21.dez.2015

As maiores dificuldades em ser mãe de dois!

Quando engravidamos do segundo filho, um dos maiores medo é saber se seremos capazes de amar mais um filho como amamos nosso primeiro filho! Toda mãe, no fundinho, sente esse medo. Até que o bebê nasce e você sente o amor se multiplicando, e tem a certeza que seria capaz de amar mais um, dois, três, ou 10 filhos!

Uma das minhas maiores dificuldades como mãe de dois é de tratá-los de formas diferentes, mas com o mesmo AMOR! Amo os meus filhos igualmente, porém são pessoas diferentes e me vejo obrigada a tratá-los de formas diferentes. O Antônio é super sensível, é canceriano como eu, quando tenho que chamar sua atenção, tenho que fazer com mais cuidado, pois ele fica super magoado, triste, choroso…. Já com o Caetano, mesmo sendo ainda um bebê, não preciso ter todo esse cuidado, uso outro tom de voz, outro olhar, pois ele lida de forma diferente a um “puxão de orelha”. Confesso que no começo me sentia culpada, mas as pessoas têm necessidades diferentes, e agimos conforme as suas necessidades, por que com os filhos seria diferente?

Ter um filho é uma responsabilidade, ter dois a responsabilidade é ainda maior! Um filho dá trabalho, exige muito amor, dedicação, paciência… Com dois o trabalho é mais do que dobrado! Nos primeiros meses, o bebê tende a dormir mais, então até os 6 meses eu não senti muita diferença, até porque ele mamava no peito e dormia muito. Enquanto o Antônio ia para a escola, parecia que eu tinha todo tempo do mundo para cuidar da casa, de mim, sem me sentir sobrecarregada. Mas quando o Caetano começou a crescer, dormir menos, e comer papinhas, precisei me dedicar ainda mais, além do tempo na cozinha fazendo a comida dele (que era diferente do resto da família), tinha mais roupas sujas… e meu tempo diminuiu, claro. Esteja preparada para viver em função da casa e dos filhos, ou delegar esse trabalho para alguém!

O AMOR SE MULTIPLICA, mas temos que nos dividir para darmos atenção aos dois!  Um dos momentos mais “punks” aqui em casa é quando o Antônio e Caetano querem alguma coisa ao mesmo tempo. Se é o mesmo brinquedo, é briga na certa. E quando os dois querem a mãe na mesma hora, o que fazer? É muito difícil escolher quem atender primeiro, julgar quem precisa mais, então, normalmente, aqui em casa, quem pediu primeiro é o primeiro a ser atendido, ou claro, se for caso de urgência, saúde, é o primeiro a ser atendido. É super normal eles quererem chamar a nossa atenção ao mesmo tempo, eu tento incluir todos sempre, quando um quer abraço, damos um abraço coletivo, se um quer colo, o outro também pede, então sento no sofá e dou colo para os dois! Como o Caetano ainda mama, Antônio sabe que preciso durante a hora do mama eu estarei dando mais atenção ao irmão, mas falo para ele que foi assim quando ele mamou, que é uma fase, e que o mano não irá mamar para sempre.

Quando o Caetano nasceu, Antônio tinha 3 anos e 8 meses, é apenas uma criança, ainda tem muito a aprender. Não podemos exigir que o filho mais velho tenha maturidade para lidar com a ausência da mãe, enquanto amamenta, ou cansaço do pai, que acordou a noite para ficar com o bebê e não tem animo para brincar, porque precisa dormir. Claro que ele poderá ajudar no banho, ou na troca de fralda, mas um irmão nunca é a responsabilidade de outro irmão. Saber equilibrar isso é muito complicado, muitas vezes não dos demos conta que o filho mais velho ainda é uma criança, mas me lembro disso todos os dias, aqui nós falamos que Caetano é pequeno e ele é “médio”, ele sabe que tem coisas que ele pode/deve fazer, que o irmão ainda não pode.

Brigas e o cansaço mental! Uma das coisas mais “punk” é as brigas! Eu sei que irmão brigam, principalmente quando convivem muito tempo juntos. Agora que o Antônio está de férias, e passam o dia juntos, eles tem brigado demais! Eu passo o dia “não empurra teu irmão”, “empresta esse brinquedo para ele”, “não morde teu irmão” É difícil não tomar partido, de um ou de outro… mas sobrevivemos!

Apesar das dificuldades, ter dois filhos é tão maravilhoso que eu já quero mais um! Quando falo que quero o(a) terceiro(a), as pessoas falam que já estão satisfeitas com 1, ou 2 filhos. Para mim não é questão de estar satisfeita. Óbvio que sou GRATA aos filhos que tenho, que os amo demais, mas sim, tenho vontade de ter três, aliás esses dias sonhei com ele, era mais um guri! Risos

A verdade é que quando um filho nasce, a gente ganha um braço a mais para que nunca falte colo, a gente aprende que não vai dar conta de tudo e aprende a relaxar mais. O dia-a-dia é uma correria sem fim, nem sempre consigo fazer tudo que tinha me proposto a fazer, mas com dois filhos eu aprendi a me cobrar menos e curtir mais! Tem dias que tenho mil coisas para fazer, porém o filho não dorme e simplesmente não consigo fazer nada, então me jogo no sofá e assistimos um desenho, até que eu consiga fazer. Tem dias que estou cansada, sem paciência, com TPM, mas o amor, os sorrisos, os abraços e beijos, sempre farão TUDO VALER A PENA!

Já fiz um post com 10 motivos para dar um irmão(ou mais) para seu filho, mas hoje quis falar sobre algumas dificuldades…

E por aí, qual a maior dificuldade que vocês tem, gurias?

Beijos

Angi

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