16.nov.2013

Parto Brasil Afora! {Relato da leitora Alice Aydos}

Gurias, a partir de hoje, aos sábados, teremos post super especiais: Relatos de Parto de mães leitoras do Blog, pelo Brasil afora! Já estou pensando no meu parto, e me inspirando em histórias lindas de parto. Hoje quem conta como foi seu parto é a Alice Aydos, uma amiga querida. E todas as semanas teremos mães convidadas, se você quiser postar seu parto, mande email para [email protected] e eu explico como funciona! =)

” Dia 02/11/2013, sábado, eu estava almoçando na casa dos meus sogros, durante o almoço senti uma cólica forte, não sabia bem do que se tratava, eu já estava esperando o Carlos Eduardo para qualquer momento, afinal já estava com 40 semanas e 2 dias, mas sempre tive dúvida de como eu saberia que estava em trabalho de parto! Essa cólica não passou, comecei a sentir uma dor mais forte, que passou e logo em seguida voltou, imaginei que seriam as contrações. Decidimos voltar para casa, ligar para Doula e começar a preparação para o parto! No carro as dores passaram também para as costas, nesse momento tive certeza que eram contrações e que o Cadu nasceria naquele dia!

Chegando em casa meu marido já ligou o chuveiro, colocou o som no banheiro e as músicas que havíamos separado para esse momento, uma seleção de Reggae e Beatlles. Então telefonou novamente para o Doula.  Coloquei algumas toalhas no chão e fiquei de 4 com as costas em baixo da água, começamos a controlar as contrações, desde o inicio as contrações eram de 3 em 3 minutos com duração de +/- 50segundos, e bem doloridas. A água quente ajudou a relaxar e aliviou muito as dores.Fiquei durante 1hora no chuveiro, e meu marido ficou junto comigo no banheiro cantando e me dando apoio! No chuveiro fiquei me movimentando e tentando relaxar o quadril, como havia me preparado, mas é difícil, quando vem a contração a primeira reação e contrair o corpo, mas o relaxamento e as respirações aliviam muito a dor. Fiquei em pé durante algumas contrações, soltando o quadril apoiada na janela para soltar o peso do corpo durante as contrações! Saí do chuveiro por uns 20 minutos, fiquei sentada no vaso, e resolvi voltar para o chuveiro para aliviar a dor. Logo em seguida a Doula Zezé chegou, fez algumas massagens nas minhas costas com óleos e em seguida saímos para o hospital.

Nesse meio tempo meu marido falando com a Obstetra Ana Caludia Codesso descobriu que o Hospital Divina Providência onde planejávamos ter o Cadu estava fechado, e fomos para o Hospital Mãe o Deus. O trajeto de carro não foi fácil, as contrações pareciam mais fortes e mais rápidas, a Zezé foi o tempo todo me apoiando e me dizendo palavras de carinho e incentivo, me dizendo para respirar e relaxar, fazendo massagem nas costas e me acalmando.

Chegando ao hospital já fui logo entrando, vieram com uma cadeira de rodas e a pessoa ficou chocada por que eu não quis sentar.. hehehe… chegando na maternidade só eu podia entrar. Minha mãe teve que ser bem incisiva com a enfermeira para deixar a Doula Zezé entrar comigo, não imagino como seria se ela não tivesse ali nessa hora!

Logo já vieram as enfermeiras querendo que eu deitasse para ver meus sinais, deitar era tudo que eu não queria, mas não tinha opção, veio a médica de plantão e fez exame de toque, eu não queria, queria esperar minha médica, mas não pude, e no exame ela constatou que eu estava com 9cm! A médica de plantão achou que teria que fazer meu parto, eu pude sentir o pavor dela, ela devia estar pensando “vou ter que fazer um parto normal, com Doula e essa louca vai querer ficar de cócoras”….nisso ela veio ouvir os batimentos do Cadu, durante a contração, claro que não ouviu nada o guri estava sendo abraçado bem forte dentro do meu útero, e quando a contração parou e os batimentos puderam ser ouvidos ela disse assim “ ele voltou”, na hora eu pensei em xingar ela e dizer que ela não me assustaria com essa história de que os batimentos tinham parado, eu estava preparada, tinha informação, sabia que os batimentos diminuem durante as contrações e em seguida voltam ao normal! Nesse momento a Ana Claudia apareceu na sala de pré-parto, me senti super segura e tinha certeza que tudo seria como eu queria!

