8.maio.2017

O que é considerado VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA?

Oi gurias, hoje tem post da minha doula amada sobre violência obstétrica! A Janine escrever sobre o universo feminino, gravidez, parto, pós parto, então se vocês tiverem dúvidas podem postar nos comentários que vamos anotando as ideias para futuros posts, tá? E quem for de Porto Alegre e Grande Porto Alegre -RS e quiser uma doula para chamar de sua, super indico a minha, seu email é ninefranceschi@gmail.com .

violencia_obstétrica

Manobra de Kristeller – Foto Daqui

A violência obstétrica pode ser identificada durante a gestação, no momento do parto, que
inclui o trabalho de parto, o parto em si e o pós-parto, e no atendimento de complicações de
abortamento. 
É a apropriação do corpo e processo reprodutivo da mulher, como o tratamento pessoal
abusivo, excesso de medicalização e patologização dos processos naturais, causando perda
de autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seu corpo.
Para que isto mude é preciso conhecer, compreender e denunciar, assegurando que os casos
acontecidos sejam apurados e julgados.
Na gestação:
  1. Negar atendimento ou impor dificuldades durante a oferta do pré natal;
  2. Comentários constrangedores relacionados à raça, cor, etnia, idade, religião, condição sócioeconômica, estado civil, orientação sexual, número de filhos, etc;
  3. Ofender, humilhar ou xingar;
  4. Agendar cesárea sem indicação baseada em evidências científicas, baseada nos interesses e conveniências do médico.
Durante o TP e parto:
  1. Peregrinação em busca de leito;
  2. Impedimento da entrado do acompanhante de escolha da mulher;
  3. Procedimentos que causem dor ou dano físico (leve a intenso) como, soro com ociticina,
  4. Toques vaginais excessivos feitos por inúmeras pessoas diferentes, jejum obrigatório,
  5. Episotomia, privação de movimentos e imobilização (amarrar mãos e pés);
  6. Ação verbal que cause humilhação, constrangimento, medo, abandono, inferioridade;
  7. Cesárea sem indicação clínica;
  8. Privação de contato com o bebê, levando a criança para o berçário sem necessidade médica,
  9. Apenas por rotina da instituição;
  10. Impedir ou dificultar o aleitamento materno, oferecendo chupetas e mamadeiras por rotina e prescrição, sem consentimento da mãe.
Em casos de aborto:
  1. Negativa ou demora no atendimento;
  2. Questionamentos à mulher sobre a causa do aborto;
  3. Realização do procedimento sem explicação e/ou sem anestesia;
  4. Ameças, questionamenrtos e culpabilização da mulher.
Lembrando que é, direito da mulher ter acesso a um pré-natal de qualidade, visando o bem
estar da gestante e também da criança. No Brasil, toda mulher tem direito a um acompanhante de sua escolha durante todo o período de duração do trabalho de parto, parto e pós-parto, tendo garantida sua integridade física e psicológica.
Em caso de violência obstétrica, DENUNCIE! Procure a defensoria pública, independente se usou o serviço público ou privado de saúde. Ligue: 180 (Violência contra a mulher) 136 (Disque Saúde)!
Referências: Declaração Universal dos Direitos Humanos, Constituição Federal, Direitos da
Mulher, Atenção ao parto e nascimento da OMS, Política de Humanização, Pré-natal e
Nascimento, Rede Cegonha, Escola de Defensoria Pública do Estado de São Paulo, 2013.
beijos
Doula Janine
janine

Enfermeira pela UNISINOS em 2002, especialista em Terapia Intensiva e Cardiologia, descobriu sua verdadeira vocação após o nascimento de seus dois filhos, ambos de parto normal. Apaixonada pelo universo materno infantil decidiu aliar seu conhecimento em enfermagem e abraçar sua nova função, passando a atuar como doula. Presta consultoria sobre aspectos fisiológicos da gestação, parto e pós parto com base em evidências científicas, além de utilizar técnicas de massagem Ayurveda relaxante para gestantes e puérperas e Shantala para bebês.

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