9.set.2013

Esperando um irmãozinho!

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É muito comum que as famílias passem por um período de turbulência com a chegada do segundo (ou terceiro, ou quarto…) filho. Alguns acham que esperar mais alguns anos para engravidar pode minimizar esta situação mas, a verdade é que as manifestações só costumam ser diferentes. Em famílias nas quais a segunda gravidez não é planejada ou nas quais o primeiro filho ainda é bem pequeno, isso costuma ser ainda mais gritante.

A verdade é que seu filho não perde nada com a chegada do irmãozinho ou irmãzinha. Ele ganha! Um companheiro para a vida toda, apesar dos ciúmes, e disputas que são super normais entre irmãos. Basta que a família mostre isso a ele.

Se entendermos que a criança tem uma experiência de vida curta e uma compreensão parcial da nossa realidade e dinâmicas familiares, não é complicado perceber o que se passa na cabecinha deles. Até a nova gravidez, a família, para a criança era: Papai+ Mamãe+ Bebê. Com o irmão chegando, a criança sente que não se encaixa mais no papel de bebê e precisa encontrar uma nova posição.

Durante essa adaptação, algumas reações são muito comuns: aumento nas birras, falar como bebê, regredir no desfralde, introspecção exagerada, muito choro.

Mas então, como tornar esta chegada mais agradável e menos traumática?

1. Não esconda a gravidez de seu filho! Costumo orientar pais para que contem a partir dos 3 meses, quando já há menor chance de abortamento. Desta forma, a criança tem 6 meses para se acostumar com a ideia.

2. Não coloque a culpa no bebê! Se você decidiu, desmamar seu filho, tirá-lo do berço ou qualquer outra providência por causa do novo bebê, o faça alguns meses antes do nascimento e sempre usando como justificativa, o crescimento do mais velho e nunca a chegada do irmão. Por exemplo: você pode dizer a ele que agora que é grande, pode dormir sozinho em sua própria cama, e não em um berço, ao invés de dizer que tem que dormir na cama para ceder o berço para o bebê.

3. Dê atenção quando ele não solicitar! É comum que a criança chore e a mãe atenda, dê colo. Também é comum a criança precisar de mais atenção nessa fase. Consequentemente, eles choram muito mais. Uma das formas de aplacar isso, é dar atenção quando a criança não está choramingando. Se seu filho está quietinho e comportado, não perca chance! Corra até lá e fique com ele uma meia horinha. Desse jeito ele se sente mais seguro e não faz tanto dengo em outros momentos. É só pensar em como nos sentimos. Não é gostoso quando alguém nos dá atenção gratuitamente?

4. Não passe a responsabilidade mas envolva o mais velho! Não se deve dizer que o mais velho “vai ter que ajudar a cuidar” do pequeno, porque não é verdade e gera ansiedade na criança, mas você pode levá-lo junto nas compras de roupinhas e pedir sua opinião. Ele pode participar de todas as fases do processo que quiser, sem ser forçado.

5. Intensifique a atenção individualizada! Mesmo quando o bebê chegar, escolha um dos cochilos do pequeno para passar com o mais velho. Esqueça a roupa ou louça para lavar. Seu filhote é mais importante! Essas uma ou duas horas por dia, valem ouro. Mas tem que desligar os celulares e televisão. Só conta se você estiver com a atenção toda voltada para ele.

6. Não afaste os irmãos! É comum ter medo que crianças pequenas batam nos bebês mas, isso raramente acontece e tem mais chances de acontecer se você ficar controlando o contato deles. Deixe o mais velho fazer carinho e “pegar no colo”. Ensine a fazer carinho gentilmente, explicando que o bebê é frágil. E, quando ele tratar o bebezinho de forma adequada, dê elogios e carinhos a ele.

Como está sendo  as expectativas em relação ao bebê que está chegando por aí, mamães?!

Renata Bermudez Konzen
Consultora familiar
Consultoria presencial e online para famílias e escolas
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