13.ago.2014

Falando sobre a Sexualidade Infantil

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Imagem do google

Mas, afinal, existe sexualidade infantil? Sim, existe! E perguntas como “dá onde os bebês vêm?”, saber se os coleguinhas tem “pipi” ou “pepeca”, chamar os amiguinhos de namorado, trocarem carinhos e beijos, brincar de cócegas um com o outro são diferentes formas dos pequenos demonstrarem sua sexualidade. O que acontece é que a criança descobre que o corpo pode ser uma importante fonte de prazer e junto disso costumam vir muitas perguntas que causam constrangimento aos pais. Mas, vamos ter calma e não esquecer que aquilo que se relaciona ao prazer com o corpo, está ligado à sexualidade. Alias, a sexualidade que nos acompanha o resto da vida se inicia já na infância.

Embora se confunda com erotismo ou relações sexuais, a sexualidade pode ser entendida de forma mais ampla, como parte do desenvolvimento em que a criança vai adquirindo consciência sobre seu próprio corpo e de como ela irá relacionar com os outros. Por isso, é importante não colocar culpas na criança e não ameaça-las quando perceber, por exemplo, que seu filho se toca, ele pode estar apenas se experimentando e conhecendo seu próprio corpo. Essas situações, são boas oportunidades para conversar sobre o tema, abordar valores e explicar que comportamentos como estes, requerem um espaço privado para serem feitos.

Sabemos que não é nada fácil responder as tão temidas questões sobre sexo e afins, mas nessa hora é legal responder exatamente o que a criança está perguntando, de forma simples e objetiva com palavras que sejam de fácil compreensão. Então se seu filho perguntar como os bebês nascem uma possibilidade é dizer que vêm da barriga da mamãe e o restante espere que ele pergunte, assim é possível fornecer as informações e ao mesmo tempo fazer com que estas sejam entendidas pelas crianças.

O importante é os pais estarem atentos aos filhos e nunca mentir, respondendo as perguntas com franqueza, pois a sexualidade é tão normal que inclusive, tem fases conforme as crianças crescem e cada uma delas valoriza o prazer em uma região do corpo. São elas:

  • a primeira se estende até por volta dos 2 anos, em que as sensações de prazer se dão no ato de mamar, chupar chupeta, etc.
  • em seguida em torno dos 3 e 4 anos a criança começa a aprender o controle dos esfíncteres (ex: largas as fraldas), e sentem-se bem em eliminar ou reter as fezes
  • depois, entre os 3 e 5 anos o prazer é o do próprio órgão sexual.

E após essas etapas, a criança entra num período em que a sexualidade fica desviada para outras atividades, como a de aprendizagem, o retorno da sexualidade, aconteceria então, com a chegada da adolescência.

Tudo normal, ok? Ok, desde que tais comportamentos não comecem a atrapalhar a rotina da criança, tornando-se compulsivos e frequentes, caso isso esteja acontecendo, é importante que os pais não hesitem e procurem ajuda profissional. Do contrário, conversa e confiança sempre são bem-vindas!

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência em formação email: [email protected]

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