13.jan.2017

Mudança de vida em 2017? Se inspire nessa história!

Oi gurias, que tal começar o dia com uma história motivadora? Que tal mudar de vida em 2017? Às vezes, precisamos de uma inspiração para acreditarmos que também podemos, mas a verdade é que todo mundo têm dentro de si mesma a força para conquistar seus sonhos! Conheci a história da Rafa Arlotta no Instagram e a convidei para escrever um relato do seu processo de emagrecimento para quem sabe inspirar vocês! Ah, nesse processo a única intervenção que a Rafa fez foi mamoplastia(redução de mama), ela conquistou esse corpão com muita força de vontade e mudanças de hábitos, que fizeram e fazem toda a diferença para ela se tornar um baita exemplo para a filha! Obrigada Rafa, por compartilhar sua história aqui no blog!

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Vou contar um pouco da minha história. Sempre fui gordinha. Com alguns altos e baixos, mas a maior parte da minha vida fui gordinha. Quando solteira eu era a preguiça em pessoa e meu melhor lugar era o sofá, onde eu via o mundo passar pelos programas que assistia, um atrás do outro. Podia passar o dia todo deitada.

Sempre quis ser mãe e tinha que ser logo, mas quando me casei, eu estava bem acima do peso. O começo do casamento foi brabo, porque eu não sabia cozinhar e meu marido chegava tarde e saía cedo (ou seja, mil desculpas). Conclusão, não perdi nada e ganhei mais peso. Resolvi colocar um balão intragástrico temporário (que pode ficar até 6 meses dentro de você) e perdi 12kgs. Comecei a correr, mas corria para comer. A cabeça continuava de gordinha. E foi só eu torcer o pé e não poder mais me exercitar que pronto, engordei tudo de novo.

O trabalho era sempre uma desculpa para não ter tempo de me exercitar. Eu e meu marido tínhamos uma visão que sair para relaxar era sair para comer! Bom, depois de muito ganha e pouco perde peso, finalmente engravidei, mas acima do peso (demorei mais de 02 anos para engravidar).

Meu processo de emagrecimento começou no pós-parto. Apesar de minha gravidez ter sido ótima, eu me perdi. Foi um estado de libertação, porque para mim me exercitar e comer “saudável” era exclusivamente para emagrecer. Então, o ato de engravidar, de não ter mais que “construir um corpo magro”, foi um ato libertário para mim. Na gravidez eu me permiti comer o que eu queria e o quanto queria. Ou seja, eu engordei demais!

Quanto aos exercícios, no começo eu enjoei muito e o enjoo só passava comendo (que sorte a minha #sqn). Então eu saí da academia. Quando passaram os enjoos eu não quis mais voltar para academia. Tomei um puxão de orelha da minha obstetra e acabei voltando, com uns 5 meses (acho). Fui fazer hidroginástica. Mas a barriga logo cresceu (e como cresceu) e saí. Tentei musculação de grávida, mas não deu. Porque minha cabeça nunca associava a prática de exercício para saúde e bem-estar. O exercício era associado à dietas restritivas para emagrecer. Minha cabeça estava condicionada desta maneira. E não era isso que eu estava vivenciando naquele momento. Resultado: durante a gravidez eu engordei 17kgs, chegando assim aos 87kgs. Quando a Mel nasceu, eu perdi apenas o peso dela (3kgs) e depois quase não perdi mais nada.

Por escolha minha, pois trabalho por conta própria, eu só tive 45 dias de licença maternidade. Como no começo éramos só eu e a minha filha (eu não tinha babá e o marido só chegava a noite), eu não tinha tempo e nem ânimo para fazer algo. Mas a insatisfação com o meu corpo e com meus hábitos começou a me perturbar muito.

Quando ela estava com 03 meses, eu assistia ao “Fantástico” e ao quadro “Medida Certa”, e resolvi tentar o desafio de me reprogramar nos próximos 03 meses. Neste momento eu consegui babá 2x na semana, por ½ período. Era o tempo que eu tinha para trabalhar, para me cuidar e para fazer outras coisas. Mas, pelo desafio, comecei a cuidar melhor da minha alimentação e me dedicava, nem que por 10 minutos à alguma atividade. Às vezes ia correr – já corria antes da gravidez – ou caminhar, ou em casa mesmo, pulava corda, fazia uns exercícios, etc. Enfim, me virei, por causa do desafio).

