29.maio.2014

Partos Brasil e Fora {Roberta Eckert}

Gurias, faz tempo que não posto relatos de parto aqui no Blog, sinto muita falta, acredito que os relatos de parto fazem as mães reviverem um momento tão especial, que é a chegada de um filho! E sempre que leio relatos de parto, reflito sobre como vou parir novamente se tiver outros filhos, reflito como poderei ajudar amigas a parirem, reflito sobre a vida…não tem coisa mais linda que um relato de parto, quer dizer, só o parto mesmo! #viciadaemocitocina #viciadaemparto  Hoje o relato de parto é da Roberta Eckert, na verdade são dois relatos, dos dois filhos dela, Lucca e Teo. A Roberta é brasileira e mora na Espanha, por isso o texto tem algumas expressões que não usamos aqui, mas que todas entenderão! Lindo relato, lindos partos, Roberta, muito obrigada por compartilhar conosco esses momentos especiais! Angi

“Quando me perguntavam como imaginava que seria parir, sempre pensei em um hospital renomado, todo muito estéril, pessoas vestidas com pijamas azuis, alguém que me dormiria.. dormir sim!! Tenho que admitir que odeio sentir dor, por isso essa imagem do parto. Depois de acordada, veria meu bebe, lindo, limpo, gordinho, com um gorrinho desses que colocam sempre quando os bebes estão no berçário, enroladinho em uma manta suave branca. Que lindo não??

Pois quando eu vim estudar na Espanha tudo isso mudou. E por quê? No final do curso que eu vim fazer, fui visitar a minha irma e ali tudo aconteceu. Conheci a pessoa que no futuro seria meu marido e o pai dos meus filhos. Mas o que isso tem a ver com a minha imagem do meu parto? pois explico.

Meu marido é filho do Dr. Pedro Enguix, quem introduziu na Espanha o conceito de parto respeitado, um parto onde a mulher é livre para decidir a posição que esta mais confortável, se quer ou não tomar anestesia, livre para movimentar-se, sem ataduras a uma cama e a um tubo que lhe alimente com soro. E daí vai comentar o que imaginava antes…

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A banheira da maternidade!

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O quarto da maternidade!

Durante os anos antes de ficar grávida fui conhecendo a admirando mais o trabalho que realizavam na clínica que fundou o meu sogro.

Minha primeira gravidez não evoluiu. Na oitava semana se detectou que o feto estava morto e que tinha que realizar uma curetagem. Quando fiquei grávida pela segunda vez percebi que a minha mentalidade tinha mudado radicalmente. Admito que não pensava muito no parto, o que tivesse que ser seria, mas o que mudou em mim foi que eu me sentia capaz de parir. Não preparei plano de parto, não tinha musicas escolhidas e não sabia se queria anestesia ou não, o que queria era ter meu filho em braços.

O Lucca tinha data prevista pro parto para o dia 24 de dezembro de 2010, sim sim, dia de Natal. No dia 23 de manha eu acordei e ao ir ao banheiro senti como se em cada passo que dava um liquido saia de mim. Liguei para o marido para dizer que achava que a bolsa tinha estourado, mas não tinha contrações. Naquele mesmo instante passava do lado dele a comadrona que escolhemos para nos acompanhar no parto e ela me pede que troque de calcinha e controlar a cor do liquido. Na hora que me abaixo para colocar a calcinha, PLOFFFF!! Parecia de filme, aquela cena que todas imaginamos que vai acontecer antes de ter o bebe. Nessa hora fui ao hospital para colocar os monitores cardíacos e ver se estava em processo de dilatação. O Lucca estava super bem e eu tinha apenas 2cm de dilatação, ainda não estava na hora!! Como no dia seguinte tínhamos combinado de jantar na casa da minha irma pra celebrar o Natal, eu ainda tinha que fazer a sobremesa. Fiz uma torta de limão que me saiu uma delicia!! Passei o dia todo sem contrações alguma e dando os últimos retoques na casa para receber o mais novo membro da família. A Comadrona me pediu que voltasse pra fazer monitores no final do dia, e assim fizemos. O Lucca seguia muito bem e eu já estava com 4cm!!! Mas nada de contrações!! Voltamos pra casa e nos deitamos. Era uma noite muito ventosa e cada barulhinho me acordava.

