7.jun.2016

Síndrome Mão-Pé-Boca

Boa tarde gurias! Tudo bem? Sei que o blog está um pouco parado, pois estou com a rotina bem puxada, mas prometo que logo voltamos com tuuudo!!

Hoje tem um texto sobre a Síndrome Mão-Pé-Boca, escrito pela Dra. Fernanda Freire, pediatra em São Paulo e autora do www.seupediatra.com. Sei o quanto é difícil encontrar uma pediatra de confiança, eu super indico a Dra Fernanda, então mães de São Paulo, se vocês quiserem ver mais informações sobre o consultório, acesse AQUI!

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Imagem daqui!

Seu filho apareceu com um monte de bolinhas nas mãos, depois nos pés e também reclama de “dor na boca”? Não quer comer nada. Você leva no pediatra e ele te fala que é a Síndrome Mão-Pé-Boca. Falando assim pode até assustar, mas é fácil entender um pouco mais dessa doença. Nessa época do ano, estão ocorrendo muitos casos de síndrome Mão-Pé-Boca, então é melhor ficar bem informada e conhecer quais os riscos da doença.

Qual a causa da síndrome Mão-Pé-Boca?

A síndrome Mão-Pé-Boca, é causada geralmente por um vírus chamado de Coxsackievirus, é um tipo de enterovirus. Além dele, outros vírus semelhantes podem provocar a doença, com sinais e sintomas semelhantes, mas são menos frequentes.

Quais os sintomas da síndrome Mão-Pé-Boca?

A síndrome Mão-Pé-Boca normalmente começa com febre e aparecem “bolinhas”, lesões avermelhadas, na palma das mãos, sola dos pés, e feridas na boca, tipo aftas. Em alguns casos, as lesões podem aparecer também na região do bumbum.

No início do quadro a doença pode se parecer com qualquer “virose”, e por isso até que as lesões se estabeleçam é impossível fazer o diagnóstico.

Nem todos os pacientes irão apresentar a forma completa da doença, com lesões na mão, nos pés e nas bocas. Alguns podem ter só as lesões na boca, enquanto outros podem ter só as lesões na pele.

É uma doença auto-limitada e que se resolverá sozinha em poucos dias. Normalmente entre 7 e 10 dias.

O diagnóstico da doença é feito pelo pediatra só pela história e pelos sinais que a criança apresenta. Não são necessários exames. Os casos atípicos, que possam deixar dúvida no diagnóstico, podem fazer exames para tentar detectar a presença do vírus.

Quem pode pegar a síndrome mão-pé-boca? E como ela é transmitida?

A doença atinge mais frequentemente as crianças até 5 anos. Eventualmente pode atingir crianças mais velhos e até mesmo adultos. A maioria dos adultos que são infectados pelo vírus podem não apresentar sintomas, mas podem transmitir para outras crianças.

O vírus é transmitido através das secreções respiratórias, da secreção que sai das feridas, e do contato com as fezes. Tosse, espirros, contato com brinquedos ou objetos que foram contaminados pelas mãos de outra criança que está com o vírus e contato com a roupa contaminada pela secreção das lesões ou pela fralda.

A síndrome mão-pé-boca é grave? Quais as complicações que ela pode ter?

A síndrome mão-pé-boca, em geral, é uma doença benigna e que desaparece sozinha, sem causar nenhuma complicação. O principal problema da doença é que quando ela afeta muito a boca, provocando muitas lesões e dor, a criança pode deixar de se alimentar e não aceitar nem os líquidos. Nesse caso, a criança pode desidratar. Por isso algumas crianças precisam ser internadas para tomar soro até que as lesões se resolvam e ela possa voltar a aceitar os alimentos.

Casos raros de síndrome mão-pé-boca provocada por um enterovírus específico podem complicar com encefalite, meningite e miocardite.

Como é o tratamento da doença mão-pé-boca?

Como a doença é causada por um vírus, não tem tratamento específico, tratamos apenas os sintomas que elas causam ou as complicações.

As feridinhas, ou lesões, da pele e da boca irão se resolver sozinhas. Precisamos apenas cuidar da higiene da pele, para evitar infecções secundárias.

Para as feridas da boca, dependendo da idade, o médico pode passar pomadas ou líquidos que aliviem um pouco o desconforto da criança. Além disso, ele pode prescrever analgésicos para diminuir a dor e facilitar que ela tome os líquidos.

Dra. Fernanda Freire – Alergista e Pediatra em São Paulo,

atende em consultório particular na região de Higienópolis. 

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