Para compensar a falta de tempo e frequência nos exercícios, comecei a me organizar com a alimentação. Nada radical, mas cortando os doces (que eram diários, até então) e besteiras. Fui à luta com as armas que tinha e com o pouco tempo que tinha. Fui aos poucos, sem pressa. Minha conclusão foi de que quando sou desafiada eu não desisto. Quando me comprometo comigo eu vou muito mais longe. Eu me cobro.

Outra coisa que aprendi é que temos que colocar metas possíveis. Eu não poderia colocar como meta naquele momento, onde eu estava com mais de 80kgs, que eu chegasse, em 03 meses, no corpo e no peso que estou hoje. Pois se eu sonhasse com um corpo magro naquele momento, eu não iria ver beleza em 1kg perdido sequer. Para não desistir, coloquei metas viáveis, respeitando meu estilo de vida daquele momento e dentro das minhas possibilidades. Minha primeira meta foi perder pelo menos 1kg por mês de desafio. Mas, ao final do desafio de 03 meses, eu perdi 4kgs! Ou seja, bati minha meta. Isso me deu ânimo para continuar! No último mês do desafio, consegui babá por mais 02 dias. Me inscrevi numa academia!
Quando acabou o desafio me dei minha 2ª meta: chegar no peso de antes da gravidez. Sem limite de tempo, era só eu contra a balança. Com mais 04 meses cheguei ao peso de antes da gravidez, 70kgs.

Enfim, tomei como desafio de vida estar bem comigo mesma, pois me incomodava muito não ter disposição, não gostar de tirar uma foto (e por isso tenho pouquíssimas fotos minhas no pós-parto) e nem de me olhar no espelho. Eu me olhava e não me reconhecia, não me via como uma mulher atraente e bonita. Nem para mim nem para meu marido. Sem falar nos hábitos nada saudáveis que eu tinha. O que eu iria mostrar para minha filha? Qual seria a relação dela com a comida e com os exercícios? E a auto estima? Não queria ser amargurada, sem saúde, sem disposição. Não queria que ela crescesse me vendo ingerir coisas que só fazem mal e que ela achasse que comer “bem” e se exercitar eram coisas chatas, e sim hábitos que nos dão prazer.

Assim, a mudança passou a ser um compromisso não só comigo, mas com ela também. A mudança começou a ficar mais clara, mais concreta. Neste momento, fui num endócrino, para ver se estava tudo bem comigo, com meu metabolismo, meus hormônios, etc. E estava. Comecei a fazer um diário alimentar e descobri que me sabotava bastante (e por isso havia dado uma“estacionada”). Concomitante a este diário alimentar, comecei a fazer meu diário virtual. Abri meu instagram (que até então era só para familiares e amigos), para assim conhecer outras histórias, compartilhar minha luta e ver a luta dos outros. Para me inspirar e inspirar os outros. Para motivar e ser motivada. Procurei uma nutricionista.

Durante todo este processo, fui me conhecendo melhor, lendo muito, pesquisando coisas boas para saúde, que iriam fazer bem a mim e tudo que pudesse tornar minha vida melhor. Fui compartilhando com meus seguidores tudo que podia. Comecei a curtir o processo e a entender o mal e o bem dos alimentos (o que acabou tornando mais fácil o ato de dizer “não” a certos alimentos, pois entendi o que eles causavam em mim. E mesmo quando eu dizia “sim” a eles, dizia consciente e moderadamente). Foi uma verdadeira reeducação alimentar. Entendi que a mudança deve ser interna! Se você não muda seus hábitos e sua cabeça, o corpo não acompanha!

Hoje, depois de 3 anos e 29kg eliminados, sinto que cheguei no meu objetivo. Não que eu tenha chegado num corpo perfeito. Não! Muito mais que isso… Como eu disse antes, uma das grandes motivações dessa minha jornada era ser uma pessoa melhor e mais saudável para minha filha Mel. Não queria que ela tivesse um exemplo de mãe que não se cuidava, preguiçosa, que se alimentava mal, com péssimos hábitos. E hoje tive a real percepção de que consegui, pois quando minha filha vê fotos minhas antigas, ou de quando ela era bebezinha, ela não me reconhece. Ela só lembra dessa nova Rafaela. E quando ela brinca com as bonecas, ela usa os meus exemplos, os meus bons hábitos, para “educar” e brincar com as filhinhas dela.

Tenho muito orgulho da pessoa que me tornei! Mas tenho mais orgulho ainda da pessoa que a minha filha está se tornando.

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Beijos Rafaela Arlotta (@rafaarlotta)

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