Todas as malas estavam prontas pra sair correndo de casa! Aí pelas 6 da manha a primeira contração, nada de muito leve, muito intensa. Foi nessa hora que eu agarrei o marido do braço e disse que já era a hora! Fui tomar um banho e ver se era algum tipo de alarme falso. Mas não era, era o momento de ir ao hospital. Enquanto toamava banho, via meu marido correndo de um lado a outro, me perguntava que roupa que eu queria colocar, eu só conseguia dizer que escolhesse a que ele quisesse. Avisamos a todos que estávamos descendo, nesse momento já não ouvia nada mais que a minha respiração. Quando chegamos a comadrona colocou os monitores fetais, a final já levava um dia com a bolsa estourada, e fez um tacto para ver a minha dilatação e eram (só) 5 cm. Mas aí o monitor do bebe mudou de cor e ficou vermelho e a expressão de todos dentro da sala de parto mudou. Eu sabia que passava algo errado, o Lucca estava com bradicardia. Chamaram o meu sogro e no fundo ouvi que chamaram o anestesista e isso me assustou. Já tinha comentado que alem de não tolerar a dor odeio agulhas?? Foi aí que eu fechei os olhos e concentrei, comecei a dizer pro Lucca se acalmar, que eu tava ali pra ajudar ele a nascer e que iríamos até o final sozinhos. Quando chegou meu sogro 10 minutos depois, o coração do Lucca já tinha voltado ao normal e ele fez outro tacto: 10cm!!! Era hora de empurrar!!

Empurrava, mas não sabia se o que eu fazia estava certo ou errado. Levantava entre cada contração, pois as costas doíam muito e o marido aproveitava esse momento para dar uma massagem. Apoiava-me nele e “dançava”, movendo as cadeiras de um lado pro outro, simplesmente fazia o que o corpo pedia. Em uma das contrações, me agachei e apoiei os cotovelos tão forte na perna do meu marido que até ele pedia que passasse de uma vez aquela contração!

Depois de mais ou menos uma hora empurrando, meu sogro entra na sala para ver como estava, e foi nessa hora que ele diz: “tu não estas fazendo força onde deveria”. Aquela frase caiu como uma pedra encima de mim, todo o trabalho que eu fiz e a dor que eu sentia foram em vão! Quando ele saiu, a comadrona resolveu colocar o dedo onde eu deveria concentrar a força para empurrar e parece que a partir desse momento tudo foi mais efetivo. Ela me perguntou se eu queria tocar a cabeça do bebe e ver onde ele estava. Coloquei o dedo médio e ele entrou todo até sentir o Lucca. Passadas algumas contrações, toquei de novo e só tinha baixado meio dedo, foi aí que decidi não tocar mais, porque se seguia vendo que ele não descia, me desanimaria.

