18.nov.2015

Realizando viagens longas com crianças!

Mamães, a Rosângela é uma das editoras do Blog Viajando de Carro e está super acostumada a fazer viagens longas de carro, já viajou pelos países da América do Sul com os filhos desde muito pequenos. Hoje eles estão com 4 e 2 anos (Felipe e Isabela) e ela conta um pouco da sua história aqui no Blog! 

Familia no Peru

“Eu e meu marido começamos a realizar longas viagens de carro pela América do Sul em 2009. Nos adaptamos muito a esse estilo de viagem, pois gostamos de ter liberdade, de fazer várias paradas pelo caminho, descansar, apreciar as paisagens, fotografar, enfim, curtir intensamente esses momentos que nos realizam muito. Nesta modalidade de viagem também há a possibilidade de mudar o roteiro conforme a nossa necessidade. O período de viagem é a época mais esperada do ano! Em nossas viagens percorremos cerca de 7 a 11 mil km durante 20 a 30 dias.

No ano de 2009 realizamos duas longas viagens de carro. No final de 2010 chegou o nosso primeiro filho: Felipe. Não vamos negar que ficamos um pouco inseguros sobre quando viajaríamos novamente após o seu nascimento. Aliás, a maternidade e paternidade em si, especialmente de “primeira viagem”, já nos confere muitas inseguranças sobre o cuidado com o bebê, amamentação, sono e  cólicas. Enfim, muitos aspectos que nos deixam preocupados e pensativos sobre como será esse período de adaptação, conhecimento e entrosamento dos pais com o bebê. Dessa forma o assunto viagem ficou por um tempo esquecido.

No entanto, esse tempo foi muito breve. Graças a Deus fomos abençoados com uma criança tranquila, que dormia bem, não tinha cólicas e pouca dificuldades com a amamentação. Desta forma, assim que foi possível, realizamos a nossa primeira viagem em família. O Felipe, hoje com 4 anos, estava com 6 meses.

Felipe com 6 meses na sua primeira viagem na  Argentina

Felipe com 4 anos no Peru

Com a Isabela, que está atualmente com 2 anos, não foi muito diferente. Após o seu nascimento também aguardamos um tempo para nos adaptarmos com o nosso novo nenê. Por sorte ela também era uma bebê tranquila e, com 4 meses, já estava realizando a sua primeira aventura conosco.

Isabela com 4 meses no primeiro dia de viagem ainda no  Brasil

Isabela com 1 ano no Peru

Com a nossa família as viagens de carro sempre deram muito certo. Os nossos dois filhos se adaptaram bem ao nosso estilo de viajar. A única dificuldade relevante que tivemos foi com a Isabela em sua primeira viagem. Nos primeiros 3 dias da viagem ela tinha dificuldade para dormir no carro, mesmo estando com a fralda seca e amamentada. A maioria dos bebês adormecem facilmente no carro e alguns pais até usam esse artifício para fazer o bebê dormir. Mas, nesses primeiros dias, não foi assim e ela começava a chorar muito e o balanço do carro não a ajudava a adormecer. Tínhamos que parar para ela se acalmar e depois prosseguir a viagem. Mas, felizmente isso ocorreu somente nesses primeiros dias e logo ela se adaptou à viagem. Atualmente é ela quem adora dar umas voltas de carro.

É necessário algumas adaptações no roteiro para percorrer longos percursos com os pequenos, necessárias tanto na fase de planejamento da viagem, quanto durante a mesma. Para as criança maiores, a partir de uns 3 anos, já é possível envolvê-las mais intensamente durante o planejamento. É importante conversar sobre a realização da viagem, os destinos, os lugares a serem visitados, mostrar fotos e os mapas com a localização das cidades e dos percursos a serem realizados.

Além disso, pode ser elaborada uma contagem regressiva em um calendário pré-viagem. A criança poderá usá-lo para interagir, contar os dias e ter uma noção melhor do tempo que falta para a partida (pode ser um mês, 20 dias ou 2 semanas antes, por exemplo). Essa brincadeira é uma boa oportunidade de integrar a criança. Em cada dia do calendário podem ser coladas fotos dos lugares a serem visitados ou inseridas algumas curiosidades sobre esses locais (comidas típicas, atrações, passeios, etc). Acredite, esse incentivo pré-viagem vale ouro e faz toda a diferença, pois envolve a criança e cria uma expectativa para a realização da viagem.

Para suportar o tempo de viagem dentro do carro, temos 3 dicas que consideramos as mais importantes.

Primeiro, é importante realizar paradas periódicas de 2 em 2 horas. A duração das paradas podem durar mais ou menos tempo conforme a necessidade. Nós tentamos conciliar as paradas com o abastecimento do carro, refeições, trocas de fraldas, idas ao banheiro, etc. Caso a necessidade das paradas não coincidam com esses eventos, é sempre importante analisar o clima dentro do carro. Se perceber que as crianças estão ficando entediadas, procure um local seguro e pare durante alguns minutos. Paradas no acostamento devem ser evitadas. É importante sempre se afastar da rodovia para a maior segurança de todos.

A segunda dica é levar alguns dos brinquedos preferidos das crianças, livros para colorir, CDs com músicas que elas gostam, tablets ou DVD portáteis. Esses itens são fundamentais para a distração e entretenimento dentro do carro . Procure fazer a criança intercalar as brincadeiras. Pilhas de reposição, pack de baterias ou um adaptador para conexão dos eletrônicos na tomada de 12v do carro devem ser providenciados para os pais não ficarem na mão, caso falte baterias nos brinquedos ou tablets.

A terceira dica, e não menos importante, é fazer durante o dia à dia a criança utilizar sempre a sua cadeirinha automotiva com o cinto afivelado. Em primeiro lugar, além de ser uma questão de segurança, ajuda a criança e se acostumar na sua cadeira desde o nascimento. Os nossos filhos foram acostumados assim. Qualquer voltinha de carro, mesmo que seja por poucas quadras, eles vão devidamente acomodados e com o cinto afivelado em suas cadeiras. Acreditamos que isso faça muito a diferença. Vemos muitos pais que deixam as crianças soltas no carro, pois vão se deslocar por pequenas distâncias ou vão ir em algum lugar próximo de casa e consideram “tão pertinho” que não seria necessário o uso da cadeirinha. Isso é um hábito ruim, pois, além das crianças ficarem desprotegidas, cria uma confusão em suas cabecinhas, já que às vezes elas ficam soltas no carro e, em outras ocasiões, os pais querem afivelar os cintos. Desta forma a criança não sabe quando vai ser colocada na cadeira. Isto pode criar resistência ao seu uso ou mesmo fazerem com que elas não aceitem ficar durante um tempo mais prolongado dentro do carro. A escolha de cadeiras confortáveis e, se possível, reclináveis também é importante para acomodar bem a criança e favorecer as horas de sono, pois, geralmente, durante as viagens, elas dormem durante um período considerável de tempo.

Importante lembrar que cada família possui suas características próprias e as criança podem se comportar de forma diferente de acordo com a sua personalidade. Como comentamos, o comportamento dos nossos filhos em casa se refletiu durante as  viagens de carro e consideramos que isso, juntamente com as dicas acima, também seja um aspecto positivo para o sucesso de nossas viagens.

Beijos

Angi

 

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