17.nov.2020

Para quem fotografamos os nossos filhos?

Olá gurias!

Tudo bem? Ontem fomos passear por Guimarães, cidade maravilhosa, aqui pertinho de Braga, e em breve postarei nosso passeio aqui no Blog.

O post de hoje me emocionou, chorei! É de uma amiga blogueira querida, e agora colunista do Blog, a Ana China, que conheci nessa vida blogueira, poir ela tinha um blog de maternidade também. Mas agora é fotógrafa e estará aqui no blog trazendo suas reflexões sobre fotografia. Espero que gostem tanto quanto eu… Sigam a Ana no insta –> @anachina_photo

Acredito que a maioria de nós têm fotos com escritos atrás, marcando para sempre nossa história. Será que nossos filhos terão essas lembranças, não apenas no digital? Espero que a reflexão da Ana China ajude muitas de nós. não apenas a registrarmos a história de nossos filhos através da fotografia, mas também imprimindo e deixando essas lembranças no papel!

É impossível não associar minha vida com a fotografia. Ela esteve e está sempre presente em tudo que vivo! Eu tenho recordações lindas de uma infância feliz e vivi essa fase de uma maneira muito gostosa .

Sempre lembro de minha mãe fotografando tudo, desde as festinhas ou apresentações na escola, aniversários e até coisas bobas que fazíamos em casa, em uma época que nem se sonhava com os lindos ensaios de “acompanhamento mensal” do bebê.  

Me apaixonei então de uma forma natural pela fotografia. Eu lembro que eu mesma aprendi a tirar o rolo de filme e trocar com todo cuidado num local escuro para o filme não queimar. Era uma diversão!!  

Eu cresci, e ao longo da vida tive diversas profissões em diferentes áreas, passando pelo serviço social, vendas, aviação e até que por fim resolvi atender meu chamado da alma e do coração e então virei fotógrafa de fato, como profissão.  

Meus tesouros são as pilhas de álbuns de fotografia feitos com muito carinho por minha mãe, onde ela colava as fotos e escrevia cada detalhe daquele momento: a minha primeira bicicleta, o passeio no circo, eu com meu ursinho de pelúcia favorito, com as amiguinhas da escola… e qual minha surpresa anos depois já adulta quando fui rever os álbuns e achei lá uma foto minha que eu nem lembrava que tinha sido tirada: eu pilotando minha primeira moto, e abaixo a letra de minha mãe escrita com capricho e orgulho: “dirigindo seu primeiro veículo”.  

Me emocionou, pois percebi que mesmo eu já adulta e não morando mais com meus pais, ela continuava fazendo os álbuns e “contando” a minha história. Cada pedacinho do que tem ali registrado por ela, é parte do que sou, do que vivi. Ela teve o carinho de registrar tudo e transformar tudo isso em um compilado dos “melhores momentos” de minha vida.

E essa não era a profissão dela, e tampouco era pra postar em redes sociais, pois isso sequer existia…tudo isso era única e exclusivamente para um dia eu ter lembranças do meu passado. Ela fez pensando unicamente no meu futuro, talvez baseada pelas suas próprias lembranças ou guiada pela sabedoria, mas de alguma forma ela sabia que aqueles registros seriam hoje um tesouro precioso, uma forma onde eu posso viajar no tempo, visitar de volta a casa de minha avó, matar a saudade do cachorrinho da família que já se foi, do meu tio querido, do pé de caju no jardim que eu adorava subir…

Coisas que o tempo não apaga, mas a fotografia ajuda a reviver!  

A fotografia é isso!

É muito mais que uma imagem bonita, bem composta ou “da moda”… é emoção, sentimento! E ajuda a escrever a nossa história.

A fotografia conta sobre quem fomos e somos, e além de abrir uma porta mágica para o passado, ela nos “apresenta” aos nossos futuros parentes, pois através das fotografias as nossas próximas gerações poderão nos conhecer. 

Dia desses li algo que NUNCA MAIS VOU ESQUECER e que dizia mais ou menos isso: “atualmente somos a geração mais fotografada do planeta, mas que talvez não tenha registros de seu passado.” O autor se referia ao qual efêmeros estamos sendo com as memórias, sobretudo de nossos filhos. 

O telefone sem dúvida facilitou muito nossa vida, e é uma maravilha poder contar com a praticidade de se ter uma câmera ali ao nosso alcance. E eu AMO ISSO! Mas essa mesma praticidade nos deixa acomodados! Postamos tudo nas redes sociais: a festinha do filho, a visita ao zoológico, o primeiro passeio…e sem nos darmos conta que os principais interessados nessas memórias, talvez nunca as vejam no futuro, se não as tirarmos do telefone, se não imprimirmos essas fotos, ou se sequer tivermos os cuidado de fazer um backup seguro desses arquivos. 

A grande verdade é que não podemos prever qual será o futuro das mídias digitais, e se as fotos salvas nas redes sociais ou nuvens ficarão acessíveis pra sempre. Por enquanto a forma mais segura de se ter memórias que atravessam séculos continua sendo a velha e boa “revelação”, ou melhor: impressão das fotos.  E se de verdade mesmo, a gente fotografar os nossos filhos PARA os nossos filhos, nós devemos ter mais cuidado com essas memórias. Por eles, e por nossas futuras gerações. 

Beijos

Ana China

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