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Aí pelas 10:30, com muito sono e com muita fome começo a notar algo diferente, as contrações eram mais e mais intensas, e a engraçadinha da comadroname diz: se no próximo empurrão o Lucca sair eu te trago o que tu quiser pra comer!! Não sei se era a fome falando e o estomago dando uma ajudinha que, na seguinte contração senti que tudo pegava fogo, ardia!! E escuto meu marido chorando, pois através do espelho que tinham colocado para que a gente pudesse ver o Lucca nascendo ele via a cabeça do nosso bebe aparecendo. Uma das comadrona sai correndo pra chamar o meu sogro, já nesse momento “abuelito” da criatura, para ele não perder esse momento. Quando ele chegou, já tinha a cabeça do Lucca quase pela metade fora e ele me pede para não fazer muita força, que o pequeno saísse pouco a pouco para que eu não desgarrasse. E foi assim que eu fiz… pouco a pouco o Lucca foi saindo e no instante seguinte eu já tinha ele encima da minha barriga! Não consegui subir ele muito mais pertinho, pois o cordão umbilical era curtinho, mas era a distancia suficiente para ver que ele chegou ao mundo com os olhos abertos, curioso desde pequeno, senti o cordão latindo no compás do coração dele e como aqui eles só cortam o cordão quando ele deixa de latir, esperamos isso acontecer para o meu marido poder cortar-lo. Aí sim que pude colocar o Lucca pertinho da minha cara, pude dar beijos e colocar ele para mamar. E não é que ele estava como eu? Faminto! Nada mais se aproximou da teta começou a mamar! Incrível! Indescritível! Mas um pouco depois desse momento me diz meu sogro: “empurra!” juro que eu pensei: “vem outro ou que?” e ele me diz que eu tenho que expulsar a placenta! Ufa!! Mas depois de tanto esforço, juntei toda a minha graça e respondi: “não tem uma cordinha conectada na placenta? Puxa dela!!” . risada geral dentro da sala! Mas ela saiu como gelatina, em um empurrão e fora! O Lucca nasceu as 10:50 da manha do dia 24 de dezembro. Mas quem pensa que eu passei a noite de Natal no hospital está muito enganado. Não fui anestesiada, não recebi nenhum ponto e não perdi nada de sangue, estava muito bem. Tá certo que tenho um pouco de vantagem de ter o sogro perto, mas mesmo assim, se estivesse mal não me deixariam sair. As 18hs do mesmo dia estava em casa, todos nós, inclusive minha familia para celebrar a chegada tanto do Lucca quanto do Papai Noel. Uma noite mágica como podem imaginar…

Dois anos e meio depois, resolvemos embarcar nessa aventura uma vez mais. Deixamos de tomar precauções e adivinha que? Na primeira tentativa ali estava! Pelo medo de passar o que tinha passado antes do Lucca, resolvemos não contar para ninguém mais além da família mais próxima. Mas foi impossível esconder, tive tantos enjoos que a cara que eu tinha me delatava.

Não sei se foi comigo ou se sempre é assim na segunda gravidez que eu não pensava no parto. Não tinha tempo de pensar nisso, tinha que estar com o Lucca. Tentamos fazer com que ele participasse de todas as ecografias, a preparação da roupa, das malas do hospital, falávamos que ele seria quem me ajudaria com o bebe, afinal de contas ele tinha muito o que ensinar pra essa criatura que vinha ao mundo. Meus pais ainda moram no Brasil e isso é muito difícil, pois não os tenho pertinho sempre para poder dividir certas coisas. Eles tinham a passagem marcada para quando eu completava 16 semanas de gravidez e então esperamos a chegada deles para marcar a ecografia e saber o sexo do bebe. E ele se deixou ver. Ele, sim, ele, mais um gurizinho nas nossas vidas! Depois de muito pensar (por parte do pai dele porque eu já tinha claro) decidimos que se chamaria Teo.

Dessa vez pedi ao meu pai que estivesse comigo no momento do parto, a final meu marido e eu já tínhamos decidido que esse seria nosso segundo e último filho. E já era o quarto neto para meus pais e ele nunca esteve em nenhum dos partos. E assim ele arrumou as férias dele para poder estar aqui uma semana antes da data prevista. Minha mãe chegou dois meses antes para poder me ajudar em tudo o que faltava. Mas tinha uma coisa que me resistia, a mala do hospital. Uma luta! Parecia que nunca tinha parido e ido para o hospital. Bem, na prática eu pari no hospital mas não fiquei nada ali, não precisei de nada que eu tinha colocado na mala do Lucca, assim que eu não sabia o que deveria levar.

