17.dez.2014

A presença do pai no desenvolvimento da criança

importanciapai

Papai Roberto com Samuel, marido de uma amigona minha. A foto foi tirada por outra amiga, a Danibat.

Ao falarmos sobre o desenvolvimento infantil saudável e adequado, muito escutamos sobre a importância da relação da mãe com o bebê ou da participação das mamães na vida e na rotina dos filhos, como sendo um requisito básico para um desenvolvimento satisfatório. E de fato é! Mas, talvez, pouco se escute, sobre a importância da presença do pai na vida da criança.

Pois, então, é bom sabermos que o papel da figura paterna no desenvolvimento e no psiquismo infantil é tão importante, quanto o da mãe. Ou seja, é essencial a participação do pai na vida de um filho, porque promove segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional.

Nas últimas décadas, em função das transformações sociais, culturais e familiares ocorridas, o papel do pai na sociedade passou e ainda passa por mudanças significativas. Sua condição evoluiu, sendo que, anteriormente os papais eram vistos apenas como sendo o suporte financeiro da família, como aquele que saía para trabalhar e retornava para a casa com o “sustento” da família, e quando em casa, o pai se restringia fundamentalmente, a função de educar e disciplinar os filhos, além de lhes prestar a segurança física. Pronto, seu papel estava sendo cumprido!

Porém, atualmente o papel do pai, também está relacionado aos cuidados, como por exemplo, muitos deles trocam fraldas, colocam os filhos para dormir, buscam na escola, fazem suas mamadeiras ou lhes dão a papinha. Novos tempos, outras funções. O pai “de hoje”, parece estar mais próximo afetivamente de seus filhos, dando-lhes também, o suporte emocional junto à mãe.

Não se pode falar de um modelo de pai, pois são variados os tipos de estruturas familiares. O que se pode falar, é que o pai tem procurado participar mais da rotina dos filhos, dividir responsabilidades e prazeres ao lado dos pequenos.

Já a importância da presença do pai na vida da criança, começa antes mesmo do filho nascer. Durante a gestação, a presença física do pai serve como um “abrigo” para a mãe, dando a tranquilidade para que ambos recebam o filho, que será um novo membro da família. Assim que o filho nasce, a mãe tende a ficar muito envolvida nos cuidados com o seu bebê, e se puder perceber que tem um companheiro que sustenta e entende essa dupla (mãe-bebê), tudo ficará mais fácil. Pois a mulher sentirá que “pode contar” com o seu marido, que ele está “ali” e assim conseguirá interagir com seu bebê de forma mais segura e calma.

Com o passar dos meses e do tempo a função paterna, se faz novamente fundamental, porque caberá ao pai funcionar como alguém que “corta” essa relação simbiótica, na qual estão a mãe e o bebê. Isto é, neste período, a presença e a função paterna auxiliam no desprendimento necessário da criança com a mãe. O que reflete sua função de apoio ao desenvolvimento social da criança, ajudando-a na passagem do mundo familiar para o da sociedade.

Além disso, é importante ter em mente, que todos nós, homens e mulheres precisamos de modelos masculinos para nos identificarmos e para crescermos emocionalmente. No caso dos meninos, a presença do pai irá ajudá-lo a construir a sua própria imagem masculina, e para as meninas, o pai é a figura de como seria um homem. Frente a isso, é importante que o pai participe da vida dos filhos, que exista diálogo entre eles, trocas de idéias, momentos de lazer.

Isto significa também, que o oposto, a ausência do pai pode trazer consequências. Sabe-se que crianças que não convivem com o pai, acabam tendo, por exemplo, mais dificuldades em reconhecer os limites, em aprender regras sociais e de convivência, maior disposição para transtorno de condutas, etc.

O pai é importante emocionalmente, cognitivamente, moral e afetivamente para a criança!

E claro, isso vale para casais separados ou mesmo para aquelas crianças, que por diferentes motivos, não podem conviver com seus pais – nestes casos, seria adequado que alguma outra pessoa pudesse exercer tais funções.

Por isso, quanto maior é a participação e o envolvimento do pai no crescimento e na educação da criança, melhor é a qualidade da relação que se estabelece entre pai e filho, e mais saudavelmente seu filho se desenvolverá. Ficou claro que o papel do pai é de extrema importância, certo papais?!!

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência em formação Email: [email protected], pergunte sobre o desconto para leitoras do Blog.

Comente pelo Facebook

Leia mais!