7.abr.2011

Na minha época era diferente, mas já existia!

Assunto super polêmico, que está dando o que falar hoje em dia!
Na minha família, sempre que nos reunimos para um churrasquinho, ou até mesmo um chimarrão no final de tarde, conversamos sobre o tal de “bulling” infantil. Tenho muitos primos em idade escolar, e meus tios me contam de apelidos que os colegas colocam nas crianças! O que na nossa época já não era legal, está mil vezes pior.
Lembro de que quando era criança, apelidos entre colegas era bem comum, era mais inocente, mas era igualmente ruim. Quem aqui não lembra de apelidos que os colegas davam, ou até mesmo, que nós colocávamos nos colegas, do tipo, “quatro olhos” para quem usava óculos, girafa para quem era alto, baleia para quem era gordo…e por aí vai.
Hoje em dia varia de xingamentos, apelidos, atitudes agressivas,e espancamentos!
Ontem estava com o Antônio aqui dentro do condomínio, tomando chimarrão no sol, e apareceram 4 crianças, 3 meninas e 1 menino, conversando, e começaram a se xingar, as meninas xingarem o menino, chamaram ele de boiola!!MEUDEUS!!As crianças de 10 anos no máximo, falando boiola? O que é isso? Daí o guri ficou de canto, todo acuado, e as meninas ficaram rindo na frente! Na hora eu nem tive reação, agora penso que poderia fazer alguma coisa, falar, questionar o comportamento das meninas! Mas foi tudo tão rápido, e quando vi eles estavam longe, e eu chocada, ali pensando feito uma bocó!
Eu li uma matéria no guia infantil, que tem alguns dados sobre bulling, e apontou que 70% dos 12 mil estudantes pesquisados em 6 estados brasileiros afirmaram serem vítimas de violência escolar!E outros 84% desse total apontaram suas escolas como violentas!
E o que acontece é que as escolas não dão apoio as famílias que sofrem esse tipo de violência. A escola tira o corpo fora! E os pais muitas vezes, trocam os filhos de escola, e não resolvem o problema, e seus filhos ficam com traumas para o resto da vida. 
O estudo aponta que as vítimas dessa prática perdem o interessem pela escola e passam a faltar às aulas para evitar novas agressões. “Essas vítimas apresentam cinco vezes mais probabilidade de sofrer depressão e, nos casos mais graves, estão sob um risco maior de abuso de drogas e suicídio”, diz o relatório.
Essa pesquisa é de 2008, e em 2009 foi feita uma campanha contra o bulling! Estamos em 2011, e essa campanha não deu em nada. As crianças sofrem todos os dias nas escolas, e com medo elas não falam com os pais, e os pais muito ocupados nem percebem. 
As crianças dão sinais de que não estão bem, se elas arranjam desculpas para não ir a escola, se elas ficam sozinhas na hora do recreio, se eles não tem muitos amigos. E sintomas físicos, dor de cabeça, enjôos, dor de estomago, tontura, perda de apetite e insônia. Os pais e profissionais da escola devem estar atentos a todos os sinais. A professora, tia que cuida do recreio, o porteiro, a moça da limpeza, devem estar atentos e deveria ser levado a direção que deveria tomar alguma atitude, mas muitas vezes, acho que até a escola tem medo dos alunos, daí fica difícil. 
“As conseqüências para as “vítimas” desse fenômeno são graves e abrangentes, promovendo no âmbito escolar o desinteresse pela escola, o déficit de concentração e aprendizagem, a queda do rendimento, o absentismo e a evasão escolar. No âmbito da saúde física e emocional, a baixa na resistência imunológica e na auto-estima, o stress, os sintomas psicossomáticos, transtornos psicológicos, a depressão e o suicídio.
Para os “agressores”, ocorre o distanciamento e a falta de adaptação aos objetivos escolares, a supervalorização da violência como forma de obtenção de poder, o desenvolvimento de habilidades para futuras condutas delituosas, além da projeção de condutas violentas na vida adulta. Para os “espectadores”, que é a maioria dos alunos, estes podem sentir insegurança, ansiedade, medo e estresse, comprometendo o seu processo socioeducacional.”(Referência do livro Fenômeno Bullyng- Cleo Fante)
Fica o alerta aos pais, parentes, e educadores! 


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