11.set.2015

Eu faço tudo sozinha…e isso é ótimo!

Não sei quanto a vocês, mas aqui em casa todas as decisões quanto a um passeio de final de semana ou da viagem das férias, é minha. Sou em quem pesquisa onde ir, onde ficar, que passeios fazer. Sou eu quem faz as reservas, compra as passagens e os passeios. Sou eu quem arruma as malas, pensa nos brinquedos e distrações das crianças e até mesmo no lanche para levar. O marido, por sua vez, entra com metade do dinheiro e o corpinho forte, para carregar as malas e, eventualmente, as crianças. Aposto tudo que tenho que com 90% de vocês que estão lendo isso nesse instante acontece o mesmo fenômeno. Tô certa ou tô errada? 
Há uns dois anos atrás eu conversava com uma amiga que estava organizando suas férias, na Itália. Seriam 20 dias no país da bota e ela estava super empolgada. Porém, para seu desgosto, cada vez que ia conversar com o ele a respeito da viagem, só recebia respostas lacônicas ou aquele “hmm” aborrecido, típico de quem está contrariado por precisar parar de prestar atenção no jogo de futebol mega importante, da segunda divisão. 
Minha amiga então queixava-se da falta de entusiasmo e de participação do seu marido, dizendo que estava muito chateada e perguntando se eu não achava aquilo tudo uma tremenda falta de consideração da parte dele. Olhei bem para ela e disse de uma só vez: “não acho, não. Acho inclusive que tu deverias levantar as mãos aos céus e dar graças a Deus. ” 
Ela me olhou incrédula, não entendendo nada e, antes que pudesse protestar, eu fui logo explicando. Contei a ela que aqui em casa era exatamente assim e eu encarava isso de uma maneira muito positiva. Como sou eu quem escolhe o destino, o roteiro e as acomodações, tudo sai exatamente como eu quero… isso não é o máximo? Não preciso negociar nada com ninguém, não preciso abrir mão de alguma preferência, posso incluir os museus, galerias, restaurantes e shopping centers que eu bem entender.
Bom, para que seja tudo assim tão lindo, é preciso, sim, fazer algumas considerações e tomar alguns cuidados. Então vou contar para vocês as dicas que eu dei a ela:
1.      Deixe bem claro para toda a família que quem não participa não pode reclamar depois. Essa é a regra de ouro. Afinal, quem reclama melhor faz!
2.      Se alguém quiser participar, ok, adapte-se da melhor forma possível. Não era isso que você queria?
3.     Escolha 2 ou 3 destinos que lhe agradem e, já de saída, durante um jantar ou almoço pergunte à família qual a ordem de preferência de todos. Se for preciso, faça uma votação. Assim você terá opções caso haja algum impedimento na primeira escolha da lista, sem precisar fazer tudo de novo.
4.   Tenha em mente o orçamento aproximado da viagem escolhida e leve em consideração a sua situação familiar. Não vai rolar de você ir para Dubai se não tem dinheiro para ir ao Rio de Janeiro. Seja consciente. Se você não tem muita certeza pergunte nas redes sócias ou procure na internet quanto custa, mais ou menos, uma viagem para tal destino, por pessoa, por “x” dias. Use o poder da rede! Outra alternativa é procurar uma agência de viagens e pedir uma cotação para os destinos escolhidos. Pode pedir para as 3 alternativas e diga ao agente que você não tem certeza de onde quer ir, mas que o orçamento lhe ajudará na decisão.
5.    Com os orçamentos na mão, converse com a família e decidam o que for melhor ou, ao menos, o que for possível.
6.     Agora é com você. Todos convencidos do destino, pesquise nas redes sociais, nos blogs e nos grupos de viagens quais os passeios imperdíveis no destino escolhido.
7.    Considere então as idades e preferências de todos na família e alterne passeios, se for o caso. Se fizer um passeio voltado às crianças o próximo passeio será para os adultos. Conhecendo sua família fica fácil planejar. Se seu marido gosta de futebol, veja se há possibilidade de visitar algum estádio famoso, por exemplo. O meu, adora saber tudo sobre guerras e batalhas, adora visitar museus que tenham esse tema. Tudo bem, planejo de forma que ele visite o museu enquanto eu fico na praça mais próxima com as meninas. Marcamos de nos encontrarmos em um café em determinado horário. Assim ficam todos bem.
Minha amiga então percebeu que, na verdade, ela estava um pouco insegura de planejar tudo sozinha, com medo que algo desagradasse seu marido, ou que algo não desse certo e ele a culpasse. Entendo completamente esse sentimento, que também já partilhei, mas aqui, mais uma vez, uma conversa franca no início do processo ajuda a todos deixando bem claro qual foi a opção. Quanto aos perrengues e problemas, quem viaja está sujeito a eles sempre, independentemente de quem organiza. Como eu costumo dizer, quanto mais planejado, menor chance de problemas. Mas ainda assim pode acontecer. O espírito aqui é “um por todos e todos por um”. Embarquem juntos, de corpo e alma, acreditem no roteiro e boa viagem!
Exemplo de Roteiro: 7 dias em Miami com crianças AQUI! 
Beijo Grande e bom final de semana!
Clau
novacolunista_Claudiav

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