Participar dos momentos de refeições da família em harmonia é indispensável para o aprendizado e interesse do seu filho;
  • Fazer caretas, nos primeiros contatos com os alimentos não quer dizer que o bebê não gostou; como se trata de novas sensações, há necessidade aproximadas oito apresentações para se chegar a essa conclusão. Já quando se trata de crianças com necessidades especiais, podem ser necessárias, no mínimo, o dobro de ofertas;
  • Evitar distrações, como televisão/ vídeos para que a criança coma mais;

A INTRODUÇÃO ALIMENTAR TAMBÉM TEM A VER COM A FONOAUDIOLOGIA, então quando se deve procurar um profissional da Fonoaudiologia que atue com dificuldades alimentares?

✓      Se seu filho não leva as mãos, brinquedos e, mais tarde, alimentos à boca;

✓      Ausência ou pouco interesse em interagir ou tocar nos alimentos;

✓      Muitas crianças não sabem mastigar e isso pode estar relacionado a dificuldade em aceitar novos alimentos;

✓      Na presença de desconforto durante os momentos alimentares, quando alimentar o seu filho se torna um desafio;

✓      Bebês que são alimentadas dormindo ou com necessidade de outros recursos para que comam;

✓      Entre outros…

Devemos levar em conta que a amamentação e a introdução alimentar complementar dependem da maturação e harmonia da complexa sequência de movimentos. Por exemplo, as funções de órgãos, de estruturas, sensações e emoções envolvidos para que tudo aconteça de forma segura, nutricional e prazerosa, potencializando a saúde física e emocional da criança e da sua família. A interação dos pequenos com seus pais e/ou cuidadores são marcadores de extrema relevância e que nos conta como está o desenvolvimento de infantil. Algumas crianças amadurecem antes, outras depois, é muito importante respeitar o tempo da criança para que ela se desenvolva e a introdução alimentar seja bem sucedida!

MILENE R.C. MARTINI – atende em Porto Alegre, na CEDIJ, no Mãe de Deus Center, Tel.: (51) 3557-6106 .

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