10.set.2011

" SUPERMÃES " – Parte IV

A ” SUPERMÃE ” de hoje é a Juliani mãe do Edu, uma mulher guerreira que superou as dificuldades sem se abalar, é um exemplo, e vocês conferem todos seus super poderes, e conhecem um pouco mais da história dela aqui. E aí sim, vão entender o que posso tentar explicar, mas não cabe nesse post, nem se traduz em palavras a força dessa guria. Ela escreve no Nossas histórias Mãe e Filho, e veio tomar um chimas e comer uma mariola aqui comigo, fiquem a vontade, e espero que gostem de mais essa ” SUPERMÃE “!!
Ju querida, obrigada pela sinceridade e compartilhar conosco sua história e segredos, beijos
Ótimo final de semana para todos!
Angi

“O Que me torna uma super mãe?
Sem dúvida de todos os papeis que eu já desempenhei entre eles filha, irmã, prima, amiga, o papel de mãe eu cumpro muito melhor. Por que faço com amor, com prazer me sento realizada!
Minha gravidez não foi planejada, estava namorando e quando descobri que estava gravida o pai do meu filho não reagiu bem a noticia e depois de muitas brigas eu achei melhor ficar solteira.
Meu pai também não gostou nada da ideia, passei os nove meses com ele me olhando de cara feia.
Com 32 semanas de gestação pela ultrasonografia o medico viu que o Eduardo estava muito abaixo do peso, mas não conseguiam explicar o por que. Falava que talvez ele ao nascer precisava ir pra UTI.
O Edu nasceu com 2550 kg não foi pra UTI mas a pediatra da maternidade percebeu que ele tinha um sopro, como não fechou nas primeiras 24 horas foi chamada uma chamado uma cardiologista.
O diagnostico foi de CIV – Comunicação intra ventricular. De modo bem simplificado e leigo o sangue arterial se mistura com o sangue venoso, dificulta o ganho de peso, o bebê se cansa ao mamar, e ou fazer qualquer outra atividade fica cianótico (roxo), como circula muito sangue entre o coração e o pulmão fica muito mais propenso a ter infecções e doenças respiratórias em geral.
Foi receitado três remédios pro coração eles tinham que ficar na geladeira, não podia errar a dosagem.
Eu que nunca tinha mexido no Excel aprendi a fazer uma planilha pra anotar os horários que os remedios tinham sido dados, anotava tudo, quanto mamou, se fez xixi, cocô, o despertador do meu celular tocava o  tempo todo.
Como o Edu se cansava ao mamar eu ficava o dia inteiro dando mama para ele, tomava uns 10 ml, passava mais uma hora 5 ml e assim ia meu dia.
No dia em que ele completou um mês de vida (eu estava sozinha em casa) eu estava no computador e ele dormindo bouncer, derrependente eu escuto um gemido quando olho pra ele ele estava completamente cianótico (roxo) sem ar, levantei ele pra cima ele chorou e voltou o ar,  peguei ele coloquei um tênis e quando estava saindo de casa minha mãe apareceu tinha esquecido a carteira, saimos correndo pra o hospital.
Como a cardiologista havia nos instruido entramos correndo, falamos que ele era cardiopata, passamos em uma sala de triagem em menos de 5 minutos já estávamos sendo atendidos, o medico examinou, e ligou pra ala da cardiologia e pediu um leito na UTI cardiológica. Ele ficou 3 dias na uti.
Então minha rotina era ir nas consultas com a  pediatra “normal”, cardiologista, fisioterapia, ministrando os remédios  de 6 em 6 horas, 8 em 8 e 12 e 12 horas, não saia pra nada e quando vinha visitas eu morria de medo de alguém estar com algum vírus, se tinha lavado bem a mão ficava tensa. 
Ele foi hospitalizado mais uma vez, mas ficou foi quando a medica decidiu antecipar a cirurgia.
Ela já havia comentado que ele teria que fazer cirurgia mas que esperaríamos ele fazer um ano, ganhar peso, que quanto mais cedo fizessem mais risco era. Depois dessa internação ela disse que não dava pra esperar, que ele não estava reagindo bem.
Eu vivia tensa, em estado de alerta, sabe quando as mãe ficam olhando seus filhos dormirem pra ver se ele estão  respirando? Eu ficava sempre e com razão afinal isso podia mesmo acontecer.
Cansei das pessoas me perguntarem na rua (quando eu estava indo pra alguma consulta claro) quantos dias ele tinha se era prematuro isso ele com 3 meses ou mais.
Dia 20 de junho o Eduardo foi internado pra fazer a cirurgia, mas teve uma crise de bronquilote severa, ficou foi pra Uti tratar primeiro o problema respiratório. Nesses dias eu achei que não ia aguentar foi um pesadelo. Ele se recuperou foi para o quarto do hospital e direto pra cirurgia mais, ao total foram 25, dias no hospital sendo 14 em UTI.
Eu tirava forças não sei da onde, mas ficava sempre ao lado do meu filho, mesmo com muito assustada eu tinha certeza que tudo ia dar certo.
Quando recebemos alta foi uma festa! Ganhei meu filho de novo!
Dizem que mãe sabe tudo né? E foi isso que aconteceu.
Não foi fácil não aguentar tudo isso sozinha sem marido mas a maternidade me trouxe super poderes!”

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