7.abr.2015

Mais amor, por favor!

Logo que o Antônio nasceu eu percebi, ou assim me pareceu, que as mães sorriam umas para as outras, sem motivo aparente, simplesmente por saberem o quão maravilhoso e cansativo é ser mãe, como quem diz: “tamo junto”!

Hoje em dia, muitas vezes , não identifico esse sorriso de empatia. E porque?

Quando conto, em alguns grupos, sobre o parto do Caetano,em geral aparece alguma mãe que me chama de “a louca do parto normal”, como se eu tivesse feito algo horrível com meu filho por ter escolhido o parto normal, e não cesariana. Quando falo que fiquei em torno de 16 horas em trabalho de parto, falam absurdos: que ele poderia ter morrido, ou ficado com seqüelas… Às vezes são até agressivas e me constrangem. Não peço que pensem como eu e muitas outras mães, podemos até discutir pontos de vistas diferentes, mas é tão difícil aceitar, entender e respeitar a escolha dos outros?

Cada mãe faz suas escolhas conforme acredita ser o melhor para ela, o filho e a família! Nenhuma mãe escolhe algo que acredita ser o pior para sua família. Muitas vezes as nossas escolhas são feitas antes do filho nascer; foi assim comigo. Minha mãe sempre trabalhou demais ( ao meu ver) e eu pensava que quando fosse mãe, não gostaria de trabalhar tanto; gostaria de poder ficar mais com meus filhos. Assim, quando o Antônio nasceu, colocamos na balança e resolvemos tentar. Nossa vida mudou completamente; eu abri mão de muita coisa como da independência financeira ou de pedir pizza no final de semana. A grana ficou super curta, mas estávamos muito felizes com nossa escolha, mesmo ouvindo de muuuuuitas pessoas que eu iria me arrepender um dia, que tinha que viver mais para mim, blá, blá, blá…

Já observaram como as mães comparam seus filhos com os de outras? Como está o desenvolvimento, quando caminhou, quando falou? Isso é normal, apesar de cada criança ter seu tempo, as mães comparam mesmo que sem querer. As mães também se comparam: a que fez parto normal em casa, ou no hospital, a mãe que fez cesárea, a mãe que amamentou, a mãe que deu leite artificial, a mãe que colocou no berço no primeiro dia de vida, a mãe que faz cama compartilhada, a mãe que faz a papinha, a mãe que compra comida pronta, a mãe que larga tudo e resolve ficar em casa com os filhos, a que volta a trabalhar quando o bebê é super novinho, a que coloca na escolinha, a mãe que tem babá, ou uma avó que ajuda. São escolhas que temos que fazer todos os dias, e mais do que fazer nossas escolhas, temos que respeitar as escolhas alheias. Não podemos querer que as outras mães façam as mesmas escolhas que nós fizemos!

O que é bom prá mim, pode não ser bom para todas. Cada família tem seus valores, princípios e a maneira de educar. Por mais que tenhamos certeza de que as nossas escolhas são as mais corretas para nós, não podemos querer que as outras pessoas façam o mesmo. Nem podemos julgar quem não as faz. Não saberemos o que uma pessoa passou, até passarmos pela mesma situação que ela passou. Cada pessoa tem uma história e fará sua escolha conforme a sua história. Claro que sou a favor de nos informarmos para tomarmos as melhores decisões para os nossos filhos, por isso muitas vezes toco na mesma tecla. Algumas pessoas estão abertas para a mudança, querem aprender, podem mudar de opinião, mas em primeiro lugar querem ser respeitadas. Para mim é simples: eu não faço para os outros o que não gostaria que fizessem para mim, e é a partir desse principio que levo minha vida!

Hoje em dia, é comum vermos discussões e brigas em grupos de mães porque elas pensam de maneiras diferentes. As pessoas têm uma dificuldade enorme em aceitar o que os outros pensam, quando é diferente do que elas pensam. Sempre haverá alguém que fará diferente do que você; são escolhas de cada família, e temos que respeitá-las! Mais amor, por favor!

Beijos

Angi

Comente pelo Facebook

Leia mais!