17.out.2014

Febre – amiga ou inimiga?

Mamães, hoje vamos conversar sobre uma situação que toda mãe já passou. Algumas ainda vão passar. Mas quanto mais tarde chegar esse momento, melhor. Vamos entender um pouco mais sobre a FEBRE. Lembrando que qualquer dúvida, vocês sabem onde me encontrar: seupediatra.com ou no facebook (aproveite para curtir a FanPage).

O que é febre?

Toda mãe sabe o que é febre, e na definição materna febre é quando a criança fica “mais quentinha”. Um pouco mais tecnicamente, a febre é o aumento da temperatura do corpo acima do limite normal (37,4º), provocado por substâncias do nosso próprio corpo. A febre traz junto com ela algumas alterações, como fazer o coração bater mais rápido, a respiração também acelera, a criança sente frio, as mãos e os pés também ficam mais frios, e a febre pode causar dor de cabeça e dor no corpo.

Mas por que a febre acontece?

Quando um “bichinho” (vírus ou bactéria) invade o nosso corpo, os nossos soldados (sistema imunológico), vão “GRITAR” para chamar mais soldados para ajudar a combate-lo. Então a febre é isso, é a mensagem enviada para os outros soldados, é como um anúncio de algo está errado.

Ela é nossa amiga ou inimiga?

Por mais difícil que seja uma mãe encarar a febre como uma amiga, temos que ver o lado bom dela. A febre pode ser o único sinal que nos indique que algo está errado e que a criança pode precisar de ajuda para se livrar desses “bichinhos invasores”.

Em muitos casos, a chamada dos outros soldados consegue resolver a infecção sozinha. Mas em outros casos, como algumas infecções por bactérias, pode ser necessário uma “ajuda”, como o uso de antibióticos. E se não tivéssemos a febre para nos informar de que algo está errado, a bactéria ficaria lá no corpo se multiplicando até provocar uma infeção mais grave.

Em teoria o aumento da temperatura do corpo, reduziria a multiplicação do vírus ou bactéria, e como eu disse a febre “chama” os outros soldados. Mas uma vez que a febre já aconteceu o mecanismo imunológico já foi disparado, e todos os soldados já estão se mobilizando para combater o vírus ou a bactéria. Então você pode sim medicar a criança, não precisa deixar ela ficar sofrendo o desconforto que a febre causa.

O lado ruim da febre é esse, o desconforto e mal-estar que gera na criança, fazendo com que ela perda mais líquido, e não consiga dormir ou descansar. Quando medicamos para baixar a febre a ideia é aliviar esse desconforto e permitir que a criança se alimente melhor, beba mais líquido para repor as perdas, durma melhor e use suas energias para combater a doença que está causando a febre.

É claro que você deve sempre seguir a recomendação do seu pediatra. Mas quando você está se sentindo mal você não procura fazer alguma coisa para aliviar? Então por que você iria deixar seu filho com esse mal-estar?

Quando medicar?

O recomendado é medicar a febre a partir de 37,8ºC. Isso porque medicando muito antes de a febre realmente aparecer você não saberá avaliar se a criança teve febre e de quanto foi ou se o organismo resolveu sozinho a situação. Mas se a criança está “quentinha”, com 37,5º, mas está se sentindo mal, você pode medicar para aliar os sintomas e não deixar que a criança sofra.

Quando se preocupar?

Qualquer febre em bebês menores de 3 meses é preocupante e deve ser imediatamente avaliado pelo pediatra.

Outros sinais de alerta são queda do estado geral, vômitos, falta de ar, irritabilidade, manchas na pele ou sonolência. Também devem ser avaliados pelo pediatra imediatamente.

Em todos os casos o pediatra deve sempre estar acompanhando seu filho, para prescrever as medicações necessárias e poder examiná-lo para descobrir qual é a causa da febre. Febre não é uma doença, é um sinal, e o antitérmico não vai tratar a doença que está provocando a febre.

Então ligue para o seu pediatra que ele irá te orientar sobre o que fazer em cada caso.

Espero ter aliviado um pouco o assunto,

Dra. Fernanda Freire

Comente pelo Facebook

Leia mais!