Completaria as 40 semanas no dia 19 de março de 2014. Uma semana antes resolvi arrumar tudo, já não dava mais para esperar, e o meu pai já tinha chegado então o Teo já podia vir quando ele quisesse. Dizem que a troca da lua influencia no trabalho de parto. Tinha olhado no calendário quando seria e marcava o dia 16 de março. Isso era um domingo. Ao meio dia estávamos todos em casa, primeiro domingo com meu pai aqui claro que merecia um almoço em família. Minha mãe cozinhou e os primos todos brincavam na rua, era um dia de sol e calor. Eu não tinha sinais de nada! Nada tinha mudado. Minha cunhada me olhou e me disse que eu tava diferente e eu ri. Nessa noite depois de jantar resolvi comer morango com leite condensado, disse para o marido que antes que me acabasse a desculpa de que tinha desejos e poder comer o que quisesse. Dei banho no Lucca e ele foi pra cama, no dia seguinte ele tinha aula de manha. Meia noite quando nos deitamos dei um beijo de boa noite no meu marido e virei de lado. De repente aquela mesma sensação que tive com o Lucca, senti a bolsa estourando. Disse pro marido: já está aqui! É a hora! Ele riu e me perguntou se eu tinha certeza, se não tinha feito xixi encima. Sim claro!! Fui ao banheiro e para tirar a dúvida voltamos pra cama, mas não passaram nem 5 minutos e foi o tempo de sair da cama e de novo: PLOFF!! Olhei pra ele disse, tens alguma dúvida agora? De volta pro banheiro sentada no WC pois não parava de sair água, ligamos pro meu sogro e ele nos recomenda ligar para a comadrona de plantão, ela morava a 1h da minha casa e ele sabia que tudo iria mais rápido que na primeira vez!! Quando falei com ela não queria incomodar pois não sabia como evolucionaria o parto, a final das contas com o Lucca passei um dia todo com a bolsa estourada e sem contrações. Ela me perguntou se eu tinha alguma contração e nesse momento, comecei a sentir uma dorzinha, algo muito sutil, mas o suficiente para que ela pegasse o carro e viesse pra cá. Avisamos os meus pais, que vivem a 20 minutos máximo da minha casa da nossa situação e minha mãe me pergunta o que queria que eles fizessem, se vir para cá ou esperar. Eu disse que estava bem e que ficassem em casa até quando eu fosse para o hospital.

Como não doía muito ainda voltamos para cama. Como se fosse um filme, tudo começou a passar pela minha cabeça. Como seria com o Lucca? Eu poderia amar o Teo tanto como amava o Lucca? Eu poderia dar a suficiente atenção pro Lucca? Ele aceitaria o irmão? Chorando e com a dor aumentando foram passando os minutos, poucos minutos. As dores foram tornando-se mais intensas. Pedi pro marido descer e pegar uma homeopatia que tomei no parto do Lucca para ajudar nas contrações, mas não lembrávamos como tomar. Éramos os dois olhando nos telefones se achávamos como deveria tomar. Dores mais intensas e uma vontade imensa de ir ao banheiro! Tinha que limpar o estomago antes da chegada do Teo. Não conseguia sair do WC, cada contração vinha acompanhada dessa “limpeza”. Juro que dois dias antes havia sonhado que o Teo nascia no WC da minha casa, comigo sozinha e disse pra mim mesma que isso não aconteceria. Juntei forças e me levantei, fui até a cama e deitei, mas não podia ficar ali, não estava nada cômoda! Liguei outra vez pra comadrona, aí pela 1:30 e pedi por favor que ela já estivesse aqui e de fato estava, disse que estava indo pro hospital. Ligamos para a minha sogra vir para minha casa ficar com o Lucca que tão tranquilamente dormia. Liguei de novo para meus pais e disse que viessem logo, que estávamos indo para o hospital. Lembro-me estar sentada na escada colocando o tênis e gemendo de dor.

