8.set.2011

"SUPERMÃES" – Parte III

Admiro muito a “SUPERMÃE” de hoje, ela é super alto astral, divertida, consegue rir e chorar ao mesmo tempo, mãe, esposa, dona de casa, fotógrafa e sempre emociona muito, ela veio do Rio de Janeiro para tomar um chimarrão por aqui, alguém aí arrisca dizer quem é? 
É a Mari “SUPERMÃE” da Stella, do Leo e do Pedro, e escreve no Diário de uma mãe polvo. E lógico que ela nos revela seus super poderes, com super bom humor, e super sinceridade! Maricota, tu sabe que mora no meu coração, obrigada por aceitar esse convite, e és um exemplo para muitas mães, por ser simples, e gente como a gente! 
Curtam um pouco dessa lindona, beijos!


” E então a mãe do fofo do Antônio, me veio com a seguinte pergunta: “Pq eu sou uma supermãe?!” 

Depois do espanto(?) em saber que sou considerada por ela uma “supermãe”, fui buscar a resposta pela raíz, lá do comecinho, exatamente há 11 anos atrás qdo pari minha primeira filha, Stella. Mas nas maiores viagens da minha mente, fui muito mais longe, além de todos esses anos desde meu primeiro parto. Minhas lembranças foram parar na minha infância.

Em tempos de Bienal do livro no RJ, minha cidade natal, e terra amada onde vivo, a primeira coisa que me veio a cabeça foi um personagem inesquecível criado pelo gênio Ziraldo. Sim, aquele escritor velhinho da cabeça branca, que criou o personagem “The Supermãe”. E ela vinha com um humor desconsertante nas páginas de uma revista que minha (nada super) mãe colecionava, (eram pilhas dela!) e eu adorava dar uma espiada! “The Supermãe”, nada mais é do que uma mãe como eu e como você que está lendo. Uma mãe CHATA! Daquelas super zelozas, que pegam no pé do filho, que os fazem pagarem os maiores micos, que tem um cuidado visceral com sua cria e que sufocam, mas por excesso de amor!

“veste o casaco menino! olha a friagem!”

“desce daí moleque! vc vai se machucar!”

“coma beterraba pq faz bem pro sangue!” 

O personagem famoso não mais existe nas páginas de tal revista. Mas certamente viverá para sempre na mente de muitas nós, mães, mulheres ou não. A “Supermãe” daquela época criada pelo mestre, deu lugar a mãe politicamente correta dos dias de hoje. Talvez aquela que escreve em blogs maternos, no maior estilo “meu filho é melhor que o teu”, com psicologias baratas e demagogias sem sentido. Perdeu-se a essência da maternidade real com bombardeios de cobranças externas pelo modelo de  perfeição, pela disputa de “quem é mais mãe”, “pq eu fiz parto normal e amamentei até os 2 anos e vc não”.

Ser uma Supermãe é acima de tudo, errar tentando acertar, é dar a cara a tapa, é ser superprotetora sim, mas não para se autoafirmar, e sim por doação. Talvez a Supermãe, seja o único ser altruísta existente. Ser uma Supermãe é entrega, é amor e paixão, não apenas pelo ser pensante que é seu filho, mas por tudo o que envolve a palavra “maternar”. Vejo que muitas mulheres usam o título de mãe para se isentar de certas culpas, como a troca de uma carreira pela maternidade, como se fosse um retrocesso. Para mim é evolução. A dedicação em tempo integral por um ser humano gerado por você, não precisa de justificativa e muito menos de satisfação a sociedade. 

Ser uma Supermãe não é abrir mão de uma carreira pelos filhos e nem o poder de conciliar uma profissão com a vida de mãe. Não é cuidar passar o dia inteiro amamentando e trocando fralda de cocô fedido e estar a noite bonita, gostosa e cheirosa para o marido. É se assumir, seja como for. Como mulheres normais que somos, sem a pretensão de nos tornarmos heroínas, sem a forçação de barra de sermos exemplos a serem seguidos.

Aceito o título de supermãe sim! Mas não por quê eu cuido de três filhos sem babá. E nem porquê tenho um filho tetraplégico 100% dependente de mim. Se é para ser uma heroína, que seja a de histórias em quadrinhos, que seja a Supermãe do Ziraldo!  A sem noção. A louca. Aquela que será uma péssima sogra. A chata.

Com muito prazer! “

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