16.set.2011

"SUPERMÃES" Parte VI

Bom diaaa!!
E chegou a sexta feira, que maravilha!!
E é dia de “SUPERMÃE”, e hoje tenho a honra de ter uma amiga querida, e com uma história linda que amei conhecer mais, é a Natalia que escreve no blog Minha Maria. Sem dúvida uma “SUPERMÃE” com muitos super poderes, e nos revela todos, e conta seu grande amadurecimento com a maternidade super jovem.
Tenho certeza que vão amar!
Beijos
“O lar que cresci foi indelevelmente marcado pela ausência da minha mãe. Ela – assim como eu – engravidou muito cedo e teve que aprender a ser mãe na marra.
Apesar das difíceis circunstâncias fui criada pelos meus avós, os quais me criaram com muito amor e dedicação.
Hoje minha mãe procura recuperar o tempo perdido, mas não é a mesma coisa, não temos aquela ligação profunda e, isso era uma idealização que eu não queria para mim quando me tornasse mãe e muito menos para as minhas filhas.
 Quando engravidei da Giulia estava no colegial e de repente me vi com um barrigão enorme e no outro dia acordo com um bebê nos meus braços. A mãe – precoce – teve que nascer, pois um ser indefeso necessitava de atenção, responsabilidade e vital doação.
 Eu tinha ideais elevados e metas ambiciosas, não estava preparada para criar uma pessoa e a realidade que eu me encontrava estava muito além de todos os meus desejos e planos.
Eu não sabia o que era depressão pós-parto até ter um filho, e isso fazia de mim uma pessoa egoísta – no meu ponto de vista. E a rejeição ao bebê foi inevitável.
Fiquei frustrada. Ninguém parecia entender a maneira séria com qual eu não conseguia encarar sozinha esse problema.
Por sorte, ainda me restava à solidariedade com o próximo e, ainda que por obrigação cuidava da minha filha recém nascida.
Mas a maior parte do tempo era a avó paterna que tomava conta de tudo enquanto eu estudava, saia com os amigos e gastava todo meu tempo com outras particularidades.
 E o tempo foi passando eu fui me transformando e a responsabilidade foi brotando, e foi então que um certo dia – dias depois, semanas, meses e dois anos perdidos se passaram – eu botei na minha cabeça que precisa tomar uma decisão, que não poderia deixar o tempo escorrer pelos meus dedos sem fazer nada ou me arrependeria pelo resto da vida.
Minha consciência gritava pedindo que eu agisse, mas eu me sentia indigna demais para pensar em algo, era algo novo demais para ser minha imaginação e prática demais para ser um sonho. Meu instinto materno falava comigo.
Depois de certo tempo freqüentando uma terapeuta coloquei as idéias no lugar e digeri melhor o misto de sentimentos que me cercavam, mesmo assim ainda me culpava pelo tempo que havia perdido,  tempo que não volta mais, tempo que ela ainda era um serzinho dependente que precisava de mim e eu não estava lá.
Mas hoje estou, e faço dos nossos momentos os melhores possíveis, tento recuperar tudo que perdemos, e ao perceber isso me sinto como uma represa que se rompe e os pensamentos positivos começam a jorrar.
 E assim eu pude me tornar mãe. Essa foi minha primeira exposição à verdadeira rendição do coração de ser mãe. Um memorável vislumbre da competência verdadeira, e uma visão valiosa daquilo que eu estava disposta a oferecer a minha filha; meu carinho, atenção e dedicação.
Hoje, 8 anos depois, na segunda gravidez pude planejar e organizar um pouco mais minhas prioridades e sei que ainda não sou a melhor mãe, a super-mãe, estou longe de ser perfeita.
São os momentos que formam o livro de nossas vidas. Ao rever suas páginas, raramente fazemos sem lamentar dolorosamente pelo que poderíamos ter feito, deveríamos ter dito, ou pelos caminhos que poderíamos ter seguido, obtendo melhores resultados.
Como mãe, certamente eu não fiz tudo com perfeição. Longe disso. Muitas coisas, eu faria diferente, se pudesse.
Devemos abraçar a tarefa de criar com dedicação nossos filhos. Abraçar a tarefa é fazer a minha parte – aquela que somente eu posso fazer. Isso significa dedicar toda a minha energia para caminhar de mãos dadas com elas. Quão tímido é o abraço quando vamos na direção oposta dos nossos próprios instintos, pensamentos, sentimentos e emoções.
Entretanto, quão vibrante torna-se o abraço quando experimentamos a milagrosa transformação que é deixar de ser alguém para tornar-se mãe de alguém. Com certeza, não há na terra uma recompensa maior que esta!
Aprendi que ser mãe é a suprema dádiva de si mesma. Começa no momento em que aquele pequenino embrião recebe vida de você, e nunca mais termina.
É cuidar e amar um filho quando você está cansada demais para cuidar até de si mesma.
É fazer por seu filho aquilo que você jamais faria por você mesma.
Ser mãe é um trabalho que nunca termina uma preocupação que nunca caba, problemas que nunca são resolvidos e desafios que vão além da capacidade humana.
O mais difícil de ser mãe é ver você refletida naquilo que há de pior em seus filhos.
Ser mãe é a tarefa mais difícil que alguém possa desempenhar – e a mais gratificante.
Hoje sou mãe em tempo integral de duas meninas maravilhosas e sou completamente realizada com a maternidade.”
Nati e suas meninas

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