29.abr.2015

A importância de conversar com os filhos!

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Família de “comercial de margarina”: quem dera as da realidade fossem assim, não é mesmo? Mas sabemos que não é isso o que ocorre! Por mais estruturada, segura e feliz que uma família possa ser, todas passam por fatos e situações difíceis. E sempre que uma criança está envolvida, os adultos se questionam o que deve ou não ser passado para ela.

A maioria das pessoas acredita que as crianças “não entendem” o que acontece a sua volta. O que muitos não sabem é que na verdade o que se passa é o contrário: elas podem não ter a mesma capacidade cognitiva e emocional do adulto, porém possuem uma sensibilidade muito aflorada! Elas captam com muita facilidade o que está acontecendo. A grande diferença é que elas podem até não entender exatamente os fatos e as consequências deles, mas sentem que algo não vai bem.

Aí é que se dá o problema: os pais não conversam com os filhos achando que eles não estão entendendo ou percebendo o que está acontecendo, afinal de contas nada é falado na frente deles e se tenta poupá-los ao máximo, isso não é suficiente? Não, não é. A criança pode até não saber claramente que a sua família está passando por uma situação de crise, de separação, morte, doença, dificuldade financeira, etc, mas sente e é diretamente influenciada pelas ações e comportamento dos adultos que são importantes na sua vida e que estão sendo afetados por isso.

Então, o que fazer? Bom, o principal é que a criança seja vista na sua singularidade, como um ser em desenvolvimento, que está aprendendo a se relacionar e também está conhecendo o mundo. Logo, ela é curiosa, cria teorias, se questiona a respeito das coisas que acontecem a sua volta. Nesse momento é importante que o adulto saiba conter os sentimentos que os momentos difíceis despertam e, além disso, explique, dentro do possível, o que pode ser esclarecido para a criança. Quando a conversa não ocorre, a criança pode assumir culpas e responsabilidades que não são dela, podendo abrir caminhos para conflitos e sintomas no futuro.

O que também pode ocorrer é o outro extremo: algumas famílias acabam contando tudo para os filhos. Isso também pode ser muito difícil para a criança, pois ser inundada de informações que ela não está pronta para absorver pode ser tão confuso quanto não saber de nada. O equilibrio é sempre o melhor caminho: os fatos e situações importantes dentro de um grupo familiar devem ser sempre conversados com os pequenos, de uma forma que eles possam compreender. O melhor diálogo se dá com um vocabulário adequado para a idade da criança e com os sentimentos despertados sendo nomeados e explicados para ela.

Quando existe conversa no ambiente familiar os filhos aumentam a segurança e confiança nos pais e familiares. Além disso, se tranquilizam muito, pois a fantasia que a criança pode criar a respeito de algo na maioria das vezes é mais assustadora do que a realidade. Através do diálogo as crianças também aprendem que esse é o melhor caminho para resolver os problemas e que colocar os problemas em palavras, admitindo os sentimentos envolvidos ajuda, e muito, a criar saídas novas e saudáveis!

Manoela Yustas Mallmann

Psicóloga Clínica

CRP 07/20863

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência

Contato: (51) 9559-2905

e-mail: [email protected]m

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