22.jul.2015

Ter ou não ter o segundo filho

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Eis a questão! E a vida é mesmo assim, repleta de dúvidas e de diferentes fases. Quando estamos namorando, perguntam quando iremos casar, quando casamos a pergunta logo feita é quando vem o bebê e… Depois de ter o primeiro o filho, torna-se quase inevitável para o casal o questionamento sobre ter outros filhos. No momento de decidir sobre ter mais um filho, as dúvidas são muitas, porém com planejamento, é possível se organizar e lidar com os obstáculos que poderão aparecer.

De fato, o nascimento do segundo filho é uma fase específica do ciclo da família, que gera mudanças em todos os membros e em especial, no primogênito que precisará entender que não mais será o “centro das atenções em casa” e terá que aprender a dividir os cuidados maternos com a nova criança que chegará. E os pais podem já se deparar com algumas dúvidas, tal como, a incerteza de “será que nosso filho vai querer um irmãozinho?” Ou seja, qual será a reação do primogênito? Preocupação válida, já que algumas adaptações serão necessárias para receber o “maninho (a)”. Com relação a isso, o primeiro passo é falar para a criança sobre a idéia ou então, contar que a mamãe está grávida, até porque agindo assim damos tempo para a criança se acostumar à ideia e poder trabalhar seus sentimentos.

Assim como, as mudanças na estrutura familiar que vão exigir do casal planejamento e principalmente espaço mental para poder pensar a família com mais um membro e eles então, com mais um filho, já que ter mais uma criança em casa aumenta o trabalho e se os pais não estiverem realmente dispostos, pode acabar se tornando uma tarefa difícil e desgastante para todos. Por isso, que o apoio dos familiares é fundamental nesse momento, pois ao dividir as ansiedades e os cuidados com o marido, com os avós, os tios entre outros parentes a mãe consegue se reenergizar, o que permite que ela exerça suas funções de forma mais confiante também, pois sabe que “tem com quem contar”.

É, não tem jeito apesar de já ter tido um filho anteriormente, o segundo filho geralmente mobiliza emoções positivas e negativas no casal, porque embora a segunda gravidez possa ser fruto de um desejo, ela vem acompanhada de muitas preocupações. Preocupações com os gastos, com a estrutura da casa para receber uma segunda criança, com o “tudo de novo outra vez”… E é novo mesmo. Os pais do primeiro filho, já não são mais os pais “de agora”, o casamento também sofreu modificações, o casal provavelmente amadureceu e até mesmo por que nenhuma criança é igual a outra.

A mulher embora tenha gerado e criado um filho, poderá sentir culpa pela decisão, se cogitar se imaginar não conseguindo lidar, educar e cuidar de dois filhos ou ainda, sentir medo de não conseguir amar os dois filhos igualmente! Talvez, num primeiro momento essas ideias sejam estranhas, mas não é raro o relato de mulheres que sentem tais sentimentos quando grávidas do segundo filho. De qualquer forma, apoio e confiança sempre são bem-vindos e caso, essas sensações evoluam para uma angústia que causa prejuízo na rotina, não hesitem mamães em procurar um psicoterapeuta para juntos, identificarem o que está gerando tais sensações e proporcionar uma gestação tranquila. Ou ainda, para entender o que está motivando a vontade de ter mais um filho? Esse questionamento é fundamental, para que a decisão não seja baseada em um “modelo padrão” de família que tem que ter dois filhos ou porque o primeiro filho quer um irmãozinho, por exemplo. A mulher precisa ter clareza da sua decisão, que precisará estar de acordo com a de seu companheiro, pois é muito importante que o casal esteja ciente e desejante de mais um filho!

Talvez a grande dúvida é sobre QUANDO ter outro filho! Algumas pesquisas apontam que a espera adequada deveria ser de pelo menos 18 meses, por que a mulher precisa de tempo para se recuperar psicologicamente da gravidez e fisicamente da perda de nutrientes da primeira gestação. Além disso, essa espera ajuda que o primeiro filho já tenha um pouco mais de independência.

O importante é ter em mente essas questões! Pensar, pensar e pensar para que a decisão venha em boa hora e mesmo que as preocupações aumentem a satisfação desta escolha, irá ser maior.

Luiza Cantarelli Coradini
Psicóloga Clínica
CRP: 07/20819
Especialista em Psicoterapia da Infância e Adolescência

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