17.set.2014

A tecnologia e as crianças!

tecnologia criancas

Imagem daqui!

Os avanços na tecnologia vêm crescendo de maneira acelerada, tornando-se cada vez mais indispensáveis na vida da maioria das pessoas. Em um período relativamente pequeno historicamente, elas incorporaram nas suas vidas o uso da tecnologia, trazendo profundas mudanças na forma de se comunicar, relacionar, adquirir conhecimento. Informações que antes atingiam um pequeno número de pessoas passaram a ter um alcance rápido e fácil, ganhando enormes proporções em segundos, necessitando para isso de apenas “um clique”.

Os adultos da atualidade foram aos poucos se adaptando a essa nova realidade digital, tendo acesso a tecnologias que talvez nem imaginassem que teriam a possibilidade de usufruir em tão pouco tempo. Já as crianças nascidas depois dos anos 2000 vivenciam outra realidade. Ao contrário de seus pais, tios, primos e/ou irmãos mais velhos, eles não tiveram que se adaptar a um mundo altamente tecnológico, não tiveram que se acostumar com internet, smartphones, tablets, televisões 3D, etc. Muito pelo contrário, eles parecem usá-los muitas vezes de uma forma tão natural, como se já nascessem sabendo o que fazer frente a um aparelho eletrônico, uma vez que não conhecem o mundo sem eles.

Dessa forma pode-se pensar que a tecnologia adquire uma naturalidade para os jovens que talvez seja incompreensível para quem nasceu em outra época. Sem dúvida, essa realidade traz impactos na vida dos próprios jovens e suas famílias, não se podendo ignorar sua existência e relevância. Isso faz com que muitos pais se questionam a respeito do quanto podem/devem deixar seus filhos usufruirem de todos os recursos disponíveis atualmente.

Não existe um consenso geral na área da saúde que oriente a partir de quando a criança pode ser exposta, assim como também é complexo pensar nos resultados a longo prazo de, por exemplo, uma excessiva exposição a celulares, tablets e computadores, uma vez que essa geração ainda não se tornou adulta e não se pode de fato prever as consequências.

A intenção desse post não é julgar se os pais fazem o correto ou não deixando ou proibindo o uso da tecnologia, pois isso é uma escolha de cada família, que age de acordo com suas convicções, valores e experiências. A questão que se gostaria de levantar aqui é a importância de os pais terem sempre em mente qual o sentido e uso que se faz de qualquer aparelho eletrônico que seus filhos possam utilizar.

É importante que as novas tecnologias não tomem o lugar de outras atividades que promovam o desenvolvimento motor e psíquico da criança. A criança pode usar o dedo para mexer no tablet, por exemplo, desde que isso não substitua a sua experiência de também se familiarizar com o lápis, com brinquedos manuais, massinhas de modelar, tinta, etc. A realidade virtual tem a sua importância, mas (pelo menos ainda!!!) não tem como substituir o toque, o contato, a troca de olhares que a criança vivencia com a família e amigos “ao vivo e a cores”.

Além do cuidado no uso da tecnologia feito pela criança, os pais devem ficar atentos ao uso que eles próprios fazem dela como ferramenta para auxiliá-los no manejo com os filhos. Ela pode, indiscutivelmente, trazer enormes benefícios no aprendizado e socialização dos pequenos, porém se deve ter em mente que ela não pode substituir os pais na educação da criança, como, por exemplo, deixar ela jogando no tablet para que “não incomode”, evitando se deparar diretamente com a situação. Não se precisa pensar na tecnologia como uma “inimiga”, assim como ela também não pode virar solução para todos os problemas vivenciados na relação com as crianças!

 Manoela Yustas Mallmann

Psicóloga Clínica

CRP 07/20863

Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência em formação

Contato: (51) 9559-2905

e-mail: [email protected]

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