17.maio.2016

Preparando o quarto para o Bebê!

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Imagem daqui!

Ter um bebê na casa requer vários cuidados e adaptações e temos um cuidado especial para o quartinho.

Mas geralmente nossa atenção é voltada para o “resultado”, ou seja, o tipo de quarto, funcionalidade, aspecto, praticidade, segurança. E raramente pensamos no “antes”, qual o processo de produção, quais os materiais, como foram preparados. Quando prestamos atenção em todo o processo é que conseguimos escolher opções ecologicamente corretas, que é o que eu tento promover.

A questão é que, como sempre repito, em geral a opção melhor para o meio ambiente também acaba sendo melhor para todos. Nem falo de evitar usar madeiras nobres e sim usar de reflorestamento, evitar empresas que usem trabalho infantil, escravo e esse tipo de situações, que acho que já é de senso comum. Há aspectos mais sutis que precisamos levar em conta: os produtos e processos usados na elaboração dos materiais que vamos colocar no quarto.

Há produtos que são usados corriqueiramente na fabricação ou no tratamento de madeiras, plásticos e espumas que são tóxicos, poluem o meio ambiente e causam problemas de saúde, principalmente em bebês. Só para citar alguns (que cada pessoa pode pesquisar mais se quiser): tolueno usado como solvente em algumas pinturas e borrachas, e usado como cola em marcenaria;  bisfenol A (ou BPA) usado na produção de plásticos; ftalatos usados para plásticos flexíveis.

Acontece que nós, adultos, não percebemos a presença desses componentes, mas os bebês são muito mais suscetíveis à intoxicação e alergia por estarem ainda desenvolvendo seu cérebro, o sistema imunológico e respiratório. Portanto, se não cuidamos a origem, o que foi usado para fazer o quartinho, podemos estar colocando dentro dele produtos que vão prejudicar o desenvolvimento dos nossos filhos.

Para ilustrar isso, vou compartilhar com vocês minha própria experiência, e isso que eu sou super cuidadosa com tudo que tem a ver com meio ambiente e saúde: num verão fizemos um quarto novo para nosso filho mais velho, reaproveitando e reformando móveis que já tínhamos e colocamos apenas uma cama e estofados novos e um painel na parede da mesma madeira dos móveis, com uma parte estofada servindo de encosto da cama. O tapete que era da sala de brinquedos foi para lá. As paredes foram novamente pintadas, com tinta atóxica. No começo havia um forte cheiro no quarto, aparentemente dos materiais novos e cola usada para aplicação, mas como o quarto era sempre bem arejado, passou logo. Ficou lindo.

Veio o inverno e meu filho começou uma rinite alérgica. Normal para quem mora em Porto Alegre. Dentro de casa piorava, mas com obras na rua e muito pó entrando em casa (já passou por isso?), tinha uma explicação. Mas achei estranho, pois era a primeira vez que tinha rinite e estava tão forte. Passou o inverno e claro, a primavera é o terror para quem tem alergia respiratória. Fomos tratando a rinite com homeopatia, limpeza, e no verão melhorou, até porque ele ía bastante para a praia. Mas fiquei atenta.

No segundo inverno a rinite estava mais forte e cansei de vê-lo incomodado, de nariz entupido. Resolvi que iria resolver o problema: tirei tapete, enfeites, higienizei colchões com  empresa especializada, redobramos a limpeza geral do quarto, deixando sempre entrar sol, arejando, etc.. E paralelamente, observava que a tal rinite piorava quando ficava muito no quarto e melhorava quando estava fora de casa. Como última medida, já não tinha mais o que fazer no quarto, tiramos ele de lá, ou seja, passou a dormir no quarto do irmão. Em 1 semana a rinite passou, então deixamos o quarto totalmente fechado e… eis que sentimos um cheiro. Estava aí a causa da rinite: algum componente usado na madeira ou na espuma (ainda estamos tentando descobrir exatamente qual), quase imperceptível, que provoca alergia. Por sorte descobrimos e ainda espero solucionar e que ele volte para seu quarto. Mas já pensou se meu filho fosse bebezinho e eu não o conhecesse tão bem? Iria achar que “era uma criança alérgica” e poderia passar a vida toda tratando os sintomas e ele sofrendo com isso.

Fica o alerta; o sistema respiratório e o sistema neurológico são afetados por essas “substâncias invisíveis”. Então lembrem: pensem sempre no processo inteiro, de onde vem, como foi feito, como usamos e para onde vai.

Boa sorte!

 beijos

Bia

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