10.nov.2012

Super Mães Especiais {Relato de leitora}

Todas as mães são super mães! Todas nós temos nossas dificuldades, dilemas, alegrias, sonhos! Algumas mães são escolhidas pelo papai do céu para cuidar, amar, educar, crianças igualmente especiais. Com suas dificuldades, obstáculos, força, garra, vontade de viver e ser feliz, como qualquer outra criança do mundo!
Teremos esse quadro especial no Blog, inspirado na história da Tassia e do Lucas. Sinto-me privilegiada em poder compartilhar com vocês histórias de super mães especiais! Hoje a Andrea conta um pouco da sua história com seu filho Gabriel! 





“Há apenas dois anos me casei e 5 meses depois engravidei. Não foi planejado, mas muito foi muito bem-vindo e amado desde o momento em que fiquei sabendo que havia sido abençoada com uma criança. A minha gravidez foi tudo que há de mais tranquilo no mundo, fiz o pré-natal, vários exames de ultrassom, inclusive morfológico e nada foi detectado.

Trabalhei normalmente até a data do bebê chegar, no último ultrassom tivemos uma novidade: o bebê havia sentado. Isso foi decisivo para que o parto fosse cesárea. Quando finalmente chegou a hora do meu lindo bebê nascer, já na sala de cirurgia, anestesia, e muita ansiedade, nasceu às 22:25 horas, meu Gabriel Miguel. Estava roxinho e nasceu supergrande, com 53 cm. Eu perguntei ao neonatologista sobre meu bebê estar roxo, ele disse para mim que meu bebê era um pouco diferente dos outros, e possivelmente havia algum problema genético.

Na hora essa informação foi bloqueada por mim, pensei que esse médico estivesse louco. Ele me disse que levaria o bebê para o berçário para “tomar um ar”. Na manhã do dia seguinte todas as mães já estavam com seus bebês, e nada do meu chegar. Levantei, tomei um banho e fui ver o que havia acontecido. Chegando ao berçário, na porta onde meu filho estava, havia uma inscrição: UTI de alto risco. Aí meu Deus! Que desespero eu senti!

Os médicos não queriam me dizer o que havia com meu filho, disseram que só mediante um exame de sangue que levaria 30 dias para ficar pronto é que iriam ter certeza do o que havia com meu filho. Eu chorei muito durante esses dias, principalmente por não poder pegá-lo no colo, nem amamentar, pois ele estava respirando com auxilio.

Em poucos dias o inchaço passou, e assim foi possível ver as características da síndrome de down no meu filho, ou finalmente perceber, ( é incrível como bloqueamos informação nessas horas). Já existiam outros sinais fora os olhos puxados, como dobra única em uma das mãozinhas dele, e dedo mínimo levemente curvado.

Foi um grande alivio saber que o que meu bebê tinha era síndrome de down, pois eu sabia que não se tratava de doença, e que meu filho poderia fazer tudo na vida, apenas precisaria de acompanhamento, (a estimulação precoce é muito importante). Mas a vida na UTI é cheia de altos e baixos, todo dia uma notícia diferente. Eis que mediante um exame mais uma “surpresa”, confirmaram o que já desconfiavam: meu filho sofria de uma cardiopatia grave, necessitaria ser submetido a uma cirurgia, mas antes era preciso ganhar peso para diminuir os riscos da cirurgia.

Após 30 dias de UTI levei meu bebê para casa, e passei a me dedicar inteiramente a ele. Principalmente na alimentação, pois cardiopata tem dificuldade para ganhar peso. Ele cansava muito para mamar, tinha que ser aos poucos, gotinha por gotinha. O peito eu não pude dar, pois ele só fazia força, mas não conseguia sugar direito, e por isso só perdia peso, o jeito foi passar exclusivamente para o leite NAN. Assim a vida seguiu entre sessões de fisioterapia, que foram necessárias desde cedo, pois ele era hipotônico, (tônus muscular baixo), eu e meu marido seguimos levando o Gabriel para todas as consultas e exames até que o meu lindo filho completou 8 meses. Foi então convocado para tão esperada, temida e necessária cirurgia cardíaca, que foi realizada no INCOR. Que felizmente foi atendido por excelentes cirurgiões, e onde recebemos tratamento humanizado.

Foram mais 20 dias de internação, 20 dias muitos duros para o meu pequeno guerreiro, sendo que durante 8 dias ele passou com drenos, cateter, acesso, e sem poder ganhar colo. Graças a Deus a cirurgia foi um sucesso, e não houve nenhuma complicação. Hoje posso dizer que meu filho está bem de saúde, graças a Deus.

Ele vai correr, andar de bicicleta, ir à escola. Fará de tudo! Tudo e mais um pouco.


São muitos os acompanhamentos que ainda serão necessários, como: fisioterapia, terapia ocupacional, fonoterapia e psicopedagoga (essa última quando estiver em idade escolar), mas isso passa a fazer parte de nossas vidas, e vale muito a pena quando percebemos os resultados.

Meu filho é uma criança encantadora, possui uma imensa curiosidade pelo mundo que o cerca, é muito esperto e cativante, já nasceu sabendo fazer carinho. Ele é o ar que eu respiro, ele veio para me ensinar a viver de verdade. Sou completamente apaixonada pelo meu guri. Só tenho motivos para me orgulhar do meu garoto, me sinto especialmente abençoada por ter a honra de ser a mãe de um pequeno anjo. Alegria de toda a nossa família!”

Gabriel e mamãe Andrea

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