27.mar.2015

Slow Parenting – Pais sem pressa!

slowparenting

Vivemos num mundo tão corrido e cheio de compromissos que, sem perceber, acabamos, desde cedo, exigindo que nossos filhos se adaptem a esse estilo de vida. Muitas mães acreditam que os filhos têm de se adaptar ao estilo de vida do casal. Portanto, devem ir aos encontros com amigos, festas de adultos, lugares públicos repletos etc., porque é a vida do casal e assim será a dele. Temos que lembrar que os bebês têm um ritmo diferente dos adultos, fragilidades e necessidades que temos de respeitar. 

Algo em nós clama para que, desde cedo, nossos filhos sejam os melhores da família, da vizinhança, da turma de amigos. Assim que nascem, precisam dormir a noite toda, aprender a sentar, rolar, engatinhar, andar, falar, largar as fraldas com 2 anos no máximo. Depois quando passam a freqüentar a escolinha praticam atividades extra curriculares, como aulas de culinária, inglês, instrumentos musicais, esportes, para estarem preparados para o futuro maravilhoso que planejamos para eles. Essa pressa, correria, necessidade de querer TUDO e AGORA, gera ansiedade, estresse em todos.

Em contrapartida a isso, surgiu o Movimento Slow Parenting nos EUA. Traduzindo para o português, significa parentalização lenta, mas é conhecido pelo termo “pais sem pressa”. Um movimento a favor do respeito ao tempo da criança, tempo para ela se desenvolver, sem pular etapas importantes do desenvolvimento, sem pressa nem pressão, um movimento que acabe com as agendas cheias de compromissos, para que eles tenham tempo para serem crianças! E claro, que os pais tenham tempo para conviverem com os filhos, com menos eletroeletrônicos, seja TV, tablet, vídeo game, e passem mais tempo ao ar livre, em contato com a natureza. 

Quantas vezes estamos trabalhando e brincando com nossos filhos ao mesmo tempo? Quem nunca respondeu um email ou atendeu uma ligação de trabalho enquanto brincava com o filho? Mas nada disso! O movimento “pais sem pressa” prega que os pais devem parar de trabalhar quando forem brincar com os filhos; deixar o celular de lado, o notebook, DESCONECTAR para se CONECTAR COM SEU FILHO!

Quem nunca disse: “Vamos logo, filho, a gente está atrasado?” Depois dos filhos eu me atraso  com frequência. Não é fácil cuidar de mim, das coisas deles, e em cima da hora, ainda ter que trocar a roupa de um deles porque fez cocô, ou virou suco. “Pais sem pressa“ é isso, também: parar de apressar os filhos para não chegarem atrasados aos compromissos.

Estou numa fase em que quero desacelerar; sinto que preciso! Vocês já se perguntaram para que ter tanta pressa? Não quero que os guris cresçam com essa pressa para tudo: trabalhar, cumprir horários, ser o melhor na escola. Quero que sim que eles tenham valores, metas, projetos; que cumpram seus compromissos e sejam felizes! Que saibam sentir alegria nas pequenas coisas, e percebam que a felicidade não está em ter muito. 

O Caetano está com 1 ano, e ainda não está andando. Está se apoiando por tudo e quando está apoiado arrisca alguns passos, mas ainda não se soltou. Eu estou dando tempo ao tempo, sem pressa, sem neura – cada criança tem seu tempo, e essa expectativa e cobrança pelo desenvolvimento dos filhos, pode gerar estresse na família toda. Se fosse na época do Antônio, eu já teria pesquisado no Google, falado com pediatra, com vizinha, com minha mãe: por que ele ainda não andou? Mas cada criança tem seu tempo, temos que respeitar!

O canadense Carl Honoré é um dos difusores do Slow Parenting e ele define sete mandamentos desta filosofia:

1. Sem agenda: Crianças de até cinco anos não precisam de agendas estruturadas. Precisam de rotina, mas devem aprender de forma livre.

2. Miniexecutivo: Atividades extra-escolares são ótimas para exercitar corpo e mente. Mas não é bom quando são focadas no “currículo” profissional da criança.

3. Dê ouvidos: A opinião da criança deve ser considerada na hora de escolher as atividades.

4. Menos, menos: Simplifique a agenda do seu filho. Deixe espaço livre para “apenas” brincar.

5. Tédio faz bem: Deixar as crianças entediadas estimula a criatividade.

6. Ócio familiar: Reserve espaço para “fazer nada” em família. Conversar, jogar, cozinhar, brincar… Sem nenhuma programação prévia.

7. Novos amigos: No parquinho evite brincar com a criança o tempo todo. Deixe ela brincar com outras pessoas.

E vocês, já conheciam esse movimento, gurias? Que tal um pouco menos de pressa? 

 Beijos

Angi

Fonte: Blog Pais sem pressa 

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