Já na maca da sala de parto a Zezé me ajudou a ficar de lado o que melhorou muito! Confesso que nessa hora eu pedi uma anestesia ou qualquer coisa que aliviasse minha dor, mas já não tinha tempo, a dor é forte e nessa hora bate um desespero, achei que não aguentaria e que não teria força para ir até o final, mais uma vez a Zezé e meu marido ali me apoiando e me lembrando de que era esse meu plano e que tudo estava indo super bem, nessa posição a bolsa rompeu. Eu consegui mudar de posição e ficar de joelhos na cama em segurando na cabeceira da cama, quase de quatro, essa posição é mais confortável e a Zezé pode massagear as costas, o tempo todo fiquei segurando a mão do meu marido que estava super calmo e participou o tempo todo. Após algumas contrações nessa posição saí da cama para o banco de parto de Cócoras, meu marido ficou atrás de mim, sentado numa cadeira me segurando, e a Zezé ao meu lado, a médica fez alguns toques para verificar se o bebê estava chegando.

Nessa posição me senti mais confortável e segura já que meu marido estava ali participando e me ajudando nesse momento! Chegou a hora da expulsão, a cada contração eu me concentrava para fazer mais força para que o Cadu viesse ao mundo, a força surge não sei de onde nesse momento, sentia dor, mas a vontade de ver ele me dava mais coragem para empurrar, senti que ele estava quase chegando quando a médica começou a colocar vários panos no chão e se preparar para pegar o Cadu, na próxima contração ela me pediu que fizesse força pelo máximo de tempo que conseguisse para que ele pudesse sair, logo que cabecinha dele saiu a dor toda desaparece e o resto do corpinho sai naturalmente! Em seguida já estava com ele em meus braços! Ele nasceu as 16h e 12 min. Não pude ficar com ele ali e amamentar logo que ele nasceu por que ele estava todo sujo de mecônio e tinha aspirado e engolido, a obstetra disse que a volta de cordão do pescoço dele estava bem apertadinha então achou melhor a pediatra levar ele para verificar, meu marido foi junto e acompanhou cada momento do Cadu até ele voltar para mim! Eu estava muito cansada e nem tinha força para segurar ele direito! Não fiquei chateada com isso, pois sabia que era o melhor para ele e o pai dele estaria lá para conversar com ele durante todo o tempo que ele ficou afastado de mim!

Em seguida eles voltaram e pude pegar ele mais um pouquinho! Depois disso tomei dois pontinhos pois teve uma pequena laceração, já que não foi feita episiotomia. Fui para a recuperação, o Cadu demorou a voltar, mas eu não fiquei ansiosa nem preocupada, estava super tranquila, sabia que ele estava bem por que estava com o pai dele o tempo todo acompanhando ele e dando carinho nesse momento tão especial! Assim que ele voltou com meu marido já coloquei no peito e ele saiu mamando, esse momento é mágico!

Um parto normal é tão raro hoje em dia nos hospitais particulares que todas as enfermeiras que passavam por mim me perguntavam se eu era a moça do parto normal! Confesso que se eu não tivesse assistido o filme o Renascimento do Parto, não teria tanta informação e não teria buscado o parto humanizado com profissionais que respeitam a mulher e o ato de parir, sei que foi o melhor para mim e para meu filhote, 2 horas depois do parto eu já estava comendo um sanduíche e um suco e em seguida pude tomar banho!”

partoalicecadu

Alice e Cadu, já no quarto!

Alice Aydos

Comente pelo Facebook

Leia mais!