27.maio.2011

Não leia esse texto!!!

Ah, você resolveu ler! Viu só, sabia que estaria lendo. Por que quando alguém fala NÃO, a gente não aceita muito bem? Por que quando falamos não para os pequenos, aí é que eles continuam fazendo, e resolvem explorar ainda mais? As vezes, penso que NÃO deveria se chamar SIM, e SIM deveria ser NÃO!rs
Esse dias recebi um texto maravilhoso da minha irmã que falava sobre isso, “a difícil arte de dizer não aos filhos”. O Antônio não pede nada ainda, lógico. Mas ele explora o ambiente do jeito que pode, quer pegar tudo, colocar o dedinho em tudo, hoje mesmo quis colocar a mão no aquecedor. E me olhou, como que esperando aprovação. E eu, com toda calma, falei não filho, aí faz dodói. Ele não sabe muito bem o que é dodói, mas eu tirei a mãozinha, e falei não, filho. Aí, ele adorou, achou que era a brincadeira de colocar, e eu tirar. Vê se eu posso? Sou super a favor de dizer NÃO, com uma justificativa sempre, para que o nosso filho entenda o real motivo daquele NÃO. Conheço pais super permissivos que nuuuuunca dizem não, e fico pensando o que vai ser dessas crianças? Conheço mães que distraem os filhos, não querendo usar a palavra NÃO. Acho que seja do jeito que for, temos que impor certos limites para os nossos filhos! Como é aí na sua casa? Como seus filhos reagem com um NÃO? Realmente, dizer não aos filhos é difícil, mas com muito carinho,jeitinho,beijinhos a gente chega lá!Ah, e “NÃO” comente o que acontece com você…rs

 Você costuma dizer “não” aos seus filhos? 

 
Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?
 
Uma conhecida educadora do nosso País alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los. 
 
Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfaze-los? 
 
Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas? 
 
Se lhe dá tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que faze-lo pensar nos outros? 
 
E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos “bonzinhos”… 
 
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser “bonzinho” com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos. 
 
Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer “não”, porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter. 
 
Estamos, indiretamente, valorizando o ser. 
 
Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo. 
 
Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita “flexibilidade” ética, para não dizer desonesto. 
 
Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer “não” se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal? 
 
Não se defende a idéia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde. 
 
Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de “mão beijada” 
 
Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso. 
 
Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável. 
 
Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer. 
 
Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa. 
 
Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não. 
 
Autor:
(Do livro “Repositório de Sabedoria” vol I, Educação)


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