3.ago.2015

Sobre as minhas experiências de amamentação!

Caetano 08-05-14 280

Amamentar é amor líquido, é doação, é renuncia, é vínculo, é olho no olho, é aconchego, é carinho, é afeto, é maravilhoso, é exaustivo, é mais do que alimentar o bebê, é alimentar a alma da mãe e do bebê!

Quando engravidei do Antônio eu acreditava que amamentar seria instintivo, algo natural, mas não foi. Antônio nasceu de cesariana, com 40 semanas, depois de muitas horas de indução ao parto normal. Confesso que foi frustrante não ter meu tão sonhado parto normal, era algo que eu queria muito, e tive que aprender a lidar e aceitar. Sempre quis ter parto normal, claro que primeiramente quero ter meu filho com saúde, não queria um parto normal a todo custo, mas hoje sei que faltou informação. Meu leite desceu pouco tempo depois do parto, mas nos primeiros dias, eu quase desisti de amamentar, e se tivesse desistido não teria me culpado, pois os primeiros dias foram dias muito difíceis! Ele não fazia a pega correta, meu mamilo estava plano de tanto leite, ele mamava muito pouco, chorava de um lado, eu chorava de outro, todos queriam saber se ele estava mamando, e não estava, essa pressão em ter que amamentar quase me deixou louca e foi um fator importante para minha depressão pós parto… cheguei a dar leite no copinho, e para “melhorar” a situação caótica, até a pediatra recomendou leite artificial e mamadeira, acreditam?

Mas não desistimos, mudamos de pediatra! Ela me ensinou a pega correta e me apoiou amamentar. Foi quando aprendi que algumas vezes, precisamos muito mais do que vontade, precisamos de uma equipe que nos apoie: uma profissional, um marido que acredite no poder do leite materno, uma mãe persistente e familiares e amigos que apoiem e não critiquem, duvidem ou julguem! Foi muito difícil entender que amamentar nem sempre é espontâneo, foi dolorido, sangrei, quase tive mastite, mas persistimos e conseguimos e hoje somos mais fortes por essa experiência! Amamentei por 1 ano e 6 meses, só parei de amamentar quando ele quis, as mamadas ficaram cada vez mais espaçadas e de um dia para o outro ele simplesmente não quis mais o peito.

Com o Caetano eu não tive nenhuma dificuldade. Ele nasceu de parto normal, como sempre sonhei, logo estava mamando no meu peito. Eu já sabia como era a tal pega, e quando a mãe está mais segura de si, até o filho sente e fica mais seguro de si. Não tive dificuldade em amamentar, mas não tivemos nossas  dificuldades. Não sei se vocês lembram, mas quando ele tinha 20 dias, eu tive apendicite e tive que operar. Ele ficou alguns dias sem poder amamentar no peito, devido a anestesia e medicamentos que tomei. Além das dores pós cirurgia, do medo de morrer (tive muuuuto), tive medo do leite secar, de ele não querer mais mamar mais no peito depois. Mas superamos, logo estava em casa novamente e Caetano continuou mamando como antes, para minha alegria. Caetano mama muito ainda, com 1 ano e 4 meses, mama muito durante a noite, durante o dia, em livre demanda, por minha escolha, pois acredito que é o melhor para nós!

EU SOU muito feliz por ter amamentado meus filhos exclusivamente até os 6 meses, por não ter desistido nas primeiras dificuldades, por amamentar até quando quiserem, mas é minha escolha! 

Hoje em dia vejo muitas mães que não conseguiram amamentar falarem sobre a pressão que sofrem das pessoas por não terem amamentado, também vejo muitas mães que amamentam seus filhos falarem sobre a pressão das pessoas por continuarem amamentando depois de 6 meses, ou 1 ano, ou 2 anos, ou mais… Já repararam como nunca agradamos os outros? Por isso que digo e repito, SE AGRADEM! Acredito que cada mãe faz o melhor para seu filho, o que acha ser melhor, nessa semana Mundial em Apoio a amamentação pensem nisso: CADA MÃE FAZ O QUE ACHA SER MELHOR PARA SEU FILHO, não dê ouvidos para a cobrança das outras pessoas, faça o que considerar ser melhor para seu filho e seja feliz!

A amamentação, assim como o parto, é uma experiência muuuuito pessoal, mas se pudesse dar algumas dicas para quem está grávida e quer amamentar seria…

* Se informe, seja com especialista em amamentação, bancos de leite que tem atendimento gratuito, pediatra, doulas… se informe!

* Faça o que seu coração mandar! Os primeiros dias após o nascimento do bebê são dias difíceis, estamos nos recuperando do parto, nos acostumando a uma nova rotina, se sentir vontade de ficar em casa sem receber visitas, fale para seus amigos e parentes que prefere receber visitas outro dia. Esses primeiros dias é momento de você se conectar ao seu filho, não se preocupe em agradar as visitas!

* Tenha muita força, persistência e saiba que mesmo sendo difícil no começo, não significa que sempre será difícil, não desista nas primeiras dificuldades!

E por aí, gurias, como foi a amamentação, compartilhem suas experiências!

Beijos

Angi

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