O caminho da minha casa pro hospital normalmente dura uns 3 minutos de carro, mas o marido conseguiu reduzir esse tempo para 30 segundos!! Eu via na cara dele o susto e a impotência de não poder me ajudar e acho que deveria estar pensando que o Teo nasceria ali mesmo, dentro do nosso carro. Quando chegamos era mais ou menos 1:45 da madrugada e as portas do hospital estavam fechadas, tínhamos que chamar pela campainha para que abrissem e elas abriam sozinhas, mas nesse caso eu dei uma super ajudinha, sabia que não tinha muito tempo. Quando cheguei, a comadrona já estava me esperando, mas ao invés de ir até a sala de parto, meu caminho foi de novo até o banheiro! Ela foi buscar o monitor cardíaco para ver como estava o Teo e já sentia os batimentos dele quase fora do meu corpo. Eu de novo não podia sair do WC, mas aquela imagem do meu sonho se repetia e eu sabia que não era aquilo que eu queria para o Teo. Eu tinha calor e tirei a roupa, jogava ela para o marido que observava tudo da porta do banheiro. Via nele a frustração por não poder me ajudar, mas não encontrava outra posição que me sentisse cômoda. Quando outra vez pude juntar forças, sai do WC e fui a caminho do paritório (sala de parto), no caminho veio uma contração muito forte que terminei já sentada na sala no potro. Meu marido e a comadrona cada um tirou um tênis meu, a calça e a calcinha, eu só conseguia sentir o Teo cada vez mais baixo. Meu marido se colocou atrás de mim para tentar me dar uma massagem e me ajudar em alguma coisa, e a única coisa que eu pensava era que não queria que me tocasse daquela maneira, me sentia um pão sendo amassado!

Acho que depois de 5 minutos chegou o meu sogro e me lembro de olhar pra ele buscando um pouco de conforto e ajuda naquele momento, mas a única coisa que ele fez foi se sentar na banheira que estava na minha frente e me dizer: Alá, a parir!!

Não tive tempo de pensar em nada, pois aquela sensação de queimação me arrebata outra vez e digo: “queima!”. Meu sogro assustado me diz que aquilo era impossível, ainda era muito cedo. Mas não era cedo, era a hora! Na seguinte contração senti a cabeça do Teo saindo. Meu marido saiu para poder pegar a câmera de fotos e registrar esse momento e eu olhei pro meu sogro achando que ele viria me ajudar, mas ele me diz: agarra ele tu mesma! E pega a câmera da mao do meu marido e diz que venha me ajudar, pois aquele momento não se repetiria nunca mais! E isso ele fez, na segunda contração enquanto o corpo do Teo saia, entre os dois o seguramos e colocamos encima do meu peito. Chegou com os olhos abertos curiosos, e em questão de segundos estava agarrado ao meu peito mamando. Nessa hora chega minha sogra com o Lucca, como não, vestido de pirata, as 2hs da manha! No momento que me viu gritou: mamãe!!! O Teo!!! A felicidade dele estava estampada na carinha dele. Se sentou ao lado do meu sogro na banheira e se ria cada vez que o Teo chorava!

Comentei que meu pai tinha vindo pra ver o parto do Teo? Quando já estávamos os dois deitados na cama do paritorio, a porta se abre e vejo ao meu pai entrando correndo, esperançado de poder me ajudar no nascimento do meu filho. Mas não chegou a tempo. Chegou a tempo de ver ao seu neto ainda conectado a mim pelo cordão umbilical. Bem, esse cordão….demorou mais pra sair que o próprio Teo! Quase 40 minutos passaram para que o cordão deixasse de pulsar e poder cortar-lo. Ai estávamos todos, meu marido e meus filhos, meus pais e meus sogros, todos esperando a que eu me recuperasse e que por fim a placenta pudesse sair. Quando por fim a matrona pode sacar a placenta, meu sogro pediu que ela me desse dois pontos, que segundo ele eram mais que nada por estética, imagina se eu não ri! Meu pai ali estava, controlando cada manobra que fazia a matrona. Depois disso, decidimos subir ao quarto, onde ficamos sozinhos os quatro até o amanhecer, o Lucca dormindo com seu chapéu de pirata e meu marido e eu aproveitando o silencio da noite para babar no nosso novo integrante da família.”

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