25.fev.2015

Sobre escolhas e a eterna busca em ser a mãe perfeita – Para ler com um cházinho e refletir!

escolhas_mãe

Volto a um assunto antigo,mas sempre atual, não só porque a cada dia dezenas de novas mães passam a ler o blog, mas também porque , felizmente, nossa vida é muito dinâmica e temos sempre a oportunidade de mudar o que não está nos deixando felizes , buscando nossa realização.

Durante os 9 meses de gravidez, fazemos cursos, lemos livros e revistas, acessamos blogs, conversamos com parentes e amigas, enfim, nos preparamos para a tão esperada chegada do bebê! Quando ele nasce, queremos vivenciar na prática, tudo o que gostaríamos de ser como mães. Mas nem tudo acontece como imaginávamos. Já não gostamos mais do que gostávamos antes. Nossa atenção está totalmente voltada para a criança; temos novas prioridades.

Uma das decisões mais difíceis é com relação ao retorno ao trabalho, para as mães que têm um projeto profissional.

Já não sabemos se amamos a nossa profissão a ponto de colocarmos o filho na escolinha para trabalharmos. Entre mamadas, trocas de fraldas, banhos e fazer arrotar, começamos a refletir sobre o tipo de mãe que queremos ser.

No fundo, todas somos iguais, queremos o melhor para nossos filhos. Mas como saber o que é melhor para eles? Certamente é o melhor de nós, que podemos oferecer para eles. As decisões e escolhas pertencem a cada família. Elas incluem não só o desejo da mãe, mas todo o contexto de vida familiar.

Não tenho receitas ou fórmulas mágicas. Procuro auxiliar quem está querendo refletir sobre o assunto, com a minha experiência . Muitas seguidoras do blog também partilham as suas e assim enriquecem nosso conteúdo.

Minha mãe ficou em casa muito pouco tempo, e depois voltou a trabalhar. Ela sempre lamentou isso e eu me lembro que quando criança, sofria porque quando chegava da escola, minha mãe não estava em casa, mesmo tendo pessoas maravilhosas que cuidavam de nós. Decidi que quando fosse mãe ficaria em casa por muito tempo! Nos primeiros meses a situação financeira mudou completamente . Tínhamos vindo de Santa Catarina, para o Antônio nascer perto da família em Porto Alegre. Moramos na casa dos meus pais por 7 meses, depois fomos para um apartamento alugado. Não gastávamos nada além do essencial – não podíamos pedir uma pizza – que adorávamos, mas era a nossa escolha e estávamos felizes.

Com o tempo precisei trabalhar para ter uma renda mínima, mas ainda assim, não queria voltar ao mercado de trabalho convencional. Comecei a trabalhar em casa, vender sapatilhas e fazer cupcakes. Tive que aprender a fazer cupcakes, pois nem sabia .

Na época, para mim, voltar a trabalhar e colocar o Antônio na escolinha com 7 meses era uma loucura. Não julgo quem faz isso; cada uma de nós tem suas necessidades, seus sonhos e sua história…

Hoje em dia também trabalho em casa, com o Blog, e mesmo, algumas vezes, sendo bem difícil trabalhar com os filhos em casa, sou muito feliz, pois consigo estar com eles como sempre idealizei. E nem sempre é maravilhoso também! Há dias em que penso que seria mais fácil trabalhar fora, pois acabo me desgastando demais; mas o sufoco passa e eu continuo dentro da minha opção.

Hoje em dia vejo muitas mães desabafando e sofrendo com algumas coisas que hoje eu tiro de letra. As que sofrem mais, em geral , não estão completamente seguras de suas escolhas. Sofrem na adaptação, pois queriam ficar em casa mais um tempo com o filho. E aí o filho sente esse “sofrimento” e “sofre” na escolinha, pois ele também gostaria de ficar mais com a mãe… Mas como não “sofrer”, né?

Por isso temos que estar tranquilas e seguras com nossas escolhas, pois assim a vida fica mais leve e tudo flui mais…

Reavaliem suas necessidades, vontades e sonhos! Será que não é a hora de apostar naquele sonho antigo? Podemos nos reinventar todos os dias, e depois dos filhos, temos os melhores motivos e inspirações!

Beijos

Angi

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