17.nov.2016

Minha muda florida… sobre vínculo entre pais e filhos

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Foto: Luciana Hoffmann Fotografia

Quando nasce uma criança, nasce também um pai, uma mãe, avós, tios, primos… A vinda de um filho é muito festejada por algumas famílias. Para outras a notícia pode ser amedrontadora, pois trazem questões as quais ninguém havia se perguntado antes: como educar, como transmitir os valores de maneira clara e, principalmente, como assegurar que esses ensinamentos acompanharão os filhos pela vida toda.

A comparação desse momento com a metáfora do crescimento de uma árvore faz bastante sentido: Imagine que você vai plantar uma árvore. Prepara a terra e insere a muda, ainda pequena. Como você espera que ela cresça muito e fique bem bonita, você precisa cuidar desses primeiros dias, meses e anos. Você coloca também uma guia de crescimento – um cabo de vassoura amarrado ao tronco ou até mesmo uma moldura. Esses cuidados têm duas funções: protege-la – pois ainda é muito frágil e pequena – e direcionar seu crescimento.

É assim a educação dos filhos. Os pais são guias que orientam as atitudes e são fundamentais no processo de crescimento. No entanto, só ser “o guia” não faz com que a árvore cresça e se fortaleça. O que faz isso é o AMOR e o CUIDADO, no dia a dia. A pequena muda de planta precisa de adubo, água e ser podada! E não é isso que as crianças precisam também?

Quando há cuidado, preocupação e amor há também o desejo de fortalecimento do vínculo com a criança. Mas o vínculo só é possível através de duas atitudes dos pais:

1) Ser PRESENÇA na vida de seu filho. Nos momentos que estiver com ele, esteja de “corpo e alma”. Escute-o com atenção, deixe-o conduzir as brincadeiras, ria, dance, chore, elogie o comportamento dele e diga o quanto você se sente orgulhoso por ele ser seu filho. Seja presença nos momentos alegres e tristes.

2) Encontre AFINIDADE com seu filho. Não se deixe enganar pelos “clichês” – o menino se dá bem com a mãe e a menina se dá bem com o pai. Esqueça isso! Todos, dentro de uma família, PODEM e DEVEM se dar bem!!! Descubra qual a sua afinidade com cada filho (seja uma brincadeira, um jogo de tabuleiro, um esporte, um hobby, enfim, algo que vocês dois gostam de fazer). Desenvolva-a, aprimore, valorize e pratique. Todos somos diferentes, mas com afinidades uns com os outros. Só basta descobrir! Se você não sabe o que você e seu filho têm em comum, está na hora de dedicar um tempo exclusivo para encontrar.

Ter clareza da afinidade motiva-os a investir na relação, faz querer estar mais próximo um do outro, faz querer o bem. O vínculo com os filhos é fator essencial para uma boa educação e primordial para o bem estar emocional dos envolvidos.

As crianças que são privadas do contato pai/mãe, elas só necessitam de um adulto de referência, que exerça esse papel – avós, tios, padrinhos.

E assim, quando eles crescerem, será possível observar a quão florida e robusta se tornou a muda que você plantou!!

Ana Paranzini

Psicóloga CRP 08/09142

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