4.maio.2016

O cuidado que precisamos ter com o filho mais velho!

Oi bonitas, esses dias estava falando sobre as dificuldades que tenho enfrentado com o Antônio, que está respondão, que questiona tudo e todos, não quer respeitar regras, nem a hora de dormir, comer… Eu sei que temos que ter paciência, sei também que passa… talvez seja a gravidez, ou talvez tenha chegado NO MEU LIMITE, mas tem dias que me sinto EXAUSTA, ACABADA, sem paciência e sem vontade de ter também!

Eu AMO ser mãe, eu amo ser dona de casa, mas ser as duas coisas juntas é muito difícil! Uma coisa é cuidar da casa, cozinhar, enquanto não precisa dar atenção aos filhos, enquanto estão na escola, chega até a ser uma terapia, aumentar o som e cozinhar como a Bela Gil. Mas cozinhar com um filho grudado nas tuas pernas, outro te chamando para quase tudo, porque quer a tua atenção, não é fácil, nem prazeroso, e aí o que era para ser bom, acaba sendo péssimo! 

Confesso que tem dias que choro e até me arrependo de ter feito a escolha de ficar em casa com eles, até porque além de ficar com eles, cuido da casa e trabalho com o Blog, que me dá muito prazer e faz eu me sentir útil. Vejo algumas amigas que passam o dia trabalhando, pegam o filho na escola no final do dia, os dois estão com saudades, e é só amor. Aí me sinto a pior mãe do mundo, pois tem dias que só quero que eles durmam para poder ter um tempinho para ir ao banheiro em paz… Como passo o dia com eles, mal sei o que é essa saudade, só quando raramente saio com amigas, e essa saudade de ambas as partes é uma delícia, né? 

Claro que na maior parte do tempo eu curto muuuuuito estar com eles em casa, poder acompanhar de perto o crescimento deles e ensinar tantas coisas fundamentais para nossa família, como princípios e valores. Por isso continuo com eles em casa, porque coloquei na balança e para nós tem mais pontos positivos do que negativos. Mas quando chego NO LIMITE, dá vontade de fugir para as montanhas, sem levar o celular! 

Tá, vamos voltar a falar do “meu problema” com o Antônio… Ele sempre quis um irmão, ele ama o irmão (na maior parte do tempo, né?) , mas mesmo assim não quer dizer que ele estava preparado para “perder” a atenção e a exclusividade comigo e com o pai. 

Desde que o Caetano nasceu, o Antônio teve que aprender a viver com menos atenção, porque por mais que nosso amor de mãe se multiplique, por mais que façamos mais coisas ao mesmo tempo, é impossível dar atenção igual para os dois ao mesmo tempo, e tem momentos que os dois querem atenção ao mesmo tempo, até porque eles competem o amor de mãe e de pai. Claro que ele tem um irmão, tem mais amor, mas tem mais brigas, tem que dividir quase tudo, enfim, como tudo na vida, tem o lado bom, que compensa tudo, e o lado não tão bom!

Agora com a gravidez as coisas estão mais difíceis, a medida que a barriga aumenta, aumenta o ciúmes, aumenta o meu cansaço e diminui minha paciência! rs

Tem dias que o Antônio está impossível, mas refleti que eu é que estou impossível, eu estou falhando, e como é difícil admitir isso, né? Eu passo a manhã com ele e com o Caetano, depois a tarde ele vai para a escola e fico com Caetano o dia todo, até marido chegar, porém o Caetano está um grude e muitas vezes só quer a mamãe, eu que tenho que dar banho, eu que tenho que contar história, eu que tenho que servir a comida, eu que tenho que fazer dormir… e por mais que marido queira cuidar dele, ele só quer eu, e aí não tenho tempo para o Antônio… E adivinha qual a maneira dele se manifestar que quer mais tempo comigo? Brigando e implicando comigo, lógico!

Então esses dias, enquanto o Caetano dormia, depois de uma noite de sono, de refletir, conversamos e combinamos que iremos fazer um programa semanal, só eu e ele, e ele ficou MUITO FELIZ! Uma coisa simples, que fez ele sorrir e perceber que o amo muito, como sempre amei, ou até mais! Falei que enquanto ele era bebê, eu ficava só com ele, e agora preciso fazer um pouco pelo Caetano, até ele ficar “médio” e que farei pelo Santiago…

Nem todas as crianças são iguais, nem todas sentem falta de ter um momento só com a mãe. Mas o que eu senti aqui é que para o Antônio é muito importante ter um tempo exclusivo com ele, sem mais ninguém! Nem sei até quando ele vai querer fazer algo só comigo, mas sei que quando for velhinha vou querer tomar café só com ele também… espero que não esqueça!rs

É gurias, por mais que na teoria a gente saiba tudo que devemos fazer com os filhos, na prática nem sempre conseguimos, né? Mas nunca é tarde para mudarmos, sem culpas, pois tenho certeza que toda mãe faz o máximo por seus filhos! 

Beijos